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  • CarlaOliveira 1:59 on 17/12/2009 Permalink | Responder
    Tags: , , Mestrado, Natal, Sugestões,   

    O Antes, o Agora e o Depois… 

    Caetano Veloso. Este é provavelmente o nome ou a associação que paira neste momento nas vossas cabeças acompanhada por uma memória acústica melodiosa…

    É assim que vos recebo. Bem vindos ao novo rosto do vosso blogue de sempre. Um rosto que une o “tema” do que foi antes com a “imagem” que cá estava agora. Assim iremos seguir para as próximas etapas (pelo menos até que me volte a apetecer mudar! LOL).

    Antes de mais, a grande notícia: Habemus Magistra!!! Após duras provas e batalhas, noites a fio a ler, madrugadas ao computador, dias inteiros de clausura académica, viagens, livros, fotocópias, sublinhados, citações, paginação, impressões, autores, confrontos, ideias e relatórios… Ufff, eis que a maratona chega ao fim com um gratificante sabor a vitória.

    Também a vós o devo, afinal tanta privação haveria de ter algum retorno. Por isso reitero publicamente os agradecimentos que prestei no “caixotinho” agradecendo a todos os que me apoiararam ao longo deste processo, a todos os que souberam compreender a minha ausência e que me deram a mão apesar do meu humor, da impaciência, das inseguranças, dos medos, stresses e dúvidas existenciais. Uma palavra especial para os que me ajudaram na revisão quando a saturação e a falta de discernimento me haviam dominado por completo. Sim, foi possível! Obrigada.

    Agora?! Bem, agora estamos todos dominados pelo espírito natalício e pelo sururu das prendas, dos jantares de Natal, dos objectivos anuais e dos relatórios finais. É uma fase atribulada que, como sempre, passará em menos de um ápice e quando dermos por nós, estaremos a brindar a 2010.

    É altura de balanço, mas antes de nos perdermos em retrospecções, gostaria de deixar dois ou três desejos para todos nós nesta fase:

    1) Activem o modo “slow motion” individual. Por muito que queiram contrariar o tempo e andar a correr de um lado para o outro para fazer valer cada minuto, ele não vai passar mais devagar nem esperará por ninguém. O tempo tem o sabor que lhe atribuirmos e acredito que se nos mentalizarmos de que ele não nos irá atropelar, que somos nós que mandamos nele e não ele em nós, conseguiremos tomar decisões com mais calma e saboreá-las melhor.

    2) Despertem o lado forreta que há em vós. Não se dêem a consumismos desmesurados ou a exageros, seja na compra das prendas ou na alimentação. Há soluções brilhantes e cheias de significado que se podem fazer com poucos recursos e muita criatividade. Nunca é demais relembrar que o valor não está nas coisas, mas nas pessoas e nas atitudes… e isso não se mede nem num dia, nem num objecto.

    3) (Mas) Deixem-se levar pelo espírito. Esquecendo ideologias, credos, hábitos ou convicções, não vale a pena continuar a renunciar ao espírito e aos valores que se vivem nesta quadra e nos quais acreditamos. Bem sei que estão recheados de hipocrisia e de boas intenções efémeras e instantâneas, mas acho que se continuarmos sempre a focar-nos nos aspectos negativos, estaremos apenas a torná-los mais fortes e a perpetuá-los…

    É tudo uma questão de ponto de vista: acalmar a tirania do tempo, ceder à tentação do consumo e tolerar as diferenças de postura e opinião.

    Até breve!

     
    • Adília Oliveira 11:59 on 23/12/2009 Permalink | Responder

      Parabéns «Magistra» 🙂

      Esta meta está conseguida e o mérito é teu.
      Agora novos desafios vão aparecer….Mãos à obra!!!É como se diz «quem quer faz a obra , não espera acontecer»
      E gostei dos pontos de vista 🙂
      Beijinhos

    • Ana Luísa Henriques 22:27 on 23/12/2009 Permalink | Responder

      Já é o teu livro? Carla, tudo o que tens mereces 😉

      • Carlita 10:58 on 28/01/2010 Permalink | Responder

        Olá minha querida. Não, ainda não é o meu livro, afinal, ainda agora acabei o mestrado… LOL. É apenas uma mensagem que queria passar visto que esta foi uma história com final feliz 🙂 Yes, we can. Yes, we did.
        “We” porque não há batalhas solitárias. Muitas das pessoas que me visitam neste capítulo me ajudaram a consegui-lo. Aliás, só o facto de me acompanharem (e terem acompanhado) desde que fui para L.A. conta com um pedacinho da força a que me agarrei para ter chegado ao fim.

        Obrigada a ti. Obrigada a todos.
        Beijinhos,
        Carla

  • CarlaOliveira 0:11 on 23/11/2009 Permalink | Responder
    Tags: , , Mestrado, Mudança, Poesia, ,   

    Mudam-se os tempos… 

    Olá Amigos,

    Só um pequeno post para matar a saudades da escrita não-académica, pois também a ela fiquei a dever a minha atenção…

    Como sabem, já entreguei “o caixotinho” e felizmente tive dois dias sem ter de rever textos, autores, bibliografia, citações, formatações, glossários e afins. Como perfeccionista que sou, sinto que o meu trabalho poderia estar muito melhor e tinha uma vontade quase irrepreensível de continuar investigar e escrever ad eternum sobre o assunto. Na verdade, quase cedi à vontade de incluir novos elementos no texto no dia anterior à entrega e mandar o “32 mil” às urtigas! [falo de palavras, entenda-se] Felizmente o cansaço falou mais alto e quedei-me por ali, senão ainda agora estaria a “Obamar”…

    Mudaram-se os tempos, mudaram-se as vontades. Em dias, passei da angústia de ter de entregar a Dissertação para a angústia de ter uma Sexta-feira sem “nada” para fazer.  Em parcas horas, passei da angústia de “não ter nada para fazer” para a ansiedade de ter de preparar o próximo passo, antecipando aquele a que chamei “o momentum“. Curiosamente, de todos, o que mais me custou foi o vazio da Sexta-feira, LOL!

    Mas, falemos de mudança…

    Durante a última semana, numa viagem ao Porto, parei numa estação de serviço em Antuã e consegui que o telemóvel captasse a seguinte imagem que os meus olhos não quiseram deixar passar despercebida:

    Laranja. Verde. Vermelho.

    As cores das folhas que as árvores vestiam lembraram-me do tempo que passou sem me aperceber. Mais! Lembraram-me da incoincidência de estarmos no fim de Novembro e as árvores ainda vestirem o último grito da colecção de Outono. O próprio tempo perdeu a noção de tempo porque nós quisemos agarrá-lo com medo de o perder. Parece que não sou só eu que ando às avessas, o mundo também. Este ano está a ser um verdadeiro lufa-lufa de aventuras e emoções que muitas vezes nos faz esquecer a beleza das pequenas coisas que estão mesmo ali e em que insistimos em nem reparar… Quando olhamos, não só as coisas mudaram como mudou o próprio processo de mudar.

    Peço o verbo a Camões que melhor do que eu o soube dizer com a arte sonetista de outros tempos: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança; Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades”.

    … Não se muda já como soía. E por isso também eu me encontro “Em mudanças” há tanto tempo. Também eu tive de amareceler e perder algumas das minhas folhas, mas em breve voltarei à Primavera da vida com a força de uma nova etapa e com novas ideias a florescer.

    Até já 😉

     
    • adília oliveira 12:39 on 23/11/2009 Permalink | Responder

      Como eu sei do que falas!!!

      E na vida, estamos sempre em constantes mudanças.Eu , tal como

      citas Camões, acho que a nossa permanente mudança é sinal de que agarrámos a

      vida e a cada passo se segue outro e outro e outro….desejo sim é que o passo

      seguinte envergue « novas qualidades ».Para já tens um desafio que não te pode

      deixar vazios… E depois venha lá a Primavera!! 🙂 Beijinhos primaveris 😉

    • Mónia Torres 23:15 on 24/11/2009 Permalink | Responder

      Minha querida, nem imaginas o quão bom é poder ler-te…
      Estou orgulhosa de ti, pois conseguiste superar mais uma etapa da tua vida, com a tua tão característica força de vontade.
      És linda!!!
      Fico feliz por saber que posso compartilhar contigo todas as estações do ano!
      Venha daí essa tão esperada Primavera, recheada de novas aventuras, emoções fortes e vitórias, como tu mereces.

      Bjocas saudosas da tua baixinha 😉

    • NSilva 16:11 on 27/11/2009 Permalink | Responder

      Ai, esse vazio do “nada que fazer”, do day after… tens sempre a ti, aos outros para fazer um bocadinho mais… ou optas pelo “fazer nada”, o famosos dolce fare niente, que tanto custa a aprender.
      Fica o desafio: aprenderes um bocadinho (vá, só um bocadinho por dia, vá) de dolce fare niente… tem um sabor estranho, mas agradável acho.

      🙂

      Bjs e mais uma vez parabéns pel vitória!

    • Zorze 18:14 on 14/12/2009 Permalink | Responder

      Que saudade tinha, (tínhamos), das palavrinhas bem apuradas da menina dos caracóis. Sente-se uma alegria imensa, um ad eternum de quem sabe e gosta de escrever.
      “O caixotinho” de sapiência já lá vai… a angustia presente do vazio! A verdadeira lufa-lufa da aventura! Que cabeça pensante tu tens… “O momentum”…
      Será a continuação da tua ideia, o que transcrevo do outro grande poeta Português:

      Vive, dizes, no presente;
      Vive só no presente.

      Mas eu não quero o presente, quero a realidade;
      Quero as coisas que existem, não o tempo que as mede.

      O que é o presente?
      É uma coisa relativa ao passado e ao futuro.
      É uma coisa que existe em virtude de outras coisas existirem.
      Eu quero só a realidade, as coisas sem presente.

      Não quero incluir o tempo no meu esquema.
      Não quero pensar nas coisas como presentes; quero pensar nelas como coisas.
      Não quero separá-las de si-próprias, tratando-as por presentes.

      Eu nem por reais as devia tratar.
      Eu não as devia tratar por nada.

      Eu devia vê-las, apenas vê-las;
      Vê-las até não poder pensar nelas,
      Vê-las sem tempo, nem espaço,
      Ver podendo dispensar tudo menos o que se vê.
      É esta a ciência de ver, que não é nenhuma.

      Muitos parabéns pelo esforço despendido e continua com a tua vontade de investigar e escrever.
      É bom andar sempre em mudança, do que na dor…
      Zinhos

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