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  • CarlaOliveira 13:46 on 02/02/2010 Permalink | Responder
    Tags: Comunicação, , Silêncio   

    “Que não quer calar a vontade…” 

    Para os menos atentos, no canto superior direito deste blogue encontrarão a expressão que dá o título a este post. Eu sou aquela “que não quer calar a vontade”. Desde há muito. E todos o sabem!

    Porquê?! …Porque não há nada pior que  fazer alguém calar a vontade. Simples, hã?!

    Há apenas três razões que me fazem fazê-lo. A primeira é eu achar que as circuntâncias do momento são francamente inoportunas. Aí, sim, irão ver-me aceder à vontade alheia e calar-me. A outra é simplesmente achar que benefício do meu silêncio é mais frutuito do que qualquer palavra que eu possa proferir (situação à qual eu só acedo em casos-limite de alguém desesperado ou completamente descontrolado que precisa mais de fazer de mim uma depositária de lamúrias do que beber as minhas palavras de conselheira de ocasião). A terceira é quando eu sinto que, pela experiência reunida sobre o meu interlocutor, não vou conseguir nesse momento fazê-lo compreender o que eu quero dizer. Isto é, eu achar que se falar não serei bem sucedida.

    Ou seja, as razões que me levam a aceder ao “silenciamento da vontade” prendem-se com aquilo que eu acredito ser a base da Comunicação que eu professo. A Comunicação como Intenção. Um acto bem sucedido (“successfull”) quer na emissão, no canal, na recepção e na compreensão pelo meu interlocutor. Sem reunir as condições necessárias em todos estes elementos, a Comunicação não cumpre a sua função. É ruído. Não é Comunicação.

    Por este motivo é que as razões que aponto para o silenciamento da vontade se prendem com intenções. Intenção de não querer ser inoportuna. Intenção de querer dar espaço ao interlocutor e, finalmente, a Intenção de me querer fazer entender. Em suma, só silencio a minha vontade quando sinto que isso joga a favor do entendimento no processo de Comunicar.

    Ora, isto é completamente diferente de não falar. Não falar pode ser uma forma de exercer Comunicação. O silêncio pode ser a expressão de muitas Intenções, nomeadamente a expressão da falta de vontade de continuar a comunicar. Ou a expressão da indignação, da ofensa ou do desprezo. Ou a expressão da incapacidade de argumentar devidamente. Ou a expressão da compreensão comprometida que não queremos tornar deliberada. Ou um uivo de emoção que nos prende. Ou uma série de outras coisas….

    Assim, fazer silenciar a vontade é prender as amarras da Comunicação. O silêncio é desatá-las e deixar a intenção e as suas mensagens envergonhadamente à deriva e à mercê da compreensão alheia. Mas ambas são necessárias neste desafio de comunicar. Afinal não se trata de um fluxo contínuo e ininterrupto que rola sobre carris sob ordens e diligências preconcebidas. É antes uma investida pelos caminhos mais sinuosos e inesperados que muitas vezes, em vão, tentamos cristalizar, controlar, entender.

    Poderei não aceder a todos os silenciamentos, mas acedo a alguns. Isso também é comunicar. Poderei comunicar o silêncio e mesmo com silêncio continuarei a comunicar. Mas a vontade? Bem, voltem a olhar para o canto superior direito deste blogue. Sim, na minha vontade mando eu. E eu sou aquela “que não quer calar a vontade”!

    Até breve.

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  • CarlaOliveira 1:28 on 21/07/2009 Permalink | Responder
    Tags: , Comunicação, ,   

    I did, I did, I saw… 

    No, not a pussycat, but a  T-pod: a tea portion of design.

    Já tinha visto nas prateleiras do El Corte Inglês e falado sobre esta pérola do design, mas foi preciso ir a Bruxelas para ter o prazer de ver serem servidos os fashionable teabags, em exclusividade, numa elegante caixa de madeira. Era escura, com vidro e vários sabores ordenados por cores. Gostei e quis partilhar o evento. Eheheh.

    DSC00464

    Agora duas pequenas notas ao restante aparato: sim, o pacotinho vermelho É um chocolatinho de café e o outro o açúcar. E sim, o chá está a ser servido num copo sem pega… Ora, como podem ver, nem tudo é perfeito e o intuito do design não resultou no serviço porque não se conseguia pegar no copo, escaldava!

     
  • CarlaOliveira 0:19 on 16/07/2009 Permalink | Responder
    Tags: Comunicação, , ,   

    Quem é que se lembraria 

    de chamar FESTA a um sabonete?!

    Sugestivo, hein!

    E depois apareceu o Herbal Essences…

    FESTA (4)

     
    • Nuno 9:53 on 16/07/2009 Permalink | Responder

      Então e o sabonete não é para fazer festas?

    • Marisa 11:25 on 16/07/2009 Permalink | Responder

      Querida, a do Festa já é velha…pelo menos lá em casa 🙂 e cheiram bem, que é o mais importante 🙂

    • Carlita 11:56 on 16/07/2009 Permalink | Responder

      LOL, Marisa, sabes bem de onde vem esta fotografia, não sabes?!

      E Nuno, e “Tu queres é FESTA”. Ahahahhah

    • Zorze 9:50 on 17/07/2009 Permalink | Responder

      Agora Já queremos festa!!
      Não é marca que eu conheça para sabonetes. Mas contra imagens não há argumentos, para mais com comentários destes, compreendo que tem muito sucesso para os nadadores de banheira.
      Sabonetes desse tipo devem ser do século passado. Faz lembrar um artigo que li numa revista. Este falava sobre marcas que sobreviveram ao tempo como as cartas utilizadas para o convívio da família após o almoço, onde os mais velhos jogava à sueca e os mais novos ao “Burro”. Os credenciados cremes NALLY, a PASTA COUTO “que anda na boca de toda a gente” e que a mesma fabrica produz um verdadeiro ex-líbris da noite o Reparador OLEX . Em relação a comestíveis, o azeite TRIUNFO e SALOIO (há venda numa grande superfície ao lado de sua casa), Chá GORREANA (da ilha de Sº Miguel e fundado em 1874. Descobri à pouco que existe 4 variedades) e claro os rebuçados DR. BAYARD nascidos em Lisboa em 1939 de uma amizade improvável.
      Também constava, os bem conhecidos palitos LUSITANOS de choupo ou vidoeiro, fabricados na zona de Coimbra, o limpa metais CORAÇÃO com um trágico e inconfundível coração a bater desde 1928, desenho escolhido pelo seu fundador alemão por considerar o povo latino muito sentimental.
      Mas não fugindo ao sabonete, estavam lá os sabonetes “ACH. BRITO/CLAUS PORTO (o produto mais antigo de todos eles e sinonimo de luxo no que toca a esta área em todo o mundo) e sabonetes CONFIANÇA (este ultimo também é bom para juntar à FESTA!!!)

      Na altura questionei-me o porquê destes produtos continuarem as suas longas jornadas, até que um dia no N.R.P. “Sagres” e após “báscular umas estrelas” pelo crepúsculo matutino, tivemos de ir arear os imensos amarelos, porque no dia seguinte íamos atracar. Quando me deram o produto para as mãos sorri à gargalhada. Gozaram comigo e uns piropos surgiram, do tipo “estou a ver que andas a snifar todos os dias limpa metais”. Continuei a rir e não consegui explicar a ninguém… os abdominais não me deram hipóteses.

      Mas tu melhor que eu para dar a explicação à rapaziada porque é que existem certas marcas, mesmo pequenas, continuam a fazer historia e parte do dia-a-dia do PORTUGUESES e resto do mundo.
      E isto tudo por uma Festa. Já agora quando é a Festa!!!!
      Ainda há convites!!!
      Zinhos
      PS: Continua à espera…

    • Zorze 9:58 on 17/07/2009 Permalink | Responder

      Ahahahhah
      Tomaaaaaaaaa!
      E para a brincadeira!!!
      O sabonete ACH. BRITO ou o CONFIANÇA cheira muito melhor devido ao metodo de fabrico (devio às sete… e à secagem natural do sabonete)
      “Cheiram bem até ao fim!!!”

    • josé Lima 0:11 on 13/08/2011 Permalink | Responder

      Eram bem bons. Cheiravam bem e eram baratos.
      Ainda se vendem em algum sítio?
      Ainda se fabricam?

    • CarlaOliveira 1:34 on 21/10/2011 Permalink | Responder

      Sim, sim! Quaisquer deles que estão aqui referidos no post e comentários.
      Muitos estão nas lojas de conveniência, outros nas lojas dos chineses, outros nos super e hipermercados…
      Quanto aos mais antigos, podem ser comprados em lojas da especialidade, como por exemplo aqui: http://www.avidaportuguesa.com/, entre outros na Baixa Chiado, por exemplo…

      Obrigada!

  • CarlaOliveira 10:40 on 07/07/2009 Permalink | Responder
    Tags: Comunicação, Crítica, , ,   

    Brincar com coisas sérias 

    Aposto que muitos de vós, que também andam de transportes públicos, já tiveram oportunidade de ver os cartazes da campanha sobre ejaculação precoce da Sociedade Portuguesa de Andrologia que chegaram ao Metro há uns dias.

    Não?! Então eu relembro-vos. Dizem qualquer coisa como “Há homens que mal entram na estação e já chegaram ao destino” ou “Vai ser tão bom, não foi?” sobre um fundo rosado em degradé onde, no topo, um monte de espermatozoidezinhos sobem pelas palavras acima.

    310

    Percebo e gosto da ideia de os espermatozíodes fugirem numa direcção ascendente, pois o sentido implícito de algo que aponte para cima é positivo, demonstra poder, força, vigor, expectativa e sucesso (lembrem-se da seta do PSD ou do logo da Citröen ou até o da Vodafone.. Aliás, tentem antes lembrar-se de um logotipo com inclinação para baixo…).

    Não gosto da cor. Acho que a cor não “fala” com o target da mensagem, apesar de eu reconhecer que existe uma coisa chamada “ciclo de influência”. Sim, estava atenta nessa aula! Nem sempre o utilizador do produto/serviço é aquele a quem a nossa mensagem se destina. Há sempre um iniciador, um influenciador, um que decide, o que efectivamente compra/adquire e, finalmente, o que utiliza/usufrui. E raras vezes estas categorias são “a mesma pessoa”. De qualquer modo, isto não justifica que o fundo de uma mensagem sobre a ejaculação precoce se vista de cor-de-rosa. À partida, os homens não prestarão atenção à mensagem porque a cor é dos primeiros (e mais importantes) elementos causadores de sensações. E cor-de-rosa?! Ejaculação precoce?! Parece-me altamente desmotivador…

    Depois a mensagem… claro que todos percebemos a ideia, mas na primeira vez, antes sequer de eu ter percebido de que se tratava, comecei por esboçar um sorriso matreiro qual “conversa de café” ou “piadinha de amigos”. Autmaticamente quando percebi de que se tratava, quem ficou cor-de-rosa fui eu de embaraço por me ter rido de tal situação. Depois todos estes pensamentos críticos me vieram à cabeça e resolvi começar a observar a reacção das pessoas. Primeiro, o sorriso maroto, depois o ar sério. Alguns nem demonstravam o sorriso e começavam logo a abanar a cabeça de um lado para o outro em jeito de indignação… “Como é que é possível brincarem com uma coisa destas?!”.

    Bem, tiro o meu chapéu aos criativos desta peça única de publicidade, afinal puseram-me a mim, ao Adriano Nobre do I e a muitas das pessoas que vi no Metro a versar sobre este assunto, mas nem sempre a comunicação funciona desta maneira. Afinal, estamos todos a falar de comunicação e publicidade e não de ejaculação precoce, certo? De qualquer modo, a Sociedade Portuguesa de Andrologia conseguiu com esta campanha almejar uma maior visibilidade no mercado, resta-lhe agora potenciar esse facto transformando-a em notoriedade.

    Só para concluir, as mensagens em jeito de “piada de mau gosto” ou em “tom anedótico” podem funcionar muitas vezes para criar memorização na cabeça das pessoas, mas quando se referem a temas delicados resultam muitas vezes em indignação ou na desacreditação do tema. Por isso é que a sabedoria popular não se poupa a dizer que “não se brinca com coisas sérias”. Estes temas são normalmente a saúde, o racismo, xenofobia… porque interferem com os valores da dignidade humana.

    Tenho dito. Mas não sem antes dizer que o site da Sociedade Portuguesa de Andrologia é este e a ejaculação precoce é uma situação solucionável. Preferencialmente a dois, para os dois… Informem-se aqui.

     
    • Carlita 10:47 on 07/07/2009 Permalink | Responder

      Depois de ter publicado é que reparei nisto:
      http://oarquitectodacml.blogspot.com/2009/07/viagem-de-metro.html
      e nisto no Twitter:
      “Outro slogan de cartaz sobre disfuncao erectil: “vai ser tão bom, nao foi?””

      Estão a ver?!!?

    • Zorze 23:43 on 08/07/2009 Permalink | Responder

      Com muito agrado verifico que no teu blog, fala um pouco de tudo e de uma forma bastante aberta, coisa que a sociedade actual tem vindo a desenvolver um grande esforço para colmatar os preconceitos do passado, impostos pela cultura, pelos regimes fechados e sobretudo pela religião.
      Falo nesta posição por ter um contacto próximo com a minha afilhada de 11 anos e sua irmã 13 anos (mesmo com a distancia física, vencida com recurso ao pequeno “equipamento”, dos grandes carregamentos!!!), que de vez em quando nos dão grandes lições de como falar destes assuntos e que nos deixam cerebralmente paralisados da forma como são expostos os termos científicos utilizados.
      Agradado fico também quando sinto na escrita uma alegria escondida, é sinal que gostas desta área…Publicidade é claro sua marota 🙂
      Quanto à crítica feita aos cartazes aquando do impacto do primeiro olhar e à reacções da leitura do inesperado, deixa-me pronunciar o seguinte ao causadores da situação e às suas vitimas.
      O referido cartaz é eficiente e atinge os três pontos alvos. Primeiro é identificado o problema, o segundo é o apoio a dar à “vítima” e o terceiro ponto define os devidos procedimentos para solucionar do problema.
      Desta forma passo a intimar!!!:
      O desmotivado vitima, o cartaz pelo positivismo dos espermatozíodes que o chama à atenção na cor de fundo, leu e identificou o seu problema, verificando que não está só…e… também recebe apoio dos causadores de situações.
      Só foi possível porque os causadores de situações olharam para o cartaz, devido à cor que lhe despertou para o positivismo dos espermatozíodes, levando à leitura e assim identificaram a situação.
      É claro que o Doutor recebe uns trocos e fica com o bolço mais cheio. Mas após resolução do problema, os causadores de situações, provocam o desmotivado que já o não é… e ambos são mais felizes!!!
      Ao final desta história deixa de existir a palavra desmotivado, e prevalece eternamente a palavra !!!vítima, causadores de situações!!!
      Estive a brincar um pouco com as palavras, mas não com a situação de quem as transporta. Já tinha ouvido falar do assunto dos dois cartazes mas por impossibilidade profissional ainda não tinha o visto. Partilho da opinião no que respeita aos dois últimos parágrafos e relembro os seguintes tópicos “Maturidade Social”, “Maturidade Publicitária” e “Ética”.
      Para desenvolver com tempo…

    • Nuno 15:10 on 10/07/2009 Permalink | Responder

      À primeira vista pode chocar, mas bem vistas as coisas, e boa atenção nas aulas, bem como no mundo que nos rodeia, para fazer chegar a mensagem ao público-alvo é preciso “gritar”, é preciso sobressair.
      Em termos de comunicação, foram longe e dou-lhes os parabéns por isso. Ainda para mais sendo um assunto de extrema sensibilidade, em que toda a gente se cala e nada se passa.
      A mensagem é um alerta e um sinal de esperança, anuncia que há solução, e que o problema em questão não é o fim do mundo. Mais clara é impossível.

      • Carlita 14:26 on 15/07/2009 Permalink | Responder

        Tens razão, para passar uma mensagem é necessário chamar à atenção. Mas há formas e formas de o fazer. Não é só “chamar à atenção” per se, mas ” às pessoas que queremos chamar à atenção; da forma (no tom) que pretendemos e fazendo passar a mensagem que pretendemos. Eu não questiono que eles tenham efectivamente chamado à atenção. Questiono, sim, o tom e a forma em que o fizeram. Mas, como disse, até isso pode muito bem (e devia!) ser capitalizado a favor da APA.
        Uma campanha funciona quando passa a sua mensagem aos públicos a que se destina E quando isso depois se converte em acção (a compra, a ida ao médico…). Se não falarmos com os públicos certos e passarmos a mensagem certa, como conseguiremos alcançar uma boa taxa de conversão?!

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