Tagged: Amizade Toggle Comment Threads | Atalhos de teclado

  • CarlaOliveira 0:25 on 11/08/2009 Permalink | Responder
    Tags: Amizade, , ,   

    Estamos aqui. 

    Quando entrei na sala o Luís chorava lágrimas de avalanche. Tinha na mão o resto de um lenço amarrotado incapaz de conter uma lágrima mais que fosse. Olhei-o. Ele soluçava e tive medo que não conseguisse voltar a inspirar à medida que eu me aproximava e a emoção lhe subia pela angústia do peito.

    Agarrou-se a mim com a pele húmida e o rosto molhado. Sentia o seu corpo a estremecer numa dor tão contagiante que até a mim me fraquejaram as pernas. Abracei-o com força. Com a força com que se abraça um desespero e esperei que a dor lhe fluísse pelas lágrimas abaixo. Senti as suas mãos suadas e rijas que se apertavam contra as minhas costas como quem não está a medir o momento. Esperei que acalmasse mas o abraço passou o tempo normal que dura um abraço. O Luís não conseguia falar e não insisti que ele o fizesse. Já esperava o que me ele ia dizer.

    “Ela morreu. Ela morreu! Não acredito que ela morreu…” dizia, enquanto baixava o tom e se deixava descair pelas pernas abaixo até se enrolar em posição de feto, no chão. Sentei-me com ele e apertei-o contra o meu peito enquanto tentava manter a postura de uma viga de ferro. Eu sabia que este dia ia chegar. E o Luís também. Mas não há nada a fazer, não há preparação possível para a morte. Vem e cumpre a sua missão.

    Desejei que ninguém entrasse pelo escritório naquele momento e dei graças por ter sido eu a primeira a chegar. Os clientes que esquecessem os telefonemas e os emails. Fui reprogramar as chamadas e a mensagem automática do Outlook. Pelo caminho trouxe um copo de água e peguei no casaco de qualquer maneira. Despejei as coisas dele para dentro da minha mala e arrastei-o dali para fora, comandando-o com o braço sobre os seus ombros.

    O dia não existiu durante o resto da semana. Tudo sucedeu em modo automático enquanto o Luís se ia despedindo aos poucos da tia que o havia criado naquela casa onde foram encontrá-la sem vida, naquela manhã. Agora, deitada sobre as suas costas dentro de um caixão aberto, Luís olhava-a para lá do tempo. Olhava-a persistentemente como se não houvesse mais ninguém naquela câmara, nem coroas, nem crisântemos, nem choro, lenços ou soluços. Tudo para além do rasto daquele olhar era uma névoa desbotada e incompreendida. Só Luís e a tia sabiam ler aquele momento com a cumplicidade de uma vida inteira a partilharem o mesmo caminho.

    Luís nasceu de uma gravidez tardia que acabou por levar a vida à sua mãe quando ele ainda era muito pequeno. O pai, revoltado com a perda, não foi capaz de aceitar Luís naquele momento e afastou-se. Era mecânico de navios e o desejo da fuga justificada pela circunstância da revolta fê-lo aceitar uma viagem a bordo por seis anos lá para os lados da Ásia Central. Sem mãe e com o pai longe, Luís acabou por ser criado pela irmã mais velha da mãe, sua tia, que por acaso do destino nunca tinha conseguido engravidar e tinha perdido o marido na guerra das colónias. Uma história complicada de vidas cruzadas que acabaram por se unir durante mais de 30 anos.

    Luís e a tia viveram e cresceram juntos. Ela era costureira e fazia rissóis para vender no café do senhor Alberto. Às vezes havia problemas pois nunca se sabia quantos homens se iam juntar em cada fim-de-semana no café para beber cerveja e comer a bucha. O stock acabava num instante. Luís, quando sabia que havia futebol ou que se aproximava uma final de damas no Sr. Alberto, avisava a tia para reforçar nas quantidades.

    Com o tempo, Luís acabou também por conhecer a casa da modista e as moradas das principais clientes da tia. Quando comprou a carrinha, era ele que fazia as entregas da tia e, no regresso, fazia as compras da casa pois a tia deixou de poder carregar peso nos braços. Com o tempo a relação foi crescendo. Luís já era um homem e 30 anos tinham passado enquanto os cabelos brancos da tia se multiplicavam e a sua coluna ia definhando.

    Assim passou uma vida, na amizade e na cumplicidade de uma relação destinada a fortalecer-se pela ausência de uma família tradicional. Aquela família eram dois, com laços tão apertados que a vida nunca seguiu de outra forma que não de um para o outro. A tia nunca procurou nem aceitou outro companheiro após o desgosto da carta dos serviços de informação do exército nacional.

    Luís acabou por entregar-se à tia com a alma e a devoção que se costuma partilhar com os pais e irmãos. Na ausência destes, a tia era a sua família e algo que fugisse a esse seu compromisso não havia nunca de resultar. Chegou a ter namoradas, mas sempre que se falava em irem viver juntos um problema qualquer acabava por aparecer repentinamente e Luís voltava sempre à casa e ao colo que o viram nascer.

    A tia envelheceu e havia já três meses que se queixava de dores nos ossos. Ouvia mal e tinha os olhos sempre em angústia por causa das cataratas que lhe tinham aparecido há uns anos e que a fizeram afastar-se da máquina de costura. Já estava velhinha e passava os dias no sofá, com uma mantinha sobre os joelhos partilhando a casa com o talk-show das manhãs na televisão. Três vezes por semana ia lá a casa uma empregada estrangeira que era massagista no seu país. Um amor de moça e adorava a pobre senhora. De vez em quando fazia-lhe um doce de leite, que era o mais fácil para engolir, e preparava-lhe uma cama com sacos de água quente para aliviar as dores nas costas. Com tal cuidado e ternura, Luís podia ficar descansado e passava os dias no escritório tranquilo entre telefonemas, emails e outras preocupações normais.

    Mas naquele dia, ainda antes de começar o expediente, houve um telefone que tocou. Era cedo e Luís tinha chegado há poucos minutos. Gostava de ir cedo para ter tempo de tomar um cafezinho e ler as notícias do jornal antes do lufa-lufa começar. Ao telefone era empregada que tinha chegado a casa da tia para a sua visita habitual. A tia estava sentada no sofá, inanimada, no mesmo onde Luís a havia deixado há poucos minutos atrás, antes de ter corrido para o trabalho. Antes de sair foi à cozinha e pegou numa carcaça com a mão. No corredor agarrou as chaves e o casaco. Foi à sala, ligou a televisão e abeirou-se do sofá. “Porta-te bem, tia! E vê se não foges com nenhum apresentador mais giro do que eu, tá?”. Ajeitou-lhe a manta e ela olhou-o pelo canto do olho, riu-se e beijou-o de volta. “Até logo, filho”.

    Quando deixámos o cemitério voltei a encontrar o olhar de Luís. Estava perdido entre a dor e as lágrimas. Na sofreguidão do que sentia, procurou a minha mão e apertou-ma com força. Andámos assim durante horas, sem uma palavra, um som, um gemido. Já cansados, sentámo-nos na relva e fechámos os olhos. Desceu o sol. Caiu a noite. Peguei-lhe pela mão e levei-o para minha casa. Sentámo-nos no sofá e fui buscar uma manta. Os seus dedos reviveram, apertando os meus com mais força. Luís ajeitou a manta e ficámos ali a olhar a imagem da televisão, inconscientes. Deixámo-nos dormitar até que ao longe, distante, ouvi o som de uma frase sussurrada. “Obrigado por estares aqui”.

     

    Posfácio. Bem sei que este episódio tem um final insípido e pouco novelesco. Provavelmente perguntaram “então e depois?…” Mas quantas vezes a nossa vida não é, também ela, repleta de episódios normais e com finais insípidos onde não queremos mais nada senão alguém do nosso lado quando sentimos que o mundo desabou sobre os nossos ombros sem pesar a medida do que conseguimos aguentar? Sem dó nem piedade, quando a dor chega, uma simples palavra, uma silenciosa companhia ou uma simples presença podem fazer a diferença entre o desespero do momento e o alento de um futuro. Sei que é pouco, mas as minhas palavras têm um destino e um desígnio. Por muito pouco que possamos fazer, “estar aqui” pode fazer a diferença.

    Anúncios
     
    • joaninha 23:16 on 13/08/2009 Permalink | Responder

      pois… essa historia deixou-me com lagrimas nos olhos… sabes pq? “porque eu n estiva lá”… n deves perceber bem o que eu estou a falar mas como minha amiga que és, apesar de nos vermos pouco, há praticamente 18 anos sei que me percebes, talvez elhor que ninguem… Um amigo nosso mandou-me msg poucos dias antes de partir para eu ir beber café com ele e eu n fui… na altura n podia e n imaginas como hoje me arrependo de n ter estado lá… ainda hoje me custa imenso… e tu desde os nossos tempos de escola que tens o dom de estar sempre lá… é por isso que apesar de n nos vermos continuas a ser a minha carla, a minha amiga das panquecas, dos panos em cima da lampada da casa de banho e de tantas aventuras… e quando penso na minha infência TU ESTAS SEMPRE LÁ… obrigada por existires na minha vida!!! bjs*******

    • asiram85 2:10 on 14/08/2009 Permalink | Responder

      Querida,

      Só para te lembrar que estou aqui, apesar de, desde que cheguei, andar um pouco ausente. Muitas emoções e turbilhões. Mas tu, mais do que ninguém, compreendes-me nesta fase. Gosto de estar aqui, num sentido em que só tu sabes que eu estou aqui, tal como sei que também tu estás aqui, na mesma forma e no mesmo mundo paralelo, em que o ESTAR é igual ao SER (e aqui nos apercebemos da beleza do Português…já que nenhum english speaker poderia dizer o mesmo :P).

      LovUUU miga linda…

      Marisa

    • Aga 14:26 on 17/08/2009 Permalink | Responder

      muito, muito muito bom.

  • CarlaOliveira 18:18 on 18/07/2009 Permalink | Responder
    Tags: Amizade, , Bélgica, , ,   

    Fim de semana em Bruxelas 

    “Bonjour!”

    Foi esta a saudação que ouvimos durante o fim-de-semana que passámos em Bruxelas, a quatro. Finalmente, após o Parlamento Europeu nos ter (e muito bem) roubado o quatro elemento da YMT (ler: uai-éme-team), um fim-de-semana pareceu pouco para matar todas as saudades, mas já foi bom para voltar a reunir algumas aventuras na caixinha das boas memórias.

    Sei que a Bélgica dispensa apresentações. É a capital da Europa, o elogio da União, mas encontra-se dividida entre o francês (da Valónia e Bruxelas) e o flamengo (Flandres). Para além disso partilha as quatro estações do ano num mesmo dia e consegue conviver com um infindável número de nacionalidades diferentes. Enquanto que em L.A. a cidade era uma manta de comunidades, em Bruxelas a diversidade é vivida de forma diferente. Tudo ao molho e fé em Deus. É pela cara e pela simpatia que se distinguem as nacionalidades… Ah, e os menos simpáticos são sem dúvida os belgas. (Ai, que eu não devia dizer isto…)

    Para simplicar, cá vão as enumerações do fim-de-semana:

    Comes e Bebes:  Os cones de batata frita, vulgo “les frites” merecem a sua distinção. São boas, caseiras e tradicionais e servem-se como nós cá fazemos com as castanhas, num cone de papel, mas cobertas com molhos e com opção de serem picadas com um mini garfinho de plástico. Depois temos os pratos marinados em cerveja, o belo do pernil, as moules frites (mexilhão com batata frita, bleah!) e os queijos (das fromageries! LOL, adorei o conceito). O pão é cacete e percebi o sentido do nome, é que no dia seguinte servem mesmo de cacete!!! Aahhahh. Na secção dos doces é a perdição. Nunca pensei comer uma gauffre que me soubesse tão bem na minha vida… Vivam as roulotes. Viva o Pascalino! Depois temos os chocolates e os biscoitos! A perdição completa… Desde o Pierre Marcolini, à Godiva, ao Filip Martin, Leonidas e “La Cure Gourmande”, as chocolaterias são um elogio ao pecado da gula e um verdadeiro regalo para o olhar. Caixinhas e mais caixinhas, bonequinhos, forminhas… Um MUST! (E um atentado à elegância também..). Na parte dos “bebes”, o Delirium levou-nos ao delírio, não só pela população de hormonas que ali habitavam, como pela quatidade de diferentes cervejas que podíamos provar, como a Kriek, a Guiness a de maracujá ou a de côco que fizeram as honras da nossa mesa. Ah, não podia deixar ainda de referir o paladar “Speculous”. Sabe àquele nosso antigo chocolate de caramelo que tinha uma embalagem amarela meltalizada e letras roxas, lembram-se?! Muito bom! O Speculous é utilizado em tudo: bolachas, capuccinos, gelados… 

    Atracções: Parlamento Europeu, a Comissão Europeia, la Grand Place, Manneken Pis (ou o rapaz que faz xixi), Catedral Saint-Michel, Praça Real, Galerias Saint-Hubert (ao estilo de Milão, mas em versão Portugal dos Pequeninos, LOL, vejam o álbum de Milão), a Igreja de Notre Dame du Sablon e, claro, o Atomium, para não estar a entrar em muitos pormenores … Todas as fachadas são dignas de “atracção turística”. A-MEI! Ah, e visitámos ainda a cidade de Bruges. LINDA!!!

    O pior: Não aceitarem notas em quase lado nenhum, só trocos! A falta de café e pagar para ir a casas de banho pouco limpas. A água também é cara… E os biscoitos de chocolate da Cure Gourmande foram caros e não eram nada de especial… esfarelavam-se como areia.

    O melhor: Reencontrar a Marisa. A Hema. LOL. Voltar a falar francês. Quase ir perdendo o avião. Uhuhuh, viva a emoção!

    Para a próxima… Tenho de ir por mais tempo. Compro o “Como recordar o seu francês, para totós”. Levo anti-inflamatórios para não sofrer com as tendinites.

    As cerejas no topo do bolo: Bruges. A gauffre. A animação constante de BRU, está sempre algo a acontecer!!!

    E agora um “one-minute-maid” video numa tentativa de contributo para para quem já não editava nada desde a licenciatura… <shame on me>.

    http://www.youtube.com/watch?v=fmXkS-DovtQ

     
    • Ana Henriques 17:57 on 20/07/2009 Permalink | Responder

      É fantástico como o final da faculdade não acabou com certas coisas. beijinhos grandes para todas 😉

      • Carlita 1:09 on 21/07/2009 Permalink | Responder

        Olha, olha, quem ela é!!! Seja bem vinda, Ana =)
        É verdade, há coisas que ficam para a vida e a nossa passagem por aquela faculdade e aquele curso foi verdadeiramente repleta delas 😉
        Um grande beijinho, obrigada pela tua visita***

      • Marisa 0:18 on 22/07/2009 Permalink | Responder

        Oh, beijinho grande para ti também 🙂

        A ver se quando voltar vamos beber um cafézinho para pormos em dia a conversa!

        Beijocas grandes

    • Zorze 19:51 on 20/07/2009 Permalink | Responder

      Questões :
      O banco era do Pessoa?!
      Tens um guia de Bruxelas para eu ler?
      Onde está o 5 elemento?!!!
      Observações:
      Adorei. uma cidade bem bonita.
      Quanto à Igreja de Notre Dame du Sablon , parece que as fotografias foram tiradas no Mosteiro da Batalha
      O “Manneken Pis” boneco não tem vergonha, a regar (ao serviço) a cidade há anos
      Quanto ao cacete ficar duro, é devido à quantidade de fermento que é usado quanto mais…mais cresce, e mais duro fica quando exposto ao ar (O2).

      • Carlita 9:57 on 07/08/2009 Permalink | Responder

        Sim, o banco era do Pessoa e a estátua que estamos a “beijar” também!
        Eu não tenho nenhum guia, mas a Marisa tinha, ihhihih
        O Quinto elemento é como o Quinto Império, está para vir!

        Observações:
        Uma cidade simultaneamente histórica e muito cosmopilita.
        Faz sentido a ligação ao Mosteiro da Batalha porque são ambos de estilo gótico, mas enquanto que o nosso é do século XVI, gótico final, numa orientação mais horizontal, a Igreja de Nossa Senhora do Sablon é de gótico inicial, por isso no pico da verticalidade…

        Beijinhos

    • Mónia 21:50 on 22/07/2009 Permalink | Responder

      Carlota!!!

      Lindo! Adorei a tua descrição da viagem e a montagem está um must!Gostei da banda sonora, bossa’n’roses – paradise city… You know why 😉
      Confesso-te que tou com uma pontinha de inveja, saudavel claro. Mas tu mereces todos esses “gifts” que a vida te dá minha amiga linda.
      Bjoca com saudade da tua baixinha

      • Carlita 10:00 on 07/08/2009 Permalink | Responder

        … Que a vida nos dá ou que nós conquistamos =) Basta continuarmos sempre à procura das “paradise cities” desse mundo e lutar por elas.
        Os maiores “gifts” da nossa vida são mesmo as pessoas que os compõem. Obrigada por estares aí, baixinha!!!
        Beijocas

    • Ana Raquel 19:53 on 06/08/2009 Permalink | Responder

      Carlotaaaaaa

      Os meus sinceros parabéns!!!

      As montagens estão, como a Mónia disse, muito boas:D

      um grande beijinho, já com saudades!!

      Ana

      • Carlita 10:03 on 07/08/2009 Permalink | Responder

        Ehehehe, olha olha quem voltou!!!! Seja muito bem vinda ao meu singelo cantinho. É um prazer, amiga.
        Muito obrigada pelo teu comentário e também estou cheia de saudades… Temos de marcar aí um evento para fazer a “nossa” montagem, com as “nossas” fotos e a “nossa” banda sonora, ahahahh

        Beijocas!

  • CarlaOliveira 22:30 on 07/06/2009 Permalink | Responder
    Tags: Amizade, , , ,   

    Mais um ano que passou… 

    Somei mais um ano de histórias e aventuras à minha vida. Felizmente chego a este momento com o orgulho de terem sido 365 dias altamente enriquecedores e com muitas etapas superadas. Muito trabalho, um ano vencido no mestrado, uma conferência em Milão, um estágio em Los Angeles, um emprego que me preenche , muitos programas divertidos, os amigos de sempre mais os amigos que ganhei. Claro que também houve momentos mais angustiantes e menos felizes, mas foi com eles que cresci e amadureci e reconheço que também eles, e especialmente eles, fazem parte da nossa vida e definem a nossa forma de ser e estar.

    Comemorei os meus 24 anitos de vida na vila que me viu nascer com muitas das pessoas que fazem a minha vida tão especial. Um quórum invejável que me acompanhou no Metro Piazza, um restaurante italiano no Largo de Camões, e continuou no Bar Privilégio onde não faltou amizade e animação. A todos, o meu muito obrigada por terem estado presentes.

    Aqui fica o registo (possível) com uma máquina a soltar os últimos suspiros de bateria…

     
  • CarlaOliveira 11:53 on 29/05/2009 Permalink | Responder
    Tags: Amizade, Facebook, , , Mensagens, Nicola, Twitter   

    E se um dia eu fosse um pacotinho Nicola? 

    Hoje tirei uns momentos do meu dia porque tive uma vontade irrepreensível de extrapolar sobre coisas parvas. Estava aqui levada nos meus pensamentos quando pensei em twittar. Como sabem, cada tweet tem de cumprir a meta dos 140 caracteres, o que nos obriga muitas vezes a pensar curto ou a pensar sobre metáforas ou sentidos implícitos. Muitos de vós saberão ao que me refiro… Queremos meter o Rossio na Betesga e dizer muito em escassas palavras.

    Foi então que percebi que o que eu queria dizer hoje se adequava perfeitamente ao tipo de mensagens que os pacotinhos de açúcar da Nicola costumam ter. Tenho de admitir que sou fã número 1 do conceito! Não sou coleccionadora, mas guardo comigo uns pacotinhos que me foram oferecendo ao longo dos cafézinhos que fui tomando ao longo da vida com as mais variadas companhias. Sou daquelas que gostam de acreditar que há mensagens subreptícias que o Universo nos quer passar a cada momento. Acho que pensando assim, acabamos por dar sentido a pequenos gestos e desejos que, só por acreditarmos neles, fazemos acontecer. E acreditem, comigo resulta! Muitas das minhas pequenas conquistas derivam das pequenas coisas em que sempre acreditei e que, de repente, fiz tornarem-se reais.

    Quem não se lembra das frases: “Um dia saio para a rua a gritar bem alto que sou feliz”, “Um dia encho-te o quarto de flores”, “Um dia ponho a mochila às costas e vou correr o mundo”, Um dia isto, um dia aquilo, e termina sempre em beleza: “Hoje é o dia!” São mensagens inspiradoras e motivacionais que eu acho que funcionam muito melhor do que as do tabaco, por exemplo. Não seria muito mais eficaz encontrar escrito nos maços: “Um dia deixo de fumar”?! LOL.

    O desafio não é meu, é da Nicola e joga perfeitamente como formato “twittado” e facebookiano” dos 140 caracteres com mensagens curtas e substanciais. Até seria interessante que a Nicola desenvolvesse uma campanha no Twitter mobilizando as pessoas a darem a sua versão de “Um dia”…

    Quanto a mim, UM DIA começo a realizar todos os desejos que me foram oferecendo, fazendo do “Hoje” os “uns dias” que vou guardando religiosamente  na carteira e a marcar as páginas de livros… Para que todos os “Uns dias” em que digo acreditar sejam hoje, porque hoje sei que isso depende de nós. “Um dia faço de ti a pessoa mais feliz do mundo…” diz um desses pacotinhos. Pois bem, a minha versão hoje é: “Um dia faço de MIM a pessoa mais feliz do mundo”.

     

    DSC00456

     
    • Joao 12:27 on 29/05/2009 Permalink | Responder

      Hoje, amanhã e todos os dias seguintes serão esse dia.
      Afinal, o que somos nós sem felicidade?

    • Sofia Reis 12:30 on 29/05/2009 Permalink | Responder

      “Deves fazer de ti a pessoa mais feliz do mundo… todos os dias” – gostei de saber de ti, pus o teu link no meu blogue para “te seguir”. bjinhos
      belo post 😉

    • NSilva 12:34 on 29/05/2009 Permalink | Responder

      É capaz de ser p ISTO que HOJE és ainda + um bocadinho uma tipinha aguçada e lutadora que eu admiro!

      E, sim, tb t admiro pq consegues fazer uma provocação de NBusiness à Nicola no meio d um post absolutamnt pessoal e… transmissível. Afinal, um workhaolic (saudável) não separa as coisas!

      És o máximo 🙂 E vou cobrar a promessa que fizeste!!!!!

      • Carlita 14:35 on 15/07/2009 Permalink | Responder

        Alguma vez te disse o quanto te adoro, gaija?!

        (ah, e adoro quando partilhamos private jokes nas nossas reticências e entrelinhas… A cumplicidade não se compra, mesmo! Obrigada por estares desse lado!)

    • adília oliveira 12:35 on 29/05/2009 Permalink | Responder

      Gostei 🙂

      Afinal, é simples !!!

      Beijinho e que esse dia seja a partir de hoje….e dias seguintes.

      ***

    • asiram85 16:47 on 29/05/2009 Permalink | Responder

      Para ti, minha querida, a melhor das mensagens Nicola (isto dito por mim, que tinha uns 40 pacotes de açúcar, todos diferentes, no anterior emprego, afixados na parede):

      Um dia deixo de dizer um dia… hoje é o dia!

      Marisa

    • Telma 19:31 on 05/06/2009 Permalink | Responder

      Um dia vou e já não volto.

    • Zorze 10:51 on 10/06/2009 Permalink | Responder

      Eu diria… UM DIA… nos tempos dos nossos pais chamavam-lhes telegramas onde o tostão final era pago pelo valor base mais o numero de letras a mais. Éra giro escrever tais desafios ortograficos com o menor número de letras e saber que do outro lado nos entendiam. Mas mais desafiador e profissional era saber que havia dois senhores que de cabeça, com bons reflexos, bom ouvido, utilizavam uma chave morse e transmitiam as mensagens enquanto mexemos o café para dissolver o açúcar do pacote. Eram mensagens, belas ou duras dependendo da situação.
      Os momentos mudam e agora uma placa de “duraglite” com pistas em cobre e com umas miniaturas soldadas fazem num tic-tac do ponteiro dos segundos (do relógio), o trabalho de dois homens (ainda bem) e fazem as delícias dos jovens que stressados enviam as mensagem sem parar, sem dar o real valor ao tempo. Viva os pacotinhos… Estamos no tempo das rapidinhas… é só rir e chorar por mais. Fico por aqui, não faço mais comentários.
      Não sejam egoístas e partilhem a vossa ideia e subretudo a felicidade.

  • CarlaOliveira 13:51 on 21/04/2009 Permalink | Responder
    Tags: Amizade, Cuba, , ,   

    Mojito Compay – o bar cubano no coração alfacinha 

    E porque o espírito se mantém internacional, eis que o reencontro da YMT, i.e. “o grupinho da Nova”, teve lugar num bar Cubano em pleno coração de Lisboa, no Bairro Alto.

    Após mais de 2 meses de separação (e de uma meia hora em pleno stress a galgar passeios no Chiado para tentar estacionar o carro), reencontrei as minhas amigas Nélia e Sofia! Claro que ainda falta a Marisa que anda por outras paragens bruxelenses, mas nem por isso faltou a animação… e a lembrança 😉

    Pois é, depois da Índia e da Argentina do fim-de-semana passado, agora “fui até Cuba” no Mojito Compay. Gostei muito do ambiente e do espaço. Um senhor muito castiço com cara de avô esmerava-se por fazer as honras da casa onde reencontrei a madeira massiça e as cores garridas com que já tinha convivido no México. Uma decoração muito característica e um espaço muito acolhedor que despertava o ritmo das ancas mais preguiçosas. Ihihih.

    Fazendo uso das palavras deste site, eis que descubro que fomos no dia errado! Parece que há encontros de Salsa às Segundas-feiras neste mesmo bar. E parece-me também que na próxima Segunda-feira não vai haver posts nocturnos para ninguém 😛 Eheheh

    E pronto. Deixo-vos com um pequeno registo “móvel” das meninas portuguesas, dos tacos cubanos e do gostinho a amizade sem fronteiras (yah yah, lamechas..)

    Mojito Compay
    Tasca Cubana
    Travessa da Queimada, nº4
    1200-365 Lisboa
    Tel. +351 213465792
    Localizado no Bairro Alto, parte antiga da cidade de Lisboa, com a sua mistura ecléctica de estabelecimentos da noite e das gentes que os frequentam, o Mojito é um bar acolhedor e uma óptima aposta para uma noite de convívio salseiro! Com uma belíssima decoração em cores quentes, iluminação difusa, e pinturas com motivos latinos nas paredes, este bar passa predominantemente, salsa, merengue e bachata. Embora seja um bar, há sempre quem dance, e a gerênca aprecia a presença de salseiros, num ambiente sempre de muita descontração e liberdade. Encontra-se aberto todos os dias, das 18h às 2 da manhã.
     
    • NSilva 15:41 on 22/04/2009 Permalink | Responder

      Ahhhhh, um saltinho a Cuba aqui, um pulinho a LA acolá, uma passagem p Bruxelas e um copo em LX – este é o ano das viagens.

      Minhas caras, Salsa numa destas 2ª fs parece-me um excelente programa!

      E o taco (?) e a companhia forma tão deliciosos que ao 3º parágrafo ainda n refilei p causa das fotos 🙂

    • Marisa 18:00 on 22/04/2009 Permalink | Responder

      Minhas queridas,

      Venham ter comigo que eu mostro-lhes os melhores restaurantes. Querem comida típica belga, com estufados em cerveja ou jambonaude em mostarda? Ou comida chinesa ultra-fashion? Ou ainda Cuba, com fajitas, guacamole e tudo a que temos direito? É só marcarem voo, minhas queridas…

      E garanto a gaufre/wafle para a sobremesa!

    • Inês 0:04 on 28/04/2009 Permalink | Responder

      Brutal, eu costumo ir a esse bar dançar com os meus colegas da salsa!! 😉
      Beijinhos

      • Carlita 22:40 on 02/05/2009 Permalink | Responder

        A sério??? Ena pah, temos de combinar ir lá um dia.. e não querendo abusar, para além de me aturares podias dar-me umas lições, eheheh

        Beijinhos!!!

    • Zorze 0:23 on 01/05/2009 Permalink | Responder

      Ai o estômago mais uma vez… Ai os quadris… estou a ver que desta vez a cama foi boa conselheira na manhã seguinte.
      Como podes ver actualmente vivemos num mundo global onde existe boas “imitações” dos locais que nos deixam boas recordações.
      Quanto ao cometarios, são uma verdadeira ternura de tortura…
      Euros e Euros venham eles que o avião levanta vou. 🙂
      um grande abraço

    • Zorze 0:53 on 01/05/2009 Permalink | Responder

      Para mim pode ser um pastel de Tentugal…uhhh dois…
      E para finalizar um terceiro.
      Seus guloso. Eu incluido claro.

    • Bruno Amaral 12:55 on 02/05/2009 Permalink | Responder

      tenho de ir investigar o bar 🙂

      • Carlita 22:38 on 02/05/2009 Permalink | Responder

        Olhó Bruno!!! =)

        Vai, vai! Principalmente numa das noites de Salsa… Ou podemos combinar um jantarinho com a malta e ir lá depois! Era casa-cheia!!!

c
Compose new post
j
Next post/Next comment
k
Previous post/Previous comment
r
Responder
e
Editar
o
Show/Hide comments
t
Go to top
l
Go to login
h
Show/Hide help
shift + esc
Cancelar