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  • CarlaOliveira 3:40 on 22/11/2010 Permalink | Responder
    Tags: , , Viagens   

    Começo este post dizendo que o que mais … 

    Começo este post dizendo que o que mais custa ao viajar sozinha é tomar a decisão. Depois, em grau descendente, diria que é superar medos e inseguranças e, em terceiro, termos de lidar com eles todos os dias.

    Tens medo de te perder? Arranja um mapa. Pede ajuda. Está atenta. Se tu não estiveres, ninguém estará por ti. Memoriza pontos de referência e percebe em que sentido estás relativamente a eles (um edifício alto, o mar, o aeroporto…).

    Medo de perder o transporte? Tens de saber arranjar outras soluções. Táxis? Redes de autocarros? Rent-a-car? … Começa a pensar saber de cor a morada para onde queres ir ou tê-la num papel sempre contigo. E o telefone.

    Medo de que te aconteça alguma coisa e ninguém esteja lá para te apoiar? Pois… aí é mesmo aguentares-te à bronca e tentares ir pelos procedimentos legais ou encontrar alguém que te queira ajudar.

    Tens medo de jantar sozinha? Vai meter conversa com alguém.

    Medo de ficar num canto do balcão com o copo na mão olhar o vazio? Leva um livro, uma revista, um mapa, um caderno… não deixes que a ansiedade física te assalte em remexeres de dedos e em evitares de olhar, fingindo que a ausência de companhia te está a perturbar seriamente. Incomoda, sim. Mas deixa-nos simultaneamente orgulhosos por sermos diferentes e enfrentarmos a situação sem o “outro”. Sem “a” companhia.

    Tens medo de que te assaltem, raptem, molestem? Arranja esquemas. Esconde documentos essenciais. Dá os teus dados a alguém para o caso de deixares de “dar sinais de vida”. Esse alguém pode sempre agir, mesmo que à distância. Há truques básicos que muitas pessoas adoptam, mas o melhor é mesmo usar a criatividade para que ninguém mais chegue aos esconderijos e planos a que tu chegaste.

    Medo de seres mal interpretada só pelo facto de estares e/ou viajares sozinha? De ser mal interpretada por meter conversa com alguém, estando sozinha e sem quaisquer intenções adicionais? (sim, isso irá acontecer!) Assume uma postura forte e determinada. Encontra as tuas forças. Sê assertiva. Sai sagazmente do filme. Inventa. Sê criativa. Diverte-te com a superação das tuas inseguranças, mas nunca te deixes levar.

    Em oito dias que estive fora nunca fui capaz de beber mais do que uma bebida por noite. E eu sou habitualmente até bastante resistente aos efeitos do álcool… e bebo com frequência semanal… Mas simplesmente não consegui conceber estar em circunstâncias assim e optar pela via da irresponsabilidade e da libertação em modo mais “inconsciente”… Simplesmente não faz parte de mim. Só o pensar que me tornava um alvo fácil e vulnerável por estar um pouco mais liberta e fora de mim, estando sozinha, tornava-me totalmente incompatível com o álcool e com ambientes de exuberância e exaltação.

    Medo de te enfrentares a ti própria? De enfrentares o facto de estares sozinha? De reflectires e chegares a respostas que não querias ter? De lidares dia-a-dia com as tuas angústias, questões, inquietações e frustrações? Medo de nunca deixares de ter medo?

    Sim, tudo isso acontece. E tudo isso faz sentido. E tudo isso nos elucida. E tudo isso nos torna mais… estúpidas! Porquê? Porque gradualmente vamos atingindo a consciência e a lucidez e, ao atingi-las, tornamo-nos cúmplices e responsáveis pelas nossas atitudes e decisões de aí em diante. Como se fôssemos um “big brother” de nós mesmos, um outro “eu” que nos observa e condena por não fazermos o que já percebemos que está incorrecto. E não tomarmos o caminho que percebemos que devemos tomar. É como se nos tornássemos o anjinho ou o diabinho do nosso ombro direito e esquerdo.

    Estar sozinho é um caminho para a auto-compreensão e não para a solidão, como eu pensei no início desta viagem.

    Estar sozinho é um desafio interior, mais do que um desafio social do que “os outros” nos poderão fazer ou achar de nós (ou daquilo que poderemos fazer com os outros…). Temos a consciência de que nunca mais iremos ver aquelas pessoas e elas nunca mais nos irão ver a nós… e isso dá-nos aquele sentimento de liberdade que devíamos ter no dia-a-dia “normal”, mas que simplesmente não nos permitimos ter…

    Andei mal vestida e não me senti culpada.

    Não dei gorjetas e não me senti comprometida.

    Perguntei coisas óbvias e não me senti estúpida.

    Pedi ajuda e não me senti inferior.

    Pedi conselhos e não me senti incapaz.

    Tirei fotografias em público nas poses mais inesperadas e não me senti uma estranha na multidão.

    No fundo, a libertação que sentimos no mundo desconhecido não passa de uma libertação das nossas próprias repressões. As que criamos para nós pela nossa ideia de potencial repreensão alheia. Estar sozinho liberta-nos da censura que achamos que os outros vão ter porque simplesmente não nos importamos com isso! Nunca mais os iremos voltar a ver! Damo-nos a oportunidade de sermos “nós” porque temos uma relação efémera e livre de juízos de valor e das suas consequências por parte dos outros.

    E é isso que depois nos assusta. Até que ponto é que a nossa liberdade nos deixa confortáveis?! Até que ponto é que sermos nós próprios é fácil e nos faz sentir bem (quando estamos habituados a viver comprimidos na liberdade que nos castramos). É mais ou menos como sairmos da segurança da barriga das nossas mães e de repente percebermos que estamos por nossa conta. Temos de respirar sozinhos, puxar pelo alimento se nos quisermos alimentar e ir aprendendo a enfrentar o frio, o toque, a gravidade, e todos aqueles desafios que vamos descobrindo ao longo da vida. Porque ser autêntica é libertarmo-nos da repreensão auto-infligida que ao longo da vida fomos integrando como parte da nossa identidade também. E é isso que custa. Sermos “nós” é abdicarmos também de algo que construímos para nós por impulsos de auto-protecção. Não havendo perspectiva de futuro, não há espaço para a consequência da repreensão, porque tudo o resto será tão efémero que morrerá ali. E, logo, não precisamos desse tipo de protecção…

    Complexo?

    Talvez…

    Difícil? Sim, porque (como disse) nos tornamos cúmplices dos nossos erros a partir do momento em que temos consciência de que eles existem e os continuamos a protelar. Difícil porque, depois da consciência, nos tornamos os primeiros repreensores da nossa própria falta de coragem, do nosso próprio amorfismo e apatia tão confortáveis. Difícil porque o confronto com a nossa imperfeição nos mói e nos mata ao mesmo tempo que nos indica um caminho melhor – que não optamos trilhar. Por cobardia.

    E voltamos cheios de garra e cheios de nós. Fomos, viemos, tivemos medo, tivemos abordagens que não queríamos, tivemos momentos alegres, outros tristes, outros emocionantes, outros entediantes. E vimo-nos obrigados a partilhar isso connosco… E contar só connosco. E viver só connosco. E jantar só connosco. Apreciar um gin só connosco. E rirmo-nos de nós. E é uma descoberta porque a verdade é que nos adiamos e anulamos no quotidiano das nossas zonas de conforto habituais.

    A única coisa que posso dizer depois de tanta explanação é: Veni. Vidi. Vici. E vou voltar.

     
  • CarlaOliveira 1:23 on 12/09/2010 Permalink | Responder
    Tags: Arriscar, , Corfu, , Grécia, , Viagens   

    E tu, arriscavas? 

    Se por acaso do destino as tuas férias marcadas a dois ficassem sem efeito para a tua companhia, ias na mesma? Sozinha?!

    Não querendo parecer preconceituosa, o factor “género” aqui tem um certo peso. Pelo menos para mim teve… Se para um homem ir de férias sozinho pode parecer uma decisão fácil e até algo comum, para uma mulher a  falta de companhia pode revelar-se um grande entrave mental… Falta um sentimento de segurança, de apoio e de confiança nem sempre fácil de superar. É um desafio.

    Sim. É isso mesmo, estou prestes a abrir um novo capítulo na minha vida, desta vez na ilha de Corfu, na Grécia. A viagem estava marcada, os dias estavam tirados, as expectativas estavam lá em cima e a vontade de me superar falou mais alto. Quais medos? Quais inseguranças? Qual zona de conforto? Parar é morrer e abdicar seria dar força ao fracasso da vontade, perpetuar o conformismo e fechar-me com os meus fantasmas interiores.

    Não! O caminho é em frente e estas vão ser as minhas primeiras férias sozinha. Sete dias para conquistar uma ilha, apanhar sol, passear, tirar umas fotos, dar uns mergulhos, conhecer pessoas e experimentar coisas novas, novos mundos, nova cultura. Aos medos, vou guardá-los na mesma caixinha do juízo e da razão pois sei que serão bons conselheiros para tomar boas decisões. Confio em mim e no meu discernimento, na minha capacidade de avaliar o correcto e o inconsequente e reconhecer os riscos e os perigos. Por essa razão sei que tudo vai correr bem e conto voltar uma mulher mais forte e confiante. Menos medrosa, diria! E quando isso acontecer vou olhar para este post e ver que os medos e inseguranças não passavam de argumentos infundados que insistiam em se acomodar na zona de conforto da minha cabeça. E vou orgulhar-me de ter arriscado.

    A todos os que me apoiaram e deram força à minha decisão, o meu obrigada. Aos restantes, espero poder provar que arriscar é superar-nos e que vencer só é possível quando arriscamos.

    Vou partir na Terça feira à noite. Wish me luck!!!

     
  • CarlaOliveira 0:19 on 04/08/2010 Permalink | Responder
    Tags: , , Casamento, , Viagens   

    Made in Madeira 

    Era uma vez uma menina que há muito tempo que recebia convites de uma grande amiga sua dos tempos de Faculdade para ir visitar a sua terra, a Madeira. Passou-se um, dois, três… seis anos e nada. Até que, num certo dia, a menina foi convidada pela amiga madeirense para ir ter ao aeroporto de Lisboa visto que se encontrava lá por umas horas numa ligação de vôos. No café que tomaram nesse entretanto, eis que surge o pedido: “Amiga, vou casar e quero que sejas a minha madrinha de casamento. Aceitas?”.
    E foi assim que tudo começou.
     
    A viagem durou 7 dias. Dois no stress-pré-casamento; um no stress-do-casamento e quatro dias mais calmos, de passeio, sem stress algum.
     
    Dia 1 – A chegada e o reconhecimento
    O dia estava limpo e a viagem de ida foi irritantemente tranquila. Ainda ansiei por uma turbulênciazinha pequenina que me fizesse borboletas no estômago, mas nada disso. Comigo os vôos nunca atrasam e nunca têm qualquer tipo de emoção (Já cheguei até a ponderar abrir um negócio em nome individual para ser amuleto da sorte para quem tem medo de voar…). A aproximação à Madeira foi lindíssima pois contornámos a ilha para nos fazermos à pista e aterrarmos. À espera tinha uns confortáveis 25 graus sem vento e dois sorrisos rasgados que me apertaram a quatro braços.
    Os noivos não apresentavam sinais de stress. Falavam de planos para a nossa semana e de gestão logística: que carro levar, cortar a relva, pintar a fachada para as fotografias, que quarto preparar e coisas do género. Enquanto isso, um TAP alfacinha aterrou de forma ainda mais irritantemente tranquila na pista e de lá saiu o meu acompanhante. Lá vinha ele, com o seu passo semi seguro e o paraíso algures no ar. Mas não fui eu que o vi. O noivo viu-o primeiro e, mesmo sem nunca o ter conhecido, pareceu identificá-lo logo a mim. De forma um pouco estranha, só sei que ele não teve dúvidas de que seria ele. Das duas, uma: ou eu faço boas descrições ou por muito que tente, do alto do seu metro e noventa o meu querido acompanhante não consegue mesmo passar despercebido (BEM HAJA! No terceiro dia irão perceber o porquê….)
     
    Primeiro fomos conhecer a casa dos noivos (onde iríamos ficar). De Santa Cruz ao Caniço – mais precisamente ao Garajau – são uns 10 minutos e o apartamento, moderno e de bom gosto, ficava virado para o mar num segundo andar cheio de estilo e com um quarto só para nós. Depois saímos e fomos passear pelo Funchal enquanto a noiva trabalhou a tarde toda até à noite (a pobre coitada…). Conhecemos as princpais atracções da baixa do Funchal, desde a Avenida do Mar (a que nós, os do “contenente”, chamariamos de Marginal!), a Marina, as principais ruas da baixa como a Avenida Arriaga, onde se encontra a estátua de João Gonçalves Zarco, a Sé, o Banco de Portugal, o Café Golden Gate (que aliás consta numa das 1001 razões para visitar Portugal) e onde decorria a feira do livro.
    O almoço de “boas vindas” foi no “Yatch-Bar” Beatles, ao que parece muito antigo e famoso, e não admira pois é realmente muito giro! Trata-se de um iate com mesas interiores e superiores que está circundado de água onde se encontram pequenos botes que servem de mesa de refeição unidos por ligações de madeira sobre a água. Um conceito criativo e acolhedor onde pude degustar um belo linguado com legumes salteados acompanhado por um branco “da casa” fresquinho.
    Demos umas voltas pela baixa e pelas principais avenidas que descem do topo da ilha e de onde é possível atravessarmos o ano em poucos minutos – da Rua 31 de Janeiro para a 5 de Outubro – em menos de 1 minuto, lol.
     
    Fora de brincadeiras, estas são as ruas que constam nas nossas mais recentes memórias da Madeira… São as que descem do topo da ilha até ao mar e no meio das quais se encontra a ribeira que alagou o Funchal no fatídico dia do temporal de 20 de Fevereiro. Só ao ver a profundidade do leito consegui perceber a dimensão e a força das águas e, então, recordar as imagens da vaga de destruição. Só aí caí em mim e assentei os pés na Terra: mal tinham passado quatro meses desde o dia do temporal e os vestígios dos estragos já estavam praticamente despercebidos. Só quem sabia ou tivesse vivido a tragédia é que se apercebia das marcas físicas que o temporal deixou. O turista comum ou o viajante ocasional não se aperceberia da dimensão destruíção que foi pois um passeio destruído, umas obras numa ponte ou uma rua a ser calcetada são situações perfeitamente vulgares em qualquer local do Mundo… Esta imagem da ribeira só me fez crer que foi realmente uma reconstrução extraordinária, enérgica e motivante fez-me reflectir a cultura e o estilo de vida madeirenses. Pelo menos essa foi a percepção e a ideia com que eu fiquei.
     
    Percorremos a ilha pelo litoral para Oeste onde parámos no Lido – uma zona balnear onde há um ilhéu, praias de pedras negras, hotéis, cafés e uma “promenade”. Depois continuámos até à Praia Formosa passando pelo Casino. Nos cafés da beira-mar comemos moelas, tremoços, provámos o refresco regional Brisa de maracujá e também a bela cerveja Coral. Houve até tempo para uma oração à boa disposição, eheheh.
     
    À noite foi dia de “despedida de solteira”, mas antes da festa ainda houve tempo para um belo jantar na Adega do Caniço onde provei pela primeira vez o famoso bolo do caco. Fui ao céu e voltei. Agradeci a Deus a existência da pessoa que inventou o bolo do caco e depois prometi a mim mesma que nos dias seguintes iria cumprir a dieta. Entretanto comi espetadas de lulas e gambas com salada e voltei a agradecer ao Santíssimo ter nascido em terras de peixe fresco e adorar “comer saudável”. Na verdade já nos tratamos por tu. Mas o dia era de festa e, obviamente, o resto da noite foi dado ao pecado e à heresia, não fosse este o (pen)último dia de solteira da minha amiga…
     
    Dia 2
    O dia seguinte foi dia de stress. Compras, depilação, vestido da noiva, malas, echarpes e acessórios, tratar da florista, tratar do bolo de casamento, lavar os carros e tudo o que está directa, indirecta e potencialmente relacionado com o stress de um dia de casamento. À tarde fomos jantar a casa da família da noiva. Pessoas amáveis, divertidíssimas, simpáticas, adoráveis, impecáveis! Muito bons momentos passados ali ao relento onde tivémos direito a outras iguarias madeirenses: picadinho de carne, vinho da madeira e milho frito. Pelo caminho ainda provámos poncha da verdadeira e caí na esparrela do lamber o acessório com que se mistura a dita cuja, vulgo “caralhinho”.
    Dia 3
    Dia de casamento. Deste dia só vou contar uma coisa. Ao contrário da tradição, neste casamento a última pessoa a chegar não foi a noiva, mas sim… adivinhem: a madrinha!!! (sim, EU!). E porquê?! Porque se conduzir um carro a gasolina pela primeira vez numa terra com estradas estreitinhas, esburacadas e com um grau de inclinação superior a qualquer digníssima subida de montanha-russa (sim, aquilo põe a Rua do Alecrim e o Bairro Alto a um canto!) já é, de si, difícil, conduzir esse mesmo carro com umas sandálias de stilettos de 10 cm de altura é, acreditem, tarefa humanamente impossível. Conclusão: tive de tirar as sandálias para levar o carro e depois voltar a calçá-las quando saí do carro. Ora, estas coisas para uma mulher podem revelar-se verdadeiramente complicadas quando temos de conseguir enfiar os 5 dedos dentro de umas tirinhas estreitas e entrelaçadas, manter as palmilhas de silicone no sítio (para conseguir andar sem parecer que estamos interiormente a contorcer-nos de dor mantendo um sorriso aceitável e ainda cruzar duas tiras pelo calcanhar e fechá-las de lado com umas fivelas tão pequenas que mais parecem vindas do vestido da Barbie… isto tudo sem estragar as unhas que fomos arranjar e que nos custaram os olhos da cara. Ah, e temos DOIS pés, hein!
    Em suma, enquanto eu tentava cumprir com esta minha árdua tarefa, todos me stressavam a dizer que a noiva estava à minha espera e os convidados esperavam todos em banda à porta da igreja olhando-me de soslaio ali, encostada ao muro da igreja, com a elegância e o pudor a rastejar no chão a tentar num acto heróico empoleirar-me naquilo a que alguém se signou a chamar de sandálias. Eu chamaria de acessório de tortura, mas pronto. Finalmente lá consegui entrar, os turistas das redondezas fizeram o gosto às suas Canons e Nikons e os noivos lá se casaram.
     
    Menti. Afinal vou contar outro episódio que marcou este dia de casamento. Aliás, a noite! Lembram-se de ter mencionado a importância da altura de um acompanhante? Pois bem, mais do que ter um acompanhante à altura é importante que o acompanhante tenha, de facto, altura. Porquê? Porque se o acompanhante não tem altura, das duas, uma, ou ela é grande ou ele é que é pequeno. Pessoalmente, não gosto da primeira opção porque o meu 1,70m seria um requisito mínimo para poder ser modelo (no festival das orcas marinhas, claro, porque caso contrário teria de esquecer de vez o bolo do caco e rezar de novo ao Santíssimo para me dividir em dois e dar os extras à caridade para alimentar as criancinhas da Etiópia). A segunda opção coloca o acompanhante numa situação de clara inferioridade vertical. Não tenho nada contra, aliás, por mim os casais com grandes diferenças de altura até são um bom motivo de gargalhada nacional e contribuem para aumentar o leque de piadolas sociais. Por isso, repito, não tenho nada contra, mas lá que a abertura do baile da madrinha a dançar com o noivo foi motivo de gargalhada geral, isso ninguém poderá negar! E até poderia ter ficado por aí, mas não é que o padrinho do noivo, meu segundo par oficial do baile, era ainda mais pequeno?! Houve momentos em que até ponderei se deveria se eu a pôr as mãos abaixo dos braços dele para que as pessoas vissem que efectivamente estava ali alguém no meio dos meus braços e do meu vestido… Três vivas ao meu par de metro e noventa, please! Foi o momento em que me senti mais normal em todo o baile. (sim, porque a parte em que afugentámos toda a gente da pista de dança com a coreografia do Thriller não conta, tá?!)
     
    Dia 4
    Dia de dormir até mais tarde. Até já…
    (TO BE CONTINUED)
    Galeria de Imagens aqui.
     
  • CarlaOliveira 2:31 on 02/02/2010 Permalink | Responder
    Tags: , , , Viagens   

    Um ano de Capítulo. 

    Já passou um ano desde o início deste Capítulo…

    Começou como um “Capítulo em LA” e em breve se tornou “Um Capítulo Aqui“. Claro que os “Aquis” já tomaram várias formas… Por aqui e noutras paradas para lá do rectângulo. Bruxelas, Madrid, Alcabideche, Cascais, Oeiras, Coimbra, Porto… Tantos locais, tantos sonhos, tantas aventuras, tantos mundos, tantas histórias a que demos vida e que fizemos existir…

    … Hoje resto eu. Restamos nós. Restam-nos os sonhos, os “Aquis” sonhados que vamos construindo e que fazemos acontecer.

    … Hoje?… 

    … Hoje não estou particularmente inspirada… Esta já é a terceira vez que dou a oportunidade a este post… Mais do que palavras, hoje fica um silêncio. Neste momento é tudo o que preciso aqui.

     
  • CarlaOliveira 18:18 on 18/07/2009 Permalink | Responder
    Tags: , , Bélgica, , , Viagens   

    Fim de semana em Bruxelas 

    “Bonjour!”

    Foi esta a saudação que ouvimos durante o fim-de-semana que passámos em Bruxelas, a quatro. Finalmente, após o Parlamento Europeu nos ter (e muito bem) roubado o quatro elemento da YMT (ler: uai-éme-team), um fim-de-semana pareceu pouco para matar todas as saudades, mas já foi bom para voltar a reunir algumas aventuras na caixinha das boas memórias.

    Sei que a Bélgica dispensa apresentações. É a capital da Europa, o elogio da União, mas encontra-se dividida entre o francês (da Valónia e Bruxelas) e o flamengo (Flandres). Para além disso partilha as quatro estações do ano num mesmo dia e consegue conviver com um infindável número de nacionalidades diferentes. Enquanto que em L.A. a cidade era uma manta de comunidades, em Bruxelas a diversidade é vivida de forma diferente. Tudo ao molho e fé em Deus. É pela cara e pela simpatia que se distinguem as nacionalidades… Ah, e os menos simpáticos são sem dúvida os belgas. (Ai, que eu não devia dizer isto…)

    Para simplicar, cá vão as enumerações do fim-de-semana:

    Comes e Bebes:  Os cones de batata frita, vulgo “les frites” merecem a sua distinção. São boas, caseiras e tradicionais e servem-se como nós cá fazemos com as castanhas, num cone de papel, mas cobertas com molhos e com opção de serem picadas com um mini garfinho de plástico. Depois temos os pratos marinados em cerveja, o belo do pernil, as moules frites (mexilhão com batata frita, bleah!) e os queijos (das fromageries! LOL, adorei o conceito). O pão é cacete e percebi o sentido do nome, é que no dia seguinte servem mesmo de cacete!!! Aahhahh. Na secção dos doces é a perdição. Nunca pensei comer uma gauffre que me soubesse tão bem na minha vida… Vivam as roulotes. Viva o Pascalino! Depois temos os chocolates e os biscoitos! A perdição completa… Desde o Pierre Marcolini, à Godiva, ao Filip Martin, Leonidas e “La Cure Gourmande”, as chocolaterias são um elogio ao pecado da gula e um verdadeiro regalo para o olhar. Caixinhas e mais caixinhas, bonequinhos, forminhas… Um MUST! (E um atentado à elegância também..). Na parte dos “bebes”, o Delirium levou-nos ao delírio, não só pela população de hormonas que ali habitavam, como pela quatidade de diferentes cervejas que podíamos provar, como a Kriek, a Guiness a de maracujá ou a de côco que fizeram as honras da nossa mesa. Ah, não podia deixar ainda de referir o paladar “Speculous”. Sabe àquele nosso antigo chocolate de caramelo que tinha uma embalagem amarela meltalizada e letras roxas, lembram-se?! Muito bom! O Speculous é utilizado em tudo: bolachas, capuccinos, gelados… 

    Atracções: Parlamento Europeu, a Comissão Europeia, la Grand Place, Manneken Pis (ou o rapaz que faz xixi), Catedral Saint-Michel, Praça Real, Galerias Saint-Hubert (ao estilo de Milão, mas em versão Portugal dos Pequeninos, LOL, vejam o álbum de Milão), a Igreja de Notre Dame du Sablon e, claro, o Atomium, para não estar a entrar em muitos pormenores … Todas as fachadas são dignas de “atracção turística”. A-MEI! Ah, e visitámos ainda a cidade de Bruges. LINDA!!!

    O pior: Não aceitarem notas em quase lado nenhum, só trocos! A falta de café e pagar para ir a casas de banho pouco limpas. A água também é cara… E os biscoitos de chocolate da Cure Gourmande foram caros e não eram nada de especial… esfarelavam-se como areia.

    O melhor: Reencontrar a Marisa. A Hema. LOL. Voltar a falar francês. Quase ir perdendo o avião. Uhuhuh, viva a emoção!

    Para a próxima… Tenho de ir por mais tempo. Compro o “Como recordar o seu francês, para totós”. Levo anti-inflamatórios para não sofrer com as tendinites.

    As cerejas no topo do bolo: Bruges. A gauffre. A animação constante de BRU, está sempre algo a acontecer!!!

    E agora um “one-minute-maid” video numa tentativa de contributo para para quem já não editava nada desde a licenciatura… <shame on me>.

    http://www.youtube.com/watch?v=fmXkS-DovtQ

     
    • Ana Henriques 17:57 on 20/07/2009 Permalink | Responder

      É fantástico como o final da faculdade não acabou com certas coisas. beijinhos grandes para todas 😉

      • Carlita 1:09 on 21/07/2009 Permalink | Responder

        Olha, olha, quem ela é!!! Seja bem vinda, Ana =)
        É verdade, há coisas que ficam para a vida e a nossa passagem por aquela faculdade e aquele curso foi verdadeiramente repleta delas 😉
        Um grande beijinho, obrigada pela tua visita***

      • Marisa 0:18 on 22/07/2009 Permalink | Responder

        Oh, beijinho grande para ti também 🙂

        A ver se quando voltar vamos beber um cafézinho para pormos em dia a conversa!

        Beijocas grandes

    • Zorze 19:51 on 20/07/2009 Permalink | Responder

      Questões :
      O banco era do Pessoa?!
      Tens um guia de Bruxelas para eu ler?
      Onde está o 5 elemento?!!!
      Observações:
      Adorei. uma cidade bem bonita.
      Quanto à Igreja de Notre Dame du Sablon , parece que as fotografias foram tiradas no Mosteiro da Batalha
      O “Manneken Pis” boneco não tem vergonha, a regar (ao serviço) a cidade há anos
      Quanto ao cacete ficar duro, é devido à quantidade de fermento que é usado quanto mais…mais cresce, e mais duro fica quando exposto ao ar (O2).

      • Carlita 9:57 on 07/08/2009 Permalink | Responder

        Sim, o banco era do Pessoa e a estátua que estamos a “beijar” também!
        Eu não tenho nenhum guia, mas a Marisa tinha, ihhihih
        O Quinto elemento é como o Quinto Império, está para vir!

        Observações:
        Uma cidade simultaneamente histórica e muito cosmopilita.
        Faz sentido a ligação ao Mosteiro da Batalha porque são ambos de estilo gótico, mas enquanto que o nosso é do século XVI, gótico final, numa orientação mais horizontal, a Igreja de Nossa Senhora do Sablon é de gótico inicial, por isso no pico da verticalidade…

        Beijinhos

    • Mónia 21:50 on 22/07/2009 Permalink | Responder

      Carlota!!!

      Lindo! Adorei a tua descrição da viagem e a montagem está um must!Gostei da banda sonora, bossa’n’roses – paradise city… You know why 😉
      Confesso-te que tou com uma pontinha de inveja, saudavel claro. Mas tu mereces todos esses “gifts” que a vida te dá minha amiga linda.
      Bjoca com saudade da tua baixinha

      • Carlita 10:00 on 07/08/2009 Permalink | Responder

        … Que a vida nos dá ou que nós conquistamos =) Basta continuarmos sempre à procura das “paradise cities” desse mundo e lutar por elas.
        Os maiores “gifts” da nossa vida são mesmo as pessoas que os compõem. Obrigada por estares aí, baixinha!!!
        Beijocas

    • Ana Raquel 19:53 on 06/08/2009 Permalink | Responder

      Carlotaaaaaa

      Os meus sinceros parabéns!!!

      As montagens estão, como a Mónia disse, muito boas:D

      um grande beijinho, já com saudades!!

      Ana

      • Carlita 10:03 on 07/08/2009 Permalink | Responder

        Ehehehe, olha olha quem voltou!!!! Seja muito bem vinda ao meu singelo cantinho. É um prazer, amiga.
        Muito obrigada pelo teu comentário e também estou cheia de saudades… Temos de marcar aí um evento para fazer a “nossa” montagem, com as “nossas” fotos e a “nossa” banda sonora, ahahahh

        Beijocas!

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