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  • CarlaOliveira 0:25 on 11/08/2009 Permalink | Responder
    Tags: , , , Obrigada   

    Estamos aqui. 

    Quando entrei na sala o Luís chorava lágrimas de avalanche. Tinha na mão o resto de um lenço amarrotado incapaz de conter uma lágrima mais que fosse. Olhei-o. Ele soluçava e tive medo que não conseguisse voltar a inspirar à medida que eu me aproximava e a emoção lhe subia pela angústia do peito.

    Agarrou-se a mim com a pele húmida e o rosto molhado. Sentia o seu corpo a estremecer numa dor tão contagiante que até a mim me fraquejaram as pernas. Abracei-o com força. Com a força com que se abraça um desespero e esperei que a dor lhe fluísse pelas lágrimas abaixo. Senti as suas mãos suadas e rijas que se apertavam contra as minhas costas como quem não está a medir o momento. Esperei que acalmasse mas o abraço passou o tempo normal que dura um abraço. O Luís não conseguia falar e não insisti que ele o fizesse. Já esperava o que me ele ia dizer.

    “Ela morreu. Ela morreu! Não acredito que ela morreu…” dizia, enquanto baixava o tom e se deixava descair pelas pernas abaixo até se enrolar em posição de feto, no chão. Sentei-me com ele e apertei-o contra o meu peito enquanto tentava manter a postura de uma viga de ferro. Eu sabia que este dia ia chegar. E o Luís também. Mas não há nada a fazer, não há preparação possível para a morte. Vem e cumpre a sua missão.

    Desejei que ninguém entrasse pelo escritório naquele momento e dei graças por ter sido eu a primeira a chegar. Os clientes que esquecessem os telefonemas e os emails. Fui reprogramar as chamadas e a mensagem automática do Outlook. Pelo caminho trouxe um copo de água e peguei no casaco de qualquer maneira. Despejei as coisas dele para dentro da minha mala e arrastei-o dali para fora, comandando-o com o braço sobre os seus ombros.

    O dia não existiu durante o resto da semana. Tudo sucedeu em modo automático enquanto o Luís se ia despedindo aos poucos da tia que o havia criado naquela casa onde foram encontrá-la sem vida, naquela manhã. Agora, deitada sobre as suas costas dentro de um caixão aberto, Luís olhava-a para lá do tempo. Olhava-a persistentemente como se não houvesse mais ninguém naquela câmara, nem coroas, nem crisântemos, nem choro, lenços ou soluços. Tudo para além do rasto daquele olhar era uma névoa desbotada e incompreendida. Só Luís e a tia sabiam ler aquele momento com a cumplicidade de uma vida inteira a partilharem o mesmo caminho.

    Luís nasceu de uma gravidez tardia que acabou por levar a vida à sua mãe quando ele ainda era muito pequeno. O pai, revoltado com a perda, não foi capaz de aceitar Luís naquele momento e afastou-se. Era mecânico de navios e o desejo da fuga justificada pela circunstância da revolta fê-lo aceitar uma viagem a bordo por seis anos lá para os lados da Ásia Central. Sem mãe e com o pai longe, Luís acabou por ser criado pela irmã mais velha da mãe, sua tia, que por acaso do destino nunca tinha conseguido engravidar e tinha perdido o marido na guerra das colónias. Uma história complicada de vidas cruzadas que acabaram por se unir durante mais de 30 anos.

    Luís e a tia viveram e cresceram juntos. Ela era costureira e fazia rissóis para vender no café do senhor Alberto. Às vezes havia problemas pois nunca se sabia quantos homens se iam juntar em cada fim-de-semana no café para beber cerveja e comer a bucha. O stock acabava num instante. Luís, quando sabia que havia futebol ou que se aproximava uma final de damas no Sr. Alberto, avisava a tia para reforçar nas quantidades.

    Com o tempo, Luís acabou também por conhecer a casa da modista e as moradas das principais clientes da tia. Quando comprou a carrinha, era ele que fazia as entregas da tia e, no regresso, fazia as compras da casa pois a tia deixou de poder carregar peso nos braços. Com o tempo a relação foi crescendo. Luís já era um homem e 30 anos tinham passado enquanto os cabelos brancos da tia se multiplicavam e a sua coluna ia definhando.

    Assim passou uma vida, na amizade e na cumplicidade de uma relação destinada a fortalecer-se pela ausência de uma família tradicional. Aquela família eram dois, com laços tão apertados que a vida nunca seguiu de outra forma que não de um para o outro. A tia nunca procurou nem aceitou outro companheiro após o desgosto da carta dos serviços de informação do exército nacional.

    Luís acabou por entregar-se à tia com a alma e a devoção que se costuma partilhar com os pais e irmãos. Na ausência destes, a tia era a sua família e algo que fugisse a esse seu compromisso não havia nunca de resultar. Chegou a ter namoradas, mas sempre que se falava em irem viver juntos um problema qualquer acabava por aparecer repentinamente e Luís voltava sempre à casa e ao colo que o viram nascer.

    A tia envelheceu e havia já três meses que se queixava de dores nos ossos. Ouvia mal e tinha os olhos sempre em angústia por causa das cataratas que lhe tinham aparecido há uns anos e que a fizeram afastar-se da máquina de costura. Já estava velhinha e passava os dias no sofá, com uma mantinha sobre os joelhos partilhando a casa com o talk-show das manhãs na televisão. Três vezes por semana ia lá a casa uma empregada estrangeira que era massagista no seu país. Um amor de moça e adorava a pobre senhora. De vez em quando fazia-lhe um doce de leite, que era o mais fácil para engolir, e preparava-lhe uma cama com sacos de água quente para aliviar as dores nas costas. Com tal cuidado e ternura, Luís podia ficar descansado e passava os dias no escritório tranquilo entre telefonemas, emails e outras preocupações normais.

    Mas naquele dia, ainda antes de começar o expediente, houve um telefone que tocou. Era cedo e Luís tinha chegado há poucos minutos. Gostava de ir cedo para ter tempo de tomar um cafezinho e ler as notícias do jornal antes do lufa-lufa começar. Ao telefone era empregada que tinha chegado a casa da tia para a sua visita habitual. A tia estava sentada no sofá, inanimada, no mesmo onde Luís a havia deixado há poucos minutos atrás, antes de ter corrido para o trabalho. Antes de sair foi à cozinha e pegou numa carcaça com a mão. No corredor agarrou as chaves e o casaco. Foi à sala, ligou a televisão e abeirou-se do sofá. “Porta-te bem, tia! E vê se não foges com nenhum apresentador mais giro do que eu, tá?”. Ajeitou-lhe a manta e ela olhou-o pelo canto do olho, riu-se e beijou-o de volta. “Até logo, filho”.

    Quando deixámos o cemitério voltei a encontrar o olhar de Luís. Estava perdido entre a dor e as lágrimas. Na sofreguidão do que sentia, procurou a minha mão e apertou-ma com força. Andámos assim durante horas, sem uma palavra, um som, um gemido. Já cansados, sentámo-nos na relva e fechámos os olhos. Desceu o sol. Caiu a noite. Peguei-lhe pela mão e levei-o para minha casa. Sentámo-nos no sofá e fui buscar uma manta. Os seus dedos reviveram, apertando os meus com mais força. Luís ajeitou a manta e ficámos ali a olhar a imagem da televisão, inconscientes. Deixámo-nos dormitar até que ao longe, distante, ouvi o som de uma frase sussurrada. “Obrigado por estares aqui”.

     

    Posfácio. Bem sei que este episódio tem um final insípido e pouco novelesco. Provavelmente perguntaram “então e depois?…” Mas quantas vezes a nossa vida não é, também ela, repleta de episódios normais e com finais insípidos onde não queremos mais nada senão alguém do nosso lado quando sentimos que o mundo desabou sobre os nossos ombros sem pesar a medida do que conseguimos aguentar? Sem dó nem piedade, quando a dor chega, uma simples palavra, uma silenciosa companhia ou uma simples presença podem fazer a diferença entre o desespero do momento e o alento de um futuro. Sei que é pouco, mas as minhas palavras têm um destino e um desígnio. Por muito pouco que possamos fazer, “estar aqui” pode fazer a diferença.

     
    • joaninha 23:16 on 13/08/2009 Permalink | Responder

      pois… essa historia deixou-me com lagrimas nos olhos… sabes pq? “porque eu n estiva lá”… n deves perceber bem o que eu estou a falar mas como minha amiga que és, apesar de nos vermos pouco, há praticamente 18 anos sei que me percebes, talvez elhor que ninguem… Um amigo nosso mandou-me msg poucos dias antes de partir para eu ir beber café com ele e eu n fui… na altura n podia e n imaginas como hoje me arrependo de n ter estado lá… ainda hoje me custa imenso… e tu desde os nossos tempos de escola que tens o dom de estar sempre lá… é por isso que apesar de n nos vermos continuas a ser a minha carla, a minha amiga das panquecas, dos panos em cima da lampada da casa de banho e de tantas aventuras… e quando penso na minha infência TU ESTAS SEMPRE LÁ… obrigada por existires na minha vida!!! bjs*******

    • asiram85 2:10 on 14/08/2009 Permalink | Responder

      Querida,

      Só para te lembrar que estou aqui, apesar de, desde que cheguei, andar um pouco ausente. Muitas emoções e turbilhões. Mas tu, mais do que ninguém, compreendes-me nesta fase. Gosto de estar aqui, num sentido em que só tu sabes que eu estou aqui, tal como sei que também tu estás aqui, na mesma forma e no mesmo mundo paralelo, em que o ESTAR é igual ao SER (e aqui nos apercebemos da beleza do Português…já que nenhum english speaker poderia dizer o mesmo :P).

      LovUUU miga linda…

      Marisa

    • Aga 14:26 on 17/08/2009 Permalink | Responder

      muito, muito muito bom.

  • CarlaOliveira 22:30 on 07/06/2009 Permalink | Responder
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    Mais um ano que passou… 

    Somei mais um ano de histórias e aventuras à minha vida. Felizmente chego a este momento com o orgulho de terem sido 365 dias altamente enriquecedores e com muitas etapas superadas. Muito trabalho, um ano vencido no mestrado, uma conferência em Milão, um estágio em Los Angeles, um emprego que me preenche , muitos programas divertidos, os amigos de sempre mais os amigos que ganhei. Claro que também houve momentos mais angustiantes e menos felizes, mas foi com eles que cresci e amadureci e reconheço que também eles, e especialmente eles, fazem parte da nossa vida e definem a nossa forma de ser e estar.

    Comemorei os meus 24 anitos de vida na vila que me viu nascer com muitas das pessoas que fazem a minha vida tão especial. Um quórum invejável que me acompanhou no Metro Piazza, um restaurante italiano no Largo de Camões, e continuou no Bar Privilégio onde não faltou amizade e animação. A todos, o meu muito obrigada por terem estado presentes.

    Aqui fica o registo (possível) com uma máquina a soltar os últimos suspiros de bateria…

     
  • CarlaOliveira 2:59 on 29/03/2009 Permalink | Responder
    Tags: , , Obrigada,   

    Bell of Friendship 

    img_0652

    O sino da amizade é um monumento histórico-cultural que representa a amizade entre a Coreia e os Estados Unidos da América. Oferecido pela República da Coreia aos E.U.A. em honra da sua aliança na Guerra da Coreia, este sino encontra-se no topo do Angels Gate Park, em San Pedro, desde 1976.

    É um sino gigaaante que pesa umas boas toneladas e encontra-se num género de pagode com 12 colunas. É tocado por martelo quatro vezes por ano (pudera!!! Nem quero imaginar a potência do som.. . Será que são pessoas que activam o martelo?!).

    A vista do topo do pagode é lindíssima. De um lado, o mar e a praia ao fundo das montanhas, do outro, a baixa de São Pedro onde se encontra o Worklport L.A. Ao meio, um horizonte marítimo de perder a cabeça onde o sol reflecte em tons de laranja rosado.

    E claro que este post não faria sentido se fosse meramente “histórico-cultural”. Quero fazer dele um pretexto para agradecer à Mafalda – que me acompanhou sempre neste tipo de maluquices [como vêem no topo deste post] por toda a sua paciência e companhia ao longo destas sete semanas em L.A.

    E não faz sentido eu falar de Amizade sem dizer a todos vós que me seguem que tenho orgulho “nisto” que nos une… Seja em Portugal, Bruxelas, Nova Iorque ou lá onde for, obrigada por estarem desse lado e por tornarem esta minha aventura tão sentida e partilhada. Tão perto de vós…

     
    • zorzevalente 23:44 on 30/03/2009 Permalink | Responder

      Que belo pagode…ou será melhor no plural. Brincadeira ou talvez não…
      Quanto ao sino Bell of Friendship, não passa de um jovem e peso leve ao pé do Tsar bell em Moscovo ou dos mais belos e ressonantes sinos (nota de baixa frequência, equivalente a um nota baixa na escala de um órgão) , são os do Japão, como é o caso do pertence ao Templo Jodo de Chiom em Kyoto
      Pergunta? Qual é as dimensões, o peso, idade dos sinos referidos?
      Zinhos.

    • adilia oliveira 10:45 on 31/03/2009 Permalink | Responder

      É lindo , sim senhor!!!!

      E tu ,como boa observadora, não deixas escapar uma oportunidade…..

      Diverte-te, ainda que com coisas sérias , que um bom lema de vida.

      Gosto de te ver feliz . Parabéns pelo teu espírito crítico e pela alegria com que vives as coisas.

      Beijinho…

    • Telma 16:20 on 31/03/2009 Permalink | Responder

      Não tens q agradecer, é um prazer, é como se estivesse também por ai a passear contigo. 😀

      Diverte-te.

      E bom regresso! Por cá te espero 😉

  • CarlaOliveira 22:44 on 16/03/2009 Permalink | Responder
    Tags: Obrigada,   

    You’ve got mail 

    Surpresa!!! You’ve got mail! =)

    Depois de muitos posts a reclamar pela ausência de café, recebi uma encomenda pelo correio vinda directamente do ponto mais ocidental da Europa. Para além de um miminho maternal, o nosso armário ganhou uma nova vida com café, capuccino, chá e uma doce dose de carinho português.

    OBRIGADAAAAA, mãe, valeu 😉 Um grande beijinho de volta com um travo a saudade…

    dsc00366

     
    • Nuno 15:37 on 17/03/2009 Permalink | Responder

      Mãe… E pai… E irmão 😀

      Se não fosse eu não levavas os vermelhos e os arábicos 😛
      Tivemos de procurar em 3 supermercados diferentes para os encontrar, pois estavam esgotados 🙂

      Agora trata de os poupar… porque o tempo que a encomenda demorou a chegar é praticamente o mesmo tempo de tu voltares 😀

    • Telma 20:36 on 17/03/2009 Permalink | Responder

      não poupa nada pa! abre ai um quiosque ao pé de casa e faz uma fortuna! se precisares faço o logo para a barraquinha 😉

  • CarlaOliveira 8:10 on 11/02/2009 Permalink | Responder
    Tags: , , , Obrigada   

    Um dia cheio 

    Daddy’s Birthday
    O meu pai fez anos hoje. Foi um bocadinho estranho ter enviado os Parabéns daqui no dia “anterior”… afinal era noite de Terça-feira em LA quando já amanhecia para a efeméride em Portugal. Parabéns, pai!!! Espero que este dia tenha sido tão fantástico como se eu estivesse aí para “tchin-tchar” contigo aos fabulásticos anos de vida que fazem de ti a pessoa tão admirável que és para mim.
     
    Bank trip
    E assim começou o meu dia que adjectivo como “pleno de emoções”. De manhã fizemos uma visita ao banco onde queríamos abrir uma conta. Foi-nos recusado termos um cartão por tão pouco tempo e por tão “pouco” dinheiro, mas divertido mesmo foi terem-nos perguntado se havia bancos em Portugal e se tínhamos uma conta para movimentar, LOL. Valeu-nos uma bela gargalhada sobrancedeira de ironia, meia volta e um “see you, then!”.
    Havemos de arranjar outra solução para este país onde não aceitam notas de 100 dólares, nos pedem “mais pequeno” quando damos 20 dólares e onde as moedas são meros adereços que não servem para absolutamente nada senão encher a carteira.
     
    Entrevista I
    Depois tivémos uma entrevista numa empresa de entertainment. Mais uma vez, apresentaram-nos um “ready-made project”, como se fosse um internship.exe a que só basta fazer RUN. Está tudo bastante organizado: primeiro trabalharíamos em produção, depois em desenvolvimento e research, depois outras funções em equipa e assim por diante. Foram muito símpáticos e tivemos a entrevista em conjunto. Na verdade, a área online parece ainda não estar a ser desenvolvida internamente nas empresas, mas ser mais um tipo de outsourcing que se encomenda a empresas especializadas. A rapariga que nos entrevistou tinha menos de 30 anos e uma fluência verbal invejável. Gostei, mas ainda não foi desta que decidimos!
     
    Lunch “bleak”
    O almoço foi num género de restaurante chinês onde se comem meias doses que dão para um regimento inteiro de pessoas. Ah, e esqueçam os 250ml ou 33cl de bebida. Aqui é tudo Extra Large e, sim, eles perguntam sempre se não queremos comprar um tamanho acima (tal como era descrito no Super-size-me) e, pelo que percebi, a taxa de “sins” de resposta é considerável… Só não entendo é porque é que os americanos não pedem logo o XL à partida. Enfim… Ahh, esperem, ainda sobre o restaurante, eles aqui não usam “pauzinhos” para comer comida chinesa, comem os crepes à mão (que molham directamente no molho) e só com um garfo. Quando lhes pedimos uma knife fizeram um ar estranhíssimo ao que o Pedro comentou: “At least it was in an exquisite way”. E eu pensei, tão chique ir a um comer ao chinês e depois pedir uma faca!!!
     
    Coffee Spot
    O next stop foi o The Coffee Beans, uma rede muito comum por aqui onde até se bebe bom café e se encontram copos menores que 500ml de café, LOL. Só falta mesmo serem servidos em chávenas de loiça e não de plástico ou papel, mas não se pode ter tudo, é bem bom até! Ah, e para o Hugo, que me pediu para monitorizar ideias de mercado, vendem lá cartões de oferta que se abastecem com X dólares e oferecem de presente. Sâo válidos em todos os cafés da rede e são muito fashion! Vêm com um cartão de dedicatórias e tudo. Depois a pressoa só tem de “pagar” a sua despesa com o plafond do cartão de oferta. Giro, hein?! Ah, e têm também uma espécie de cartões que se põem em torno do copo para pegar nos copos sem queimar as mãos em bebidas quentes… Coisas que não tinha visto ainda em terras lusas,..
    Mas vamos a coisas mais interessantes! Durante a tarde andámos a passear pela cidade em busca de lojas de telemóveis, rent-a-cars e afins enquanto não íamos à próxima entrevista e eis senão quando…
     
    The Nightmare Interview
    Ahah, que episódio de entrevista! Quem nos atendeu foi uma americana daquelas loiras assertivas com uma falsa modéstia de cultura geral e óculos pendurados na ponta do nariz rezingão. Ar sobranceiro, postura dengosa, mas um curriculo de PR de mais de 25 anos de experiência. Foi a primeira agência exclusivamente de PR a que fomos. Trabalham a área de entertainment, muito celebrity endorsment e product placement e outros nomes que tais em inglês para dar estilo e parecer importante. Vivem e regozijam-se na film industry que enche a barriga dos profissionais que trabalham em LA. Não vou entrar em pormenores, mas deixo-vos as highlights que valem a pena:
    – Portugal não é um país, mas uma coisa amálgama qualquer ao pé de Espanha certainly important para enviar interns para lá;
    – “Quantos milhões de pessoas vivem em Lisboa?”
    – “Fizemos o dia” da nossa entrevistadora por termos um accent diferente do americano. A minha maneira de dizer “aviation” deve ter sido tão estranha que tive de repetir umas 3 vezes até ser entendida;
    – A Internet não é o futuro;
    – Do you know YYYYY” ? No?! So what do you know?! Soccer! Oh, so do you understand if I say say David Beckam?
    – Se já têm um trabalho em Portugal, então o que vieram para aqui fazer?!
    – And so on…
     
    Fora de brincadeiras, a senhora foi muito dura na sua postura mas também muito interessada no nosso historial. Perguntou-nos tudo sobre onde já trabalhámos, o que fizémos, as nossas tarefas, clientes, tudo. À parte do olhar sobranceiro, demonstrou um grande interesse. Acho que lhe serviu bem de perquisa de mercado e nós os três não deixámos Portugal ficar mal no mapa. O nosso Pedrocas ajudou imenso com a sua destreza verbal e trunfos de manga e eu tentei manter os galões com os parcos 23 anitos para já estar em LA num master. A Mafalda impressionou com a descrição do que é trabalhar com políticos num City Hall. No final de contas, o dia de hoje deve ter sido enriquecedor.
     
    Bem, hoje fartei-me de divagar, mas tinha de responder às vossas solicitações. Obrigada por estarem desse lado!
     
    Kissess
     
     
     
    PS – Ahh, ontem ainda fomos conhecer o gym. Parece que workout-de-meia-noite é mais coisa de homens, mas nada que uma boa dose de descontracção não elimine em menos de 5 Km de passadeira, lol. O jacuzzi fica para outro dia!
     
    • Carmo Mendes 12:58 on 11/02/2009 Permalink | Responder

      Hello…Hello…

      Realmente isso é que foi um dia. Mas vale bem a pena não? Afinal as diferenças são sempre bem vindas…o que interessa mesmo é conhecer formas, culturas e posturas diferentes da nossa. Aí é que está a piada de viajar. A parte do Portugal e quem são os portugueses é que me parece assuatadora..mas vocês vão conseguir diminuir, pelo menos, essa ignorância.
      beijocas

    • Nuno 13:26 on 11/02/2009 Permalink | Responder

      Mais um dia “à Americana”, estou a ver… 😛

      Lisboa tem 3 milhões de habitantes, são só uns milhõezitos a menos que LA 😀
      Somos menos, mas de certeza que sabemos que o David Beckham é o marido da Victoria Beckham 😀

      Comer comida chinesa com faca?? Que animais….

      Por aqui anda tudo na mesma… o Rui Patrício lesionou-se no dedo mínimo da mão esquerda e tem de usar uma luva especial, a Igreja apela a não votar PS (devido à proposta de casamentos homossexuais), … enfim, tudo na mesma 🙂

      Aguardamos mais notícias da mais recente novela “amaricana” 😉

      Kisses

    • Sandra Bessa 15:06 on 11/02/2009 Permalink | Responder

      Mas que “Novela”.
      Acho que a “american life” devia vir fazer um estágio a Portugal (País, independente de Espanha).

      Mas estou a ver que não nos deixaram mal. eu sabia!!

      Continuem com MUITA FORÇA! Estamos TODOS a torcer por vocês!!

      😀

  • CarlaOliveira 5:50 on 06/02/2009 Permalink | Responder
    Tags: , , Obrigada,   

    Cosy farewell 

    Pois é, este post não está a ser publicado no timing correcto, mas não podia deixar de o escrever…

    Mesmo antes de me despedir de Portugal tive direito a uma despedida bem “cosy” na casa do Francisco que começou com um daqueles momentos impressionantemente impresivíveis que nos arrebatam pela coincidência. Fui buscar a Marisa e o João para irmos jantar a casa do Francisco, mas enquanto os esperava lembrei-me de ligar à Nélia que, por acaso, se encontrava mesmo a sair do trabalho e estava pelas redondezas. A Marisa e o João chegaram e a Nélia não tardou em aparecer também. Quando todas estávamos juntas a trocar os últimos galhardetes de despedida, eis que nos liga a nossa quarta “anja”, a Sofia. Imaginem a coincidência, mesmo antes de partir, num dos únicos momentos em que estava com as minhas queridas “Yellow Muffin Team Members”, a Sofia ligou! Fantástico =)

    Depois deste feliz momento coincidente, fomos ter com o Francisco e tive direito a um jantar onde fui brutalmente acarinhada e presenteada. Uma enorme caixa de cartão com um enorme laço cor-de-rosa esperava-me carregando aquilo a que apelidaram ser o meu “Kit de Viagem para LA”.

    Não vou revelar-vos o conteúdo, mas posso adiantar que contou com uma boa dose de inspiração e brincadeira que me tocaram bem fundo… Mas best of all foi mesmo o DVD que continha… Não há palavras para descrever, Marisa… Só posso admitir que o conteúdo me deixou lavada em lágrimas que nem a mais farta cabeleira encaracolada conseguiu esconder…

    A todos vós e à Marisa em especial, o meu profundo obrigada. Como me disseram no video, afinal, “Los Angeles” (os anjos) sempre estiveram bem perto. E podem crer que perto continuarão. Adoro-vos!

    dsc00115

     
    • Marisa 3:02 on 26/02/2009 Permalink | Responder

      uhm este post tinha-me passado despercebido (ou será que foi posto aqui com data aldrabada, miga?).

      Uma despedida “cosy” para a menina que merece todos os mimos do mundo…portanto, na minha óptica, foi uma despedida que soube a pouco lol

      E agora estás aí e tenho saudadinhas 😦

      Daqui a umas horas vou eu. É uma mistura de medo, ansiedade e curiosidade. Faltas tu para a minha despedida “cosy” 😦 Nunca tive espírito de aventura e dou por mim a pensar “como raio me meti nisto?”

      Enfim…depois da engrenagem começar…

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