Fim de semana em Bruxelas

“Bonjour!”

Foi esta a saudação que ouvimos durante o fim-de-semana que passámos em Bruxelas, a quatro. Finalmente, após o Parlamento Europeu nos ter (e muito bem) roubado o quatro elemento da YMT (ler: uai-éme-team), um fim-de-semana pareceu pouco para matar todas as saudades, mas já foi bom para voltar a reunir algumas aventuras na caixinha das boas memórias.

Sei que a Bélgica dispensa apresentações. É a capital da Europa, o elogio da União, mas encontra-se dividida entre o francês (da Valónia e Bruxelas) e o flamengo (Flandres). Para além disso partilha as quatro estações do ano num mesmo dia e consegue conviver com um infindável número de nacionalidades diferentes. Enquanto que em L.A. a cidade era uma manta de comunidades, em Bruxelas a diversidade é vivida de forma diferente. Tudo ao molho e fé em Deus. É pela cara e pela simpatia que se distinguem as nacionalidades… Ah, e os menos simpáticos são sem dúvida os belgas. (Ai, que eu não devia dizer isto…)

Para simplicar, cá vão as enumerações do fim-de-semana:

Comes e Bebes:  Os cones de batata frita, vulgo “les frites” merecem a sua distinção. São boas, caseiras e tradicionais e servem-se como nós cá fazemos com as castanhas, num cone de papel, mas cobertas com molhos e com opção de serem picadas com um mini garfinho de plástico. Depois temos os pratos marinados em cerveja, o belo do pernil, as moules frites (mexilhão com batata frita, bleah!) e os queijos (das fromageries! LOL, adorei o conceito). O pão é cacete e percebi o sentido do nome, é que no dia seguinte servem mesmo de cacete!!! Aahhahh. Na secção dos doces é a perdição. Nunca pensei comer uma gauffre que me soubesse tão bem na minha vida… Vivam as roulotes. Viva o Pascalino! Depois temos os chocolates e os biscoitos! A perdição completa… Desde o Pierre Marcolini, à Godiva, ao Filip Martin, Leonidas e “La Cure Gourmande”, as chocolaterias são um elogio ao pecado da gula e um verdadeiro regalo para o olhar. Caixinhas e mais caixinhas, bonequinhos, forminhas… Um MUST! (E um atentado à elegância também..). Na parte dos “bebes”, o Delirium levou-nos ao delírio, não só pela população de hormonas que ali habitavam, como pela quatidade de diferentes cervejas que podíamos provar, como a Kriek, a Guiness a de maracujá ou a de côco que fizeram as honras da nossa mesa. Ah, não podia deixar ainda de referir o paladar “Speculous”. Sabe àquele nosso antigo chocolate de caramelo que tinha uma embalagem amarela meltalizada e letras roxas, lembram-se?! Muito bom! O Speculous é utilizado em tudo: bolachas, capuccinos, gelados… 

Atracções: Parlamento Europeu, a Comissão Europeia, la Grand Place, Manneken Pis (ou o rapaz que faz xixi), Catedral Saint-Michel, Praça Real, Galerias Saint-Hubert (ao estilo de Milão, mas em versão Portugal dos Pequeninos, LOL, vejam o álbum de Milão), a Igreja de Notre Dame du Sablon e, claro, o Atomium, para não estar a entrar em muitos pormenores … Todas as fachadas são dignas de “atracção turística”. A-MEI! Ah, e visitámos ainda a cidade de Bruges. LINDA!!!

O pior: Não aceitarem notas em quase lado nenhum, só trocos! A falta de café e pagar para ir a casas de banho pouco limpas. A água também é cara… E os biscoitos de chocolate da Cure Gourmande foram caros e não eram nada de especial… esfarelavam-se como areia.

O melhor: Reencontrar a Marisa. A Hema. LOL. Voltar a falar francês. Quase ir perdendo o avião. Uhuhuh, viva a emoção!

Para a próxima… Tenho de ir por mais tempo. Compro o “Como recordar o seu francês, para totós”. Levo anti-inflamatórios para não sofrer com as tendinites.

As cerejas no topo do bolo: Bruges. A gauffre. A animação constante de BRU, está sempre algo a acontecer!!!

E agora um “one-minute-maid” video numa tentativa de contributo para para quem já não editava nada desde a licenciatura… <shame on me>.

http://www.youtube.com/watch?v=fmXkS-DovtQ

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