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  • CarlaOliveira 0:19 on 04/08/2010 Permalink | Responder
    Tags: , , Casamento, Passeio,   

    Made in Madeira 

    Era uma vez uma menina que há muito tempo que recebia convites de uma grande amiga sua dos tempos de Faculdade para ir visitar a sua terra, a Madeira. Passou-se um, dois, três… seis anos e nada. Até que, num certo dia, a menina foi convidada pela amiga madeirense para ir ter ao aeroporto de Lisboa visto que se encontrava lá por umas horas numa ligação de vôos. No café que tomaram nesse entretanto, eis que surge o pedido: “Amiga, vou casar e quero que sejas a minha madrinha de casamento. Aceitas?”.
    E foi assim que tudo começou.
     
    A viagem durou 7 dias. Dois no stress-pré-casamento; um no stress-do-casamento e quatro dias mais calmos, de passeio, sem stress algum.
     
    Dia 1 – A chegada e o reconhecimento
    O dia estava limpo e a viagem de ida foi irritantemente tranquila. Ainda ansiei por uma turbulênciazinha pequenina que me fizesse borboletas no estômago, mas nada disso. Comigo os vôos nunca atrasam e nunca têm qualquer tipo de emoção (Já cheguei até a ponderar abrir um negócio em nome individual para ser amuleto da sorte para quem tem medo de voar…). A aproximação à Madeira foi lindíssima pois contornámos a ilha para nos fazermos à pista e aterrarmos. À espera tinha uns confortáveis 25 graus sem vento e dois sorrisos rasgados que me apertaram a quatro braços.
    Os noivos não apresentavam sinais de stress. Falavam de planos para a nossa semana e de gestão logística: que carro levar, cortar a relva, pintar a fachada para as fotografias, que quarto preparar e coisas do género. Enquanto isso, um TAP alfacinha aterrou de forma ainda mais irritantemente tranquila na pista e de lá saiu o meu acompanhante. Lá vinha ele, com o seu passo semi seguro e o paraíso algures no ar. Mas não fui eu que o vi. O noivo viu-o primeiro e, mesmo sem nunca o ter conhecido, pareceu identificá-lo logo a mim. De forma um pouco estranha, só sei que ele não teve dúvidas de que seria ele. Das duas, uma: ou eu faço boas descrições ou por muito que tente, do alto do seu metro e noventa o meu querido acompanhante não consegue mesmo passar despercebido (BEM HAJA! No terceiro dia irão perceber o porquê….)
     
    Primeiro fomos conhecer a casa dos noivos (onde iríamos ficar). De Santa Cruz ao Caniço – mais precisamente ao Garajau – são uns 10 minutos e o apartamento, moderno e de bom gosto, ficava virado para o mar num segundo andar cheio de estilo e com um quarto só para nós. Depois saímos e fomos passear pelo Funchal enquanto a noiva trabalhou a tarde toda até à noite (a pobre coitada…). Conhecemos as princpais atracções da baixa do Funchal, desde a Avenida do Mar (a que nós, os do “contenente”, chamariamos de Marginal!), a Marina, as principais ruas da baixa como a Avenida Arriaga, onde se encontra a estátua de João Gonçalves Zarco, a Sé, o Banco de Portugal, o Café Golden Gate (que aliás consta numa das 1001 razões para visitar Portugal) e onde decorria a feira do livro.
    O almoço de “boas vindas” foi no “Yatch-Bar” Beatles, ao que parece muito antigo e famoso, e não admira pois é realmente muito giro! Trata-se de um iate com mesas interiores e superiores que está circundado de água onde se encontram pequenos botes que servem de mesa de refeição unidos por ligações de madeira sobre a água. Um conceito criativo e acolhedor onde pude degustar um belo linguado com legumes salteados acompanhado por um branco “da casa” fresquinho.
    Demos umas voltas pela baixa e pelas principais avenidas que descem do topo da ilha e de onde é possível atravessarmos o ano em poucos minutos – da Rua 31 de Janeiro para a 5 de Outubro – em menos de 1 minuto, lol.
     
    Fora de brincadeiras, estas são as ruas que constam nas nossas mais recentes memórias da Madeira… São as que descem do topo da ilha até ao mar e no meio das quais se encontra a ribeira que alagou o Funchal no fatídico dia do temporal de 20 de Fevereiro. Só ao ver a profundidade do leito consegui perceber a dimensão e a força das águas e, então, recordar as imagens da vaga de destruição. Só aí caí em mim e assentei os pés na Terra: mal tinham passado quatro meses desde o dia do temporal e os vestígios dos estragos já estavam praticamente despercebidos. Só quem sabia ou tivesse vivido a tragédia é que se apercebia das marcas físicas que o temporal deixou. O turista comum ou o viajante ocasional não se aperceberia da dimensão destruíção que foi pois um passeio destruído, umas obras numa ponte ou uma rua a ser calcetada são situações perfeitamente vulgares em qualquer local do Mundo… Esta imagem da ribeira só me fez crer que foi realmente uma reconstrução extraordinária, enérgica e motivante fez-me reflectir a cultura e o estilo de vida madeirenses. Pelo menos essa foi a percepção e a ideia com que eu fiquei.
     
    Percorremos a ilha pelo litoral para Oeste onde parámos no Lido – uma zona balnear onde há um ilhéu, praias de pedras negras, hotéis, cafés e uma “promenade”. Depois continuámos até à Praia Formosa passando pelo Casino. Nos cafés da beira-mar comemos moelas, tremoços, provámos o refresco regional Brisa de maracujá e também a bela cerveja Coral. Houve até tempo para uma oração à boa disposição, eheheh.
     
    À noite foi dia de “despedida de solteira”, mas antes da festa ainda houve tempo para um belo jantar na Adega do Caniço onde provei pela primeira vez o famoso bolo do caco. Fui ao céu e voltei. Agradeci a Deus a existência da pessoa que inventou o bolo do caco e depois prometi a mim mesma que nos dias seguintes iria cumprir a dieta. Entretanto comi espetadas de lulas e gambas com salada e voltei a agradecer ao Santíssimo ter nascido em terras de peixe fresco e adorar “comer saudável”. Na verdade já nos tratamos por tu. Mas o dia era de festa e, obviamente, o resto da noite foi dado ao pecado e à heresia, não fosse este o (pen)último dia de solteira da minha amiga…
     
    Dia 2
    O dia seguinte foi dia de stress. Compras, depilação, vestido da noiva, malas, echarpes e acessórios, tratar da florista, tratar do bolo de casamento, lavar os carros e tudo o que está directa, indirecta e potencialmente relacionado com o stress de um dia de casamento. À tarde fomos jantar a casa da família da noiva. Pessoas amáveis, divertidíssimas, simpáticas, adoráveis, impecáveis! Muito bons momentos passados ali ao relento onde tivémos direito a outras iguarias madeirenses: picadinho de carne, vinho da madeira e milho frito. Pelo caminho ainda provámos poncha da verdadeira e caí na esparrela do lamber o acessório com que se mistura a dita cuja, vulgo “caralhinho”.
    Dia 3
    Dia de casamento. Deste dia só vou contar uma coisa. Ao contrário da tradição, neste casamento a última pessoa a chegar não foi a noiva, mas sim… adivinhem: a madrinha!!! (sim, EU!). E porquê?! Porque se conduzir um carro a gasolina pela primeira vez numa terra com estradas estreitinhas, esburacadas e com um grau de inclinação superior a qualquer digníssima subida de montanha-russa (sim, aquilo põe a Rua do Alecrim e o Bairro Alto a um canto!) já é, de si, difícil, conduzir esse mesmo carro com umas sandálias de stilettos de 10 cm de altura é, acreditem, tarefa humanamente impossível. Conclusão: tive de tirar as sandálias para levar o carro e depois voltar a calçá-las quando saí do carro. Ora, estas coisas para uma mulher podem revelar-se verdadeiramente complicadas quando temos de conseguir enfiar os 5 dedos dentro de umas tirinhas estreitas e entrelaçadas, manter as palmilhas de silicone no sítio (para conseguir andar sem parecer que estamos interiormente a contorcer-nos de dor mantendo um sorriso aceitável e ainda cruzar duas tiras pelo calcanhar e fechá-las de lado com umas fivelas tão pequenas que mais parecem vindas do vestido da Barbie… isto tudo sem estragar as unhas que fomos arranjar e que nos custaram os olhos da cara. Ah, e temos DOIS pés, hein!
    Em suma, enquanto eu tentava cumprir com esta minha árdua tarefa, todos me stressavam a dizer que a noiva estava à minha espera e os convidados esperavam todos em banda à porta da igreja olhando-me de soslaio ali, encostada ao muro da igreja, com a elegância e o pudor a rastejar no chão a tentar num acto heróico empoleirar-me naquilo a que alguém se signou a chamar de sandálias. Eu chamaria de acessório de tortura, mas pronto. Finalmente lá consegui entrar, os turistas das redondezas fizeram o gosto às suas Canons e Nikons e os noivos lá se casaram.
     
    Menti. Afinal vou contar outro episódio que marcou este dia de casamento. Aliás, a noite! Lembram-se de ter mencionado a importância da altura de um acompanhante? Pois bem, mais do que ter um acompanhante à altura é importante que o acompanhante tenha, de facto, altura. Porquê? Porque se o acompanhante não tem altura, das duas, uma, ou ela é grande ou ele é que é pequeno. Pessoalmente, não gosto da primeira opção porque o meu 1,70m seria um requisito mínimo para poder ser modelo (no festival das orcas marinhas, claro, porque caso contrário teria de esquecer de vez o bolo do caco e rezar de novo ao Santíssimo para me dividir em dois e dar os extras à caridade para alimentar as criancinhas da Etiópia). A segunda opção coloca o acompanhante numa situação de clara inferioridade vertical. Não tenho nada contra, aliás, por mim os casais com grandes diferenças de altura até são um bom motivo de gargalhada nacional e contribuem para aumentar o leque de piadolas sociais. Por isso, repito, não tenho nada contra, mas lá que a abertura do baile da madrinha a dançar com o noivo foi motivo de gargalhada geral, isso ninguém poderá negar! E até poderia ter ficado por aí, mas não é que o padrinho do noivo, meu segundo par oficial do baile, era ainda mais pequeno?! Houve momentos em que até ponderei se deveria se eu a pôr as mãos abaixo dos braços dele para que as pessoas vissem que efectivamente estava ali alguém no meio dos meus braços e do meu vestido… Três vivas ao meu par de metro e noventa, please! Foi o momento em que me senti mais normal em todo o baile. (sim, porque a parte em que afugentámos toda a gente da pista de dança com a coreografia do Thriller não conta, tá?!)
     
    Dia 4
    Dia de dormir até mais tarde. Até já…
    (TO BE CONTINUED)
    Galeria de Imagens aqui.
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  • CarlaOliveira 18:18 on 18/07/2009 Permalink | Responder
    Tags: , , Bélgica, , Passeio,   

    Fim de semana em Bruxelas 

    “Bonjour!”

    Foi esta a saudação que ouvimos durante o fim-de-semana que passámos em Bruxelas, a quatro. Finalmente, após o Parlamento Europeu nos ter (e muito bem) roubado o quatro elemento da YMT (ler: uai-éme-team), um fim-de-semana pareceu pouco para matar todas as saudades, mas já foi bom para voltar a reunir algumas aventuras na caixinha das boas memórias.

    Sei que a Bélgica dispensa apresentações. É a capital da Europa, o elogio da União, mas encontra-se dividida entre o francês (da Valónia e Bruxelas) e o flamengo (Flandres). Para além disso partilha as quatro estações do ano num mesmo dia e consegue conviver com um infindável número de nacionalidades diferentes. Enquanto que em L.A. a cidade era uma manta de comunidades, em Bruxelas a diversidade é vivida de forma diferente. Tudo ao molho e fé em Deus. É pela cara e pela simpatia que se distinguem as nacionalidades… Ah, e os menos simpáticos são sem dúvida os belgas. (Ai, que eu não devia dizer isto…)

    Para simplicar, cá vão as enumerações do fim-de-semana:

    Comes e Bebes:  Os cones de batata frita, vulgo “les frites” merecem a sua distinção. São boas, caseiras e tradicionais e servem-se como nós cá fazemos com as castanhas, num cone de papel, mas cobertas com molhos e com opção de serem picadas com um mini garfinho de plástico. Depois temos os pratos marinados em cerveja, o belo do pernil, as moules frites (mexilhão com batata frita, bleah!) e os queijos (das fromageries! LOL, adorei o conceito). O pão é cacete e percebi o sentido do nome, é que no dia seguinte servem mesmo de cacete!!! Aahhahh. Na secção dos doces é a perdição. Nunca pensei comer uma gauffre que me soubesse tão bem na minha vida… Vivam as roulotes. Viva o Pascalino! Depois temos os chocolates e os biscoitos! A perdição completa… Desde o Pierre Marcolini, à Godiva, ao Filip Martin, Leonidas e “La Cure Gourmande”, as chocolaterias são um elogio ao pecado da gula e um verdadeiro regalo para o olhar. Caixinhas e mais caixinhas, bonequinhos, forminhas… Um MUST! (E um atentado à elegância também..). Na parte dos “bebes”, o Delirium levou-nos ao delírio, não só pela população de hormonas que ali habitavam, como pela quatidade de diferentes cervejas que podíamos provar, como a Kriek, a Guiness a de maracujá ou a de côco que fizeram as honras da nossa mesa. Ah, não podia deixar ainda de referir o paladar “Speculous”. Sabe àquele nosso antigo chocolate de caramelo que tinha uma embalagem amarela meltalizada e letras roxas, lembram-se?! Muito bom! O Speculous é utilizado em tudo: bolachas, capuccinos, gelados… 

    Atracções: Parlamento Europeu, a Comissão Europeia, la Grand Place, Manneken Pis (ou o rapaz que faz xixi), Catedral Saint-Michel, Praça Real, Galerias Saint-Hubert (ao estilo de Milão, mas em versão Portugal dos Pequeninos, LOL, vejam o álbum de Milão), a Igreja de Notre Dame du Sablon e, claro, o Atomium, para não estar a entrar em muitos pormenores … Todas as fachadas são dignas de “atracção turística”. A-MEI! Ah, e visitámos ainda a cidade de Bruges. LINDA!!!

    O pior: Não aceitarem notas em quase lado nenhum, só trocos! A falta de café e pagar para ir a casas de banho pouco limpas. A água também é cara… E os biscoitos de chocolate da Cure Gourmande foram caros e não eram nada de especial… esfarelavam-se como areia.

    O melhor: Reencontrar a Marisa. A Hema. LOL. Voltar a falar francês. Quase ir perdendo o avião. Uhuhuh, viva a emoção!

    Para a próxima… Tenho de ir por mais tempo. Compro o “Como recordar o seu francês, para totós”. Levo anti-inflamatórios para não sofrer com as tendinites.

    As cerejas no topo do bolo: Bruges. A gauffre. A animação constante de BRU, está sempre algo a acontecer!!!

    E agora um “one-minute-maid” video numa tentativa de contributo para para quem já não editava nada desde a licenciatura… <shame on me>.

    http://www.youtube.com/watch?v=fmXkS-DovtQ

     
    • Ana Henriques 17:57 on 20/07/2009 Permalink | Responder

      É fantástico como o final da faculdade não acabou com certas coisas. beijinhos grandes para todas 😉

      • Carlita 1:09 on 21/07/2009 Permalink | Responder

        Olha, olha, quem ela é!!! Seja bem vinda, Ana =)
        É verdade, há coisas que ficam para a vida e a nossa passagem por aquela faculdade e aquele curso foi verdadeiramente repleta delas 😉
        Um grande beijinho, obrigada pela tua visita***

      • Marisa 0:18 on 22/07/2009 Permalink | Responder

        Oh, beijinho grande para ti também 🙂

        A ver se quando voltar vamos beber um cafézinho para pormos em dia a conversa!

        Beijocas grandes

    • Zorze 19:51 on 20/07/2009 Permalink | Responder

      Questões :
      O banco era do Pessoa?!
      Tens um guia de Bruxelas para eu ler?
      Onde está o 5 elemento?!!!
      Observações:
      Adorei. uma cidade bem bonita.
      Quanto à Igreja de Notre Dame du Sablon , parece que as fotografias foram tiradas no Mosteiro da Batalha
      O “Manneken Pis” boneco não tem vergonha, a regar (ao serviço) a cidade há anos
      Quanto ao cacete ficar duro, é devido à quantidade de fermento que é usado quanto mais…mais cresce, e mais duro fica quando exposto ao ar (O2).

      • Carlita 9:57 on 07/08/2009 Permalink | Responder

        Sim, o banco era do Pessoa e a estátua que estamos a “beijar” também!
        Eu não tenho nenhum guia, mas a Marisa tinha, ihhihih
        O Quinto elemento é como o Quinto Império, está para vir!

        Observações:
        Uma cidade simultaneamente histórica e muito cosmopilita.
        Faz sentido a ligação ao Mosteiro da Batalha porque são ambos de estilo gótico, mas enquanto que o nosso é do século XVI, gótico final, numa orientação mais horizontal, a Igreja de Nossa Senhora do Sablon é de gótico inicial, por isso no pico da verticalidade…

        Beijinhos

    • Mónia 21:50 on 22/07/2009 Permalink | Responder

      Carlota!!!

      Lindo! Adorei a tua descrição da viagem e a montagem está um must!Gostei da banda sonora, bossa’n’roses – paradise city… You know why 😉
      Confesso-te que tou com uma pontinha de inveja, saudavel claro. Mas tu mereces todos esses “gifts” que a vida te dá minha amiga linda.
      Bjoca com saudade da tua baixinha

      • Carlita 10:00 on 07/08/2009 Permalink | Responder

        … Que a vida nos dá ou que nós conquistamos =) Basta continuarmos sempre à procura das “paradise cities” desse mundo e lutar por elas.
        Os maiores “gifts” da nossa vida são mesmo as pessoas que os compõem. Obrigada por estares aí, baixinha!!!
        Beijocas

    • Ana Raquel 19:53 on 06/08/2009 Permalink | Responder

      Carlotaaaaaa

      Os meus sinceros parabéns!!!

      As montagens estão, como a Mónia disse, muito boas:D

      um grande beijinho, já com saudades!!

      Ana

      • Carlita 10:03 on 07/08/2009 Permalink | Responder

        Ehehehe, olha olha quem voltou!!!! Seja muito bem vinda ao meu singelo cantinho. É um prazer, amiga.
        Muito obrigada pelo teu comentário e também estou cheia de saudades… Temos de marcar aí um evento para fazer a “nossa” montagem, com as “nossas” fotos e a “nossa” banda sonora, ahahahh

        Beijocas!

  • CarlaOliveira 10:59 on 01/07/2009 Permalink | Responder
    Tags: , Férias, , Passeio   

    Um capítulo por aí 

    Sei que vos devo um post. E mesmo que não soubesse, muitas pessoas se têm encarregado de me perguntar pelo feedback das minhas férias. Pois bem, amigos, é chegada a hora de revelar.

    Na “tal” semana em que a coincidência galáctica nos brindou com três feriados duma enfiada, eis que resolvi aproveitar para ir de férias. E como não havia tempo a perder, fui embora logo no Sábado, seis. Dia em que, se muitos se lembram, fazia anos. Não esperei pelo bolo, não esperei sequer pela hora em que “fiz” efectivamente anos. Fiz a mala, carreguei no “Pause” da vida e fiz-me à estrada. Aliás, fiz-me aos céus!

    Parti. E num golpe de egoísmo desmesurado desejei que continuasse assim: eu, sozinha, comigo… como se sozinha o tempo parasse e a vida ficasse verdadeiramente em Stand by sem culpas nem ressentimentos.

    Não levei o computador e durante todo o tempo consegui ir uma só vez à Internet. Findo pouco tempo as baterias das máquinas acabaram-se e as dos telemóveis idem idem aspas aspas como que num gesto solidário.

    Escrevi-vos no meu caderno mas ainda não tive oportunidade de digitalizar para pôr aqui. Ficará para uma próxima… Por agora, queria apenas dizer-vos que foi bom, fantástico, genial… e íntimo. Demasiado íntimo e introspectivo para que eu deseje publicá-lo à desgarrada. Demasiado pessoal e reflexivo para que não me custe falar disso.

    As coisas especiais são-no porque respeitamos a sua aura, como dizia o Water Benjamin que tantos anos me atormentou na faculdade… Mas a verdade é que ele tinha razão. A “reprodutibilidade técnica” pode dotar até as coisas mais valiosas à indiferença. E as coisas valiosas são para guardar em copas, como no exército do país das Maravilhas.

    Mas como a Alice, também eu encontrei o meu coelho branco e lá tive de regressar para o mundo onde, como ele, andamos sempre atrasados. E é por isso que é tão bom parar de vez em quando. Não só para viver as “Maravilhas”, mas também pelo prazer de nos voltarmos a encontrar. 

     
    • Zorze 23:06 on 05/07/2009 Permalink | Responder

      Realmente no teu jantar tive conhecimento de umas férias, que por curiosidade sobe não sei muito bem como… Tudo naquele dia foi estranho, estar uma semana fora, chegar cansado, receber um telefonema e ir jantar a Cascais… Mas valeu realmente.
      Não sei se é possível parar o tempo, mas se o fosse, seriamos esmagados numa massa… O tempo é a existência da vida. É o inimigo e aliado da consciência. Na vida temos nas mãos a responsabilidade dos rumos “decisões” tomados. (Como gosto da musica “Vai o homem do Leme… dos Xutos).
      Sem saberes!!! tomaste a melhor decisão da tua vida dar atenção a ti mesmo, algo que eu ignorei em mim, sofrendo graves consequências do esforço despendido…
      Mais engraçado, enquanto as baterias da tecnologia foram ficando nas lonas, a tua memória foi carregada sem te aperceberes. Deste origem a mais umas páginas do álbum da tua mente e um filme foi realizado.
      PS: “reprodutibilidade técnica”, fui apanhado descalço, vou averiguar. Espero que consiga estar a altura de uma boa resposta!!! (muito tecnico)

  • CarlaOliveira 23:37 on 18/05/2009 Permalink | Responder
    Tags: Dinheiro, , , Passeio   

    Yaiks! 

    Aviso à tripulação: não usem o vosso telemóvel fora do país. Acabem com os namorados; digam aos vossos amigos que vão fazer um retiro espiritual; façam amizade com o senhor do computador na recepção do hotel; tornem-se fãs do McDonald’s e do wifi, inventem qualquer coisa que vos ocupe o espírito para não terem saudades… whatever, usem a imaginação, MAS NÃO USEM O VOSSO TELEMÓVEL NO ESTRANGEIRO!!!

    Pronto, agora que já desesperei, vamos a contas:

    • Cada mensagem que recebi me custou 0,50 cêntimos;
    • Só uma das chamadas recebidas custou-me 11 Euros ( K )

    (e acreditem que aqui já está muito dinheiro)

    • Fiz umas 5 chamadas rápidas para PT (tipo: “olá mãe, cheguei!”
    • Enviei umas 4 ou 5 mensagens para PT
    • Fiz 2 chamadas de menos de 1 minuto dos EUA para os EUA.

     No total gastei… YAIKS, muuuito dinheiro!!!

     Pronto, já perceberam que estou oficialmente chateada e sem vontade absolutamente nenhuma de projectar o meu querido telemóvel na parede mais próxima rosnando palavras entre dentes… Mas entretanto achei de despejar umas palavras no teclado resultasse melhor e não fizesse mais uma mossa no meu bolso, na parede e na moral.

    Depois admiram-se como é que há dinheiro para vestir o país de fibra óptica e fazer mega-rebrandings azul-cueca. Ou azul-turquesa! Ou azul-criança… Sim, é isso, realmente aquilo faz-me lembrar Legos… ou será um dominó?! Bem, lá o que é não sei… só sei que tão cedo não quero voltar a brincar aos telefones.

     
    • Telma 9:23 on 19/05/2009 Permalink | Responder

      Sei muito bem o que sentes. Quando estive 1 mês em Singapura paguei mais de 60 euros. 😐

    • NSilva 10:39 on 19/05/2009 Permalink | Responder

      Pois, qnt aos megabrandins azul-seja-lá-que-nome-for, o que eu sei é que elesadoram dar-nos “Cueca”: sério, estou sem internet no escritório desde 20 e tal de Abril. Sim, um mÊs. E esses srs. azul-cueca, c equipas “de fibra”, já enviaram 3 equipas q foram smp p a moraqda antiga… apesar de terem a cada dia a cf da nova morada e, imabginem: mandam as facturas (pagas a horas) para a morada certa. Qnd finalmente a equipa chega a este sítio difícil de encontrar (Telheiras, não é a Conchinchina), conseguem fazer de modo a que nem acesso à net via pen tenhamos… Agora é esperar q a equipa-de- fibra-azul-cueca volte a dar c o sítio – para desinstalar! Maus serviços, preços exorbitantes = mudar de operador? Hum?!

    • Zorze 12:38 on 10/06/2009 Permalink | Responder

      A menina teve azar.
      Na europa só agora chegou a normalização das cobranças do roooooommmiiimmg $$$$$
      Mas também não iria fazer diferença… USA não é a Europa.

  • CarlaOliveira 20:57 on 04/05/2009 Permalink | Responder
    Tags: , , Passeio   

    Cascais – Oeiras – Cascais 

    … em passeio pelo paredão!

    Na nossa Madeira insular chamam-lhe Promenade. Com sotaque, há quem lhe chame Calçadão (cáu-çá-dâun), mas eu sempre lhe chamei Paredão e desde cedo que tem sido o palco dos passeios mais intímos e esclarecedores da minha vida. Um local de refúgio, um local de mágoa, de lágrimas, de saudade, de memórias, de alegria, de gargalhadas, de retorno à calma, de libertação, de corrida, de banhos…

    Agora que penso, já foram tantas as emoções partilhadas com esse Atlântico que nos envolve…  As conversas que tive, as companhias, os amigos, as aventuras, os Verões, as horas de almoço à socapa da Escolinha Verde no Monte Estoril… Enfim. Eu e o Mar sempre nos demos bem porque eu sempre o soube respeitar. E assim acontece com tudo. Tudo está bem, não só quando acaba bem, mas quando nos sabemos respeitar.

    Obrigada à Telma e ao João pela companhia.

     
    • João Costa 21:27 on 09/05/2009 Permalink | Responder

      Que bela tarde que foi 🙂
      Sol, esplanada, gargalhadas, excelente companhia, o que é que pode ser melhor?
      Devo confessar que a tentativa de me mascararem como árabe não correu muito bem 😛
      Acho que a cara da Telma diz tudo.

    • Telma 21:33 on 09/05/2009 Permalink | Responder

      Uma companhia para sempre 🙂
      Concordo com a tua observação, o paredão limpa, organiza, liberta os nossos pensamentos.
      Lembras-te da nossa conversa a meio da caminhada pelo paredão? Onde nos sentamos na praia de santo amaro? Há dois anos precisamente começavas o mestrado, o 1º trabalho a full time, o amor, ai o amor… as dúvidas, os receios. E agora, como previamos, já tudo passou, tudo passa. Beijinho, até à próxima caminhada 😉

    • Telma 21:37 on 09/05/2009 Permalink | Responder

      @ João ahhahahah! Era receio… ora, nunca tinha visto um árabe na vida! 😀

  • CarlaOliveira 2:17 on 03/05/2009 Permalink | Responder
    Tags: , , , , Passeio,   

    Ao virar da página 

    Desde que voltei de L.A. que ainda não tinha voltado ao local que dá o rosto a este espaço, ali em cima, bem no topo desta página. Como eu disse há tempos, este é um local para ir apenas nos momentos especiais, aqueles que não devem ser planeados, têm de acontecer…

    Assim foi e, mais uma vez, voltei a ser feliz nesse local mágico que dá para o Oceano e sinto que foi então que uma página se virou. Vejam o que comemos, desta vez em Portugal (mafuca, ri-te com esta 😛 )

     

    02abr09-3

    02abr09-4

    Depois de 2 meses a comer nachos na Califórnia e no México, daqueles acabadinhos de fazer, cheios de salsa, queijo e molho guacamole, eis que vou a Cascais e volto a saborear os ditos, desta vez sem o travo a “influências mexicanas” da SoCal., mas com a memória dessa temporada doida que aí vivi.

    Depois, a somar a este despertar da memória, eis que assistimos a um pôr-do-sol magnífico, daqueles que se perdem no horizonte e que deixam o sol repleto de cores quentes e deliciosas por largos minutos. Lembrei-me de novo dos sunsets da Califórnia e de repente recordei que a beleza das coisas não está nas coisas em si, mas no olhar de quem vê. Porque o olhar é muito mais do que se vÊ. É a soma disso com as memórias de tudo o que vimos e o imaginário de tudo o que queremos ver…

    02abr09

    02abr09-6

    E foi nesse local, o tal que está bem lá no topo desta página e que deu o mote ao tema deste Capítulo, que senti que se tinha virado uma página. Como num ciclo. Então, a partir da próxima semana este blog passará a chamar-se …. … …. ….

    ….

    Terão novidades em breve 😉

     
    • Tânia 16:27 on 04/05/2009 Permalink | Responder

      Bar do moinho…pois é amiga também adoro esse bar…e a esplanada tem uma vista de cortar a respiração!
      Ainda bem que estás de volta, espero que voltes a gostar de estar por terras portuguesas dentro em breve, e que essas saudades dos eua sejam ultrapassadas pelas alegrias de voltares a estar com os teus amigos! Beijokas

      • Carlita 22:31 on 09/05/2009 Permalink | Responder

        Eu não teria dito melhor, amiga… são as novas alegrias em Portugal que me fazem esquecer as saudades dos EUA. Mas nós somos um povo de saudade, não é verdade?! Ihiih
        Beijinhoss

    • Sandra Bessa 20:08 on 04/05/2009 Permalink | Responder

      Acho tudo lindo…os nachos, a festarola, o pôr do sol….mas e o nome do blog???? lanças a dica e dp matas uma pessoa de ansiedade!! LOL

      Fica bem and just be happy my friend!

      • Carlita 22:29 on 09/05/2009 Permalink | Responder

        Ohh Sandra, és sempre uma ternura ^^
        O novo nome vem “já a seguir” e as coisas lindas, os nachos, festarola e pôr-do-sol são também para pôr nossa na lista de coisas a fazer (a par com o trabalho, a tese… LOL)! Ehehh

        Beijinhos

  • CarlaOliveira 18:07 on 26/04/2009 Permalink | Responder
    Tags: Coimbra, , Passeio, Tempo   

    Fim-de-semana em Coimbra 

    No fim-de-semana passado o meu avô comemorou mais um ano de sabedoria ( 🙂 ), então fomos até “lá a cima”, como se diz aqui entre a família, comemorar a efeméride com um amocinho e um tchim-tchim. Houve tempo para cafezinho, doces conventuais, passeio e almoço à Portuguesa, que é como quem diz, de casa-cheia!!!

    Uma grande parte da minha família – tanto da parte da mãe como do pai – vive em Ribela, uma pequena aldeia de Penacova, que fica no distrito de Coimbra. Como podem ver, a aldeia é tão grande que quase se pode resumir a duas ruas: a do vale e a que sobe a encosta da serra.

    É lá que cheira a terra húmida e a fogueira e a animais do campo.. e que passa uma carrinha às 9h da manhã com um apito a anunciar que já se pode ir comprar o peixe. É uma aldeia de interior. É lá que a dimensão de tempo tem um sabor distinto – ideal para quem quer relaxar, mas desconcertante para quem já não sabe viver sem horários.  Ou pelo menos com “os horários do sol”…

    Foi portanto um fim-de-semana calmo, em família e repleto de memórias do passado. No Domingo tive o prazer de folhear os álbuns-de-família da minha tia, daqueles bem antigos cujas folhas já estão amarelecidas, que nos fazem comichões no nariz e cheiram a papel de Bíblia. Foi lá que pela primeira vez vi o meu pai com 16 anos. Pela primeira vez, vi os meus tios e os meus avós naquela idade que nós nunca nos lembramos que eles também tiveram. E eis senão quando, num dos álbuns das festas populares de Ribela, me encontro a dançar no meio da pista com o meu “vestidinho” branco e uns doces 10 ou 11 anitos (vestidinho que ainda deve andar algures lá por casa…).

    Eheeheh, foi verdadeiramente um regresso às origens!

     
    • Joao 11:54 on 27/04/2009 Permalink | Responder

      Estou mesmo a imaginar as várias horas que passaste a cumprimentar as tias, os tios, os primos…. 😉
      Horário do sol? Tu deitares-te antes das 21h? Será que o mundo sofreu uma revolução e eu não me apercebi? 😛
      Já estás tão habituada à internet, aos carros, ao barulho, à confusão da cidade e a deitares-te a altas horas que ficaste completamente desnorteada 😛
      Como se costuma dizer, é quando ficamos sem algo que nos apercebemos verdadeiramente do quanto nos afeiçoámos e o quanto custa perdê-lo.
      A nossa vida passa tão intensamente hoje em dia que já nem sabemos o que fazer quanto temos um breve momento de verdadeiro e completo descanso.
      Agora já estás de volta e de certeza que deves estar a pensar “Como me sabia bem mais uns momentos assim” ^^
      Beijinhos

      • Carlita 1:34 on 28/04/2009 Permalink | Responder

        LOL, já ganhei a fama de ser a nova Menina Variações, já percebi. Mas eu reconheço que sou um bocadinho insaciável, sim 😛

        And you’re so right… só ainda não percebi se o problema é a afeição ou a perda. É um pouco como o ovo e a galinha: não há um sem o outro, mas não existiria Outro sem o Um.

    • Telma 17:33 on 27/04/2009 Permalink | Responder

      Miga tás linda com os teus avós. A tua avó é a mãe da tua mãe? Pergunto isto porque são parecidas 😉
      Já tinhas pé para a dança e o vestidinho branco que bem que lhe fica.
      Ai o nosso Portugal tão ‘piqueno’ mas tão jeitoso.
      Gostei de saber que existe um veiculo que passa na aldeia apitando ás 9h da manhã, toca acordar!!! Olhó peixe fresquinho! 😀

      • Carlita 1:38 on 28/04/2009 Permalink | Responder

        Ohhhhh, bigada!!!!
        Sim, é do sangue da mãe =) Epah, foi tão fantástico rever-me e à minha família… Estava longe de imaginar que tais registos existissem… E comprova-se que dançar já vem de há muito, LOL. Só a saia curta é que………

    • NSilva 15:56 on 28/04/2009 Permalink | Responder

      Wowowo, quase me arriscava a fazer uma das minhas perguntas de quem acabou de aterrar aqui, vinda de somewhere not in earth (or in net) e perguntar:

      Eh, tiveste lá em cima e tiveste com uma prima q é igualzinha a ti!!!! (Bem disposta e td)

      De facto, amei a foto e o vestindinho brancoooo – já tens mote p a colecção deste Verão: vestido curto e branco: p aguçar as vistas e relaçar o bronze! É uma ordem!

      Kisses

      • Carlita 23:15 on 02/05/2009 Permalink | Responder

        LOOOOL, ai amiga, se hoje em dia EU usasse uma saia daquelas… wOWOOWOW, nem quero imaginar 😉 Mas acredita que já tenho saudades daquele bronze de manhãs na praia nas “férias grandes”. Lembras-te? Naqueles tempos em que não havia trabalho ou exames da faculdade e ficávamos 3 meses a fio em casa a curtir Verão?!
        Isso, sim, é que era “outro mundo”!

    • Zorze 0:48 on 01/05/2009 Permalink | Responder

      Estou a ver que encontra-te a solução para o teu tic-tac diário.
      Quanto ao vestido estar lá em casa não duvido, mas branco não acredito.
      Gostei de saber que existe ainda por terras do concelho de Coimbra os antigos “Azeiteiros” que como o tempo passaram a chama-los “PETROLEIRO”, e depois começaram a vender tudo e mais algumacoisa. Que saudades desse apitando ás 9h da manhã.
      zinhos

      • Carlita 23:19 on 02/05/2009 Permalink | Responder

        Oh, meu amigo, poderás matar essas saudades se fores para os lados de Ribela. Te garanto que depois de uma semaninha lá terás conhecido o senhor do peixe, a carrinha das rações, a carrinha do veterinário, a carrinha da padaria… E mais: o dlim- dlão a anunciar a missa da manhã e a da tarde e o volver das horas ao longo do dia =) … e é tão giro!

  • CarlaOliveira 2:46 on 15/04/2009 Permalink | Responder
    Tags: , Depois, , , , Passeio,   

    A coleccionadora de aventuras 

    Olá Amigos!

    Este post serve só para dizer: i’m back! Digo que estou de volta porque andei perdida entre angústias e amarguras inerentes a este meu regresso de L.A.. Se me perguntarem porquê, não saberei responder. Não se trata de uma questão racional, trata-se de um estado de espírito que teimava em não desaparecer e que me enevoava os dias, as coisas, a vida…

    Foi ao ponto de ter recorrido à psicoterapia de bolso. De ter recorrido à música punts punts. De me ter recolhido no sofá enrolada na manta a devorar filmes que me (e)levassem a mente para longe daqui. Um pouco como o Sá Carneiro quando pedia que o deixassem ficar debaixo dos seus cobertores a apodrecer (ai, a poesia decadentista…).Foi ao ponto de ter querido tudo o que não tinha, onde não podia ter. Todos temos destes momentos, não é verdade?!.. Mas já passou. Hoje, subitamente, entre as 18h e 21h, parece que caiu o último aguaceiro temperamental e depois de uma faixa cujo refrão cantava assim: “I don’t know what it is / That makes me feel like this… But you must be some kind of superstar / No matter where you are”. Coincidência?! Talvez. Não importa… Foi súbito e desejo que seja definitivo, nem que tenha de pôr a faixa em “repeat ad eternum” a rolar no MP3…

    Ora bem, vamos então contar o que se tem passado nestes dias… À primeira oportunidade, fui visitar o meu Atlântico à baía. Águas mais azuis e agitadas. Tão agitadas que me presentearam com um banho vindo directamente da praia para o paredão… Mas ao menos ainda tirei a barriga de misérias com as nossas delícias do mar nacionais!

    Depois, porque parar é morrer, continuei na senda do “ir conhecer coisas novas” e fui a um Restaurante indiano chamado Masala, em Cascais. Adorei e recomendo! Experimentei aquelas entradas deles com cores que fazem lembrar a chegada da Primavera – um verde pirilampo, um laranja “goa” e um vermelho-vermelhusco-vermelhão. Experimentei um caril de espinafres e um frango marinado a acompanhar com uma “cobra” indiana que era muito… suave. E comprida também, mas foi para partilhar… 😉

    Porque era época de festas, também fui com os meus pais conhecer um outro restaurante no fim-de-semana: um Restaurante argentino chamado “A Vaca Argentina” onde só se comia praticamente carne grelhada. Estava pelas costuras e o que nos valeu foi mesmo a pré-reserva. Muito giro e a comida muito apaladada. Gostei. Depois, como era Domingo e não podia deixar de ser, fomos fazer a marginal pela costa até à Praia de São Julião onde encontrámos tantas outras famílias que faziam o mesmo. Tomámos o cafezinho pascal e foi bom retomar a vista dos ares portugueses.

    Mas estes dias ainda deram para mais emoções. (E não, não estou a falar da aventura de arrumar as malas de dois meses!!!). Eis que, no âmbito do meu trabalho, fui visitar um centro comercial em construção que está a inaugurar em Loures, o Dolce Vita Tejo, e andei pelo meio de obras numa figurinha que envergonharia o meu maior amigo. LOL. Capacete na cabeça, botifarras de fazer tremer o chão, macaco, colete reflector, um espanto! Mas não há melhor para afugentar os piropos, garanto-vos.

    E porque este la-mi-ré não chega nem aos calcanhares do que têm sido estes dias, ontem ainda tive de chamar o piquete de emergência para reanimar o meu carro. Não é que o moço resolveu ter um ataque de saudades tardio e descarregou a emoção (a bateria, leia-se!). Lá tive eu que chamar o serviço de assistência em viagem. Foram excelentes comigo. O meu pai diz que é para isto que eu pago seguro (e pergunto-me eu, então para que servem os namorados?!) (Ui, que má! era só piadinha…).

    Bem, e fico-me por aqui porque a história já vai longa. Era só para vos dar um feedback that “I’m alive!”. Aproveito para vos dizer que parar é morrer e, por isso, este blog não vai parar aqui. Continuem a visitar-me porue eu vou andar por aí a coleccionar aventuras…

    Não percam os próximos episódios. Muahaahhahahah

     
    • Marisa 11:30 on 15/04/2009 Permalink | Responder

      Estou contente por estares “de volta”, por teres conseguido sair de debaixo da manta (por falar nisso, aqui em Bruxelas parece Verão :P), por teres voltado à baía de Cascais, por teres viajado através da comida para outras paragens, países, continentes.

      Gostei de te ver transfigurada em “mulher-trolha” (fica-te bem hehe) e que o capacete afasta os piropos, mas não os piolhos hahaha. Gostei de saber que o carro teve saudades tuas e de saber que conseguiste desenrascar-te da descarga emocional do pobre rodinhas. Gostei de saber que o namorado não entrou no cliché e não ajudou no problema do carro =).

      Estou contente por saber que vais manter o blog e continuar assim a dar-me feedbacks do que aí se passa. E contente por saber que começas a sentir-te em casa, embora sem te acomodares =)

      Se formos a ver, foi um post cheinho de boas notícias!

    • Rita M. 23:39 on 19/04/2009 Permalink | Responder

      Gosto da malinha ao ombro 🙂

    • Zorze 0:38 on 01/05/2009 Permalink | Responder

      1. Indiano uhh Estou a ver o jantar às voltas na cama…
      É uma boa sugestão para por na agenda gastronómica: a experimentar no Indiano e “A Vaca Argentina” tenho ouvido falar muito desse restaurante.
      Até parece que almoçaram Leitão à Bairrada onde há sempre espaço para mais um bocadito, basta aliviar um botão das calças…
      2. Quanto às visita ao Dolce Vita Tejo, até parecem que andam aos gambozinos no meio da floresta à noite, onde todos chamam por eles na tentativa de apanhar um e ao fim da noite, nos alvores do dia, todos tristes e cansados por ninguém ter apanhado um.
      3. Eu diria para empurrar o carro… mas pelos visto não foi preciso… há que proteger o corpinho para outros esforços físicos e mentais… Se não fosse assim não tínhamos desenvolvido o Telemóvel, o Seguro automóvel e claro o Reboque. Quanto à bateria 80 Euros resolvem o teu problema, já que o teu seguro paga o resto, já que é obrigatório e anual.
      4. Quando ficares sem combustível e não tiveres bateria ou saldo no telemóvel, pensa duas vezes… verás que é bom ter o apoio de alguém (já me aconteceu uma destas e eu fiquei irritado durante 30 minutos, mas lá resolvi o assunto sozinho, foi o único lesado do que aconteceu, como o único que se riu por tudo o que passei após tamanha humilhação…)
      Lembra-te podia ser muito pior 🙂

      • Carlita 23:53 on 02/05/2009 Permalink | Responder

        Podia ser pior, mas felizmente eu acredito que “Sempre há sempre alguém” (senão, lembra-te daquela vez numa certa noite, numa certa américa…. 😉 )

  • CarlaOliveira 4:45 on 31/03/2009 Permalink | Responder
    Tags: , Passeio,   

    Parabéns Rita!!! 

    Desta vez não tive de desejar os Parabéns em forma de post e tive o prazer de o fazer ao vivo e a cores à Rita, a nossa convidada deste fim-de-semana, vinda directamente de Dallas, Texas.

    A Rita é a pessoa mais amorosa existente à face da terra. Uma descrição à americana seria: “Ohh, she’s greaat, she’s adoraaaablee”. Ahahahh 😉 E por tudo isto, a Rita mereceu um jantarinho no Aroma (muito giro) com Apple Martinis e Margaritas, pratos requintados e até um bolo (tarte) de aniversário. Melhor que isto, teve direito a conhecer os seus novos amigos da Califórnia (lol) e a ouvir os Parabéns cantados em Português na América. Ain’t that “greeeaaat”???!!! 

    Foi um fim-de-semana calmo, mas cheio de boas surpresas e emoções onde participaram também póneis, cães, gatos, um coiote e até “um urso polar” que encontrámos em plena Mulholland Drive! (medo!!!) Deu para conhecer a montanha e o vale, a praia e o interior numa tentativa de apresentar Los Angeles em apenas 3 dias.

    Hoje, com muita pena nossa, já tivemos de ir devolver a Rita ao aeroporto, mas aqui fica, mais uma vez, o voto sincero de PARABÉNS e um obrigada GIGANTE pela companhia e pela pessoa adorável que é(s).

    Um beijinho.

     
    • adilia oliveira 9:52 on 31/03/2009 Permalink | Responder

      em todo o lado encontramos a «gente da nossa terra » 🙂 Que bom e que bem se portaram….

      E de bons momentos se fazem memórias …..e amigos. 😉

      BOns encontros, mas não abuses…Han 🙂

      Beijinho á americana ( BIG )

    • mafalda 15:02 on 31/03/2009 Permalink | Responder

      Adorei conhecer a Rita…mesmo no meu último dia em LA!!e quero uma visita a Dallas!!beijocas

    • Telma 16:00 on 31/03/2009 Permalink | Responder

      Parabéns à Rita, uma Aries como eu. 😉
      A tarte tem optimo aspecto nham nham

      Kiss kiss

    • Telma 16:03 on 31/03/2009 Permalink | Responder

      Ui! Que guapa mia amiga Carlita!

    • Rita Roberts 5:53 on 01/04/2009 Permalink | Responder

      OH MY GOOOOSH! You’re soooo amazing!!!
      Obrigada pelo post, es uma querida! Adorei conhecer-te e visitar LA contigo!

      Obrigada por todos os bons momentos! Es uma pessoa muito especial, Carla. Com muitas capacidades, nunca duvides disso! Foi uma honra conhecer-te e tenho a certeza que vamos continuar em contacto!

      Boa sorte para tudo e um mto, mto OBRIGADA!

      Beijinhos gds

  • CarlaOliveira 2:59 on 29/03/2009 Permalink | Responder
    Tags: , , , Passeio   

    Bell of Friendship 

    img_0652

    O sino da amizade é um monumento histórico-cultural que representa a amizade entre a Coreia e os Estados Unidos da América. Oferecido pela República da Coreia aos E.U.A. em honra da sua aliança na Guerra da Coreia, este sino encontra-se no topo do Angels Gate Park, em San Pedro, desde 1976.

    É um sino gigaaante que pesa umas boas toneladas e encontra-se num género de pagode com 12 colunas. É tocado por martelo quatro vezes por ano (pudera!!! Nem quero imaginar a potência do som.. . Será que são pessoas que activam o martelo?!).

    A vista do topo do pagode é lindíssima. De um lado, o mar e a praia ao fundo das montanhas, do outro, a baixa de São Pedro onde se encontra o Worklport L.A. Ao meio, um horizonte marítimo de perder a cabeça onde o sol reflecte em tons de laranja rosado.

    E claro que este post não faria sentido se fosse meramente “histórico-cultural”. Quero fazer dele um pretexto para agradecer à Mafalda – que me acompanhou sempre neste tipo de maluquices [como vêem no topo deste post] por toda a sua paciência e companhia ao longo destas sete semanas em L.A.

    E não faz sentido eu falar de Amizade sem dizer a todos vós que me seguem que tenho orgulho “nisto” que nos une… Seja em Portugal, Bruxelas, Nova Iorque ou lá onde for, obrigada por estarem desse lado e por tornarem esta minha aventura tão sentida e partilhada. Tão perto de vós…

     
    • zorzevalente 23:44 on 30/03/2009 Permalink | Responder

      Que belo pagode…ou será melhor no plural. Brincadeira ou talvez não…
      Quanto ao sino Bell of Friendship, não passa de um jovem e peso leve ao pé do Tsar bell em Moscovo ou dos mais belos e ressonantes sinos (nota de baixa frequência, equivalente a um nota baixa na escala de um órgão) , são os do Japão, como é o caso do pertence ao Templo Jodo de Chiom em Kyoto
      Pergunta? Qual é as dimensões, o peso, idade dos sinos referidos?
      Zinhos.

    • adilia oliveira 10:45 on 31/03/2009 Permalink | Responder

      É lindo , sim senhor!!!!

      E tu ,como boa observadora, não deixas escapar uma oportunidade…..

      Diverte-te, ainda que com coisas sérias , que um bom lema de vida.

      Gosto de te ver feliz . Parabéns pelo teu espírito crítico e pela alegria com que vives as coisas.

      Beijinho…

    • Telma 16:20 on 31/03/2009 Permalink | Responder

      Não tens q agradecer, é um prazer, é como se estivesse também por ai a passear contigo. 😀

      Diverte-te.

      E bom regresso! Por cá te espero 😉

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