Fim-de-semana em Coimbra

No fim-de-semana passado o meu avô comemorou mais um ano de sabedoria ( 🙂 ), então fomos até “lá a cima”, como se diz aqui entre a família, comemorar a efeméride com um amocinho e um tchim-tchim. Houve tempo para cafezinho, doces conventuais, passeio e almoço à Portuguesa, que é como quem diz, de casa-cheia!!!

Uma grande parte da minha família – tanto da parte da mãe como do pai – vive em Ribela, uma pequena aldeia de Penacova, que fica no distrito de Coimbra. Como podem ver, a aldeia é tão grande que quase se pode resumir a duas ruas: a do vale e a que sobe a encosta da serra.

É lá que cheira a terra húmida e a fogueira e a animais do campo.. e que passa uma carrinha às 9h da manhã com um apito a anunciar que já se pode ir comprar o peixe. É uma aldeia de interior. É lá que a dimensão de tempo tem um sabor distinto – ideal para quem quer relaxar, mas desconcertante para quem já não sabe viver sem horários.  Ou pelo menos com “os horários do sol”…

Foi portanto um fim-de-semana calmo, em família e repleto de memórias do passado. No Domingo tive o prazer de folhear os álbuns-de-família da minha tia, daqueles bem antigos cujas folhas já estão amarelecidas, que nos fazem comichões no nariz e cheiram a papel de Bíblia. Foi lá que pela primeira vez vi o meu pai com 16 anos. Pela primeira vez, vi os meus tios e os meus avós naquela idade que nós nunca nos lembramos que eles também tiveram. E eis senão quando, num dos álbuns das festas populares de Ribela, me encontro a dançar no meio da pista com o meu “vestidinho” branco e uns doces 10 ou 11 anitos (vestidinho que ainda deve andar algures lá por casa…).

Eheeheh, foi verdadeiramente um regresso às origens!

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