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  • CarlaOliveira 1:38 on 09/04/2009 Permalink | Responder
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    Uns dias depois… 

    Têm sido inúmeras o número de janelas que têm piscado no meu telemóvel, messenger, gtalk  e facebook para saberem, afinal, como eu estou depois desta aventura em L.A. A minha resposta é tão-somente uma: não sei!

    Não me sinto mal e ainda não deprimi… A vida tem andado demasiado agitada e ocupada para poder ter tempo e espaço para pensar e sentir saudade, mas já é tempo de sentir falta de algumas coisas…

    A primeira noite foi a estranheza total. Abri os olhos e de repente senti-me como se tivesse sido raptada aliens e tivesse acordado num ambiente estranho. Ao segundo pestanejar claro que vi que havia ali algo de familiar… Talvez o facto de aquele ser o meu quarto de há mais de 10 anos!!! LOL. O dia passou num ápice e quando voltei a pôr a mão na consciência, afinal era a caixa das mudanças e eu estava a guiar para o emprego… Já era “o dia seguinte” e eu não tinha uma caixa automática!

    Podem ver que a dimensão de tempo ainda está um pouco conturbada visto que não consigo adormecer antes de raiar o sol, estou cansada durante o dia e desperto ao cair da noite.

    Tanto que tenho sentido, tanto que tinha para dizer.. Acho que ainda tenho “um pé na galera e o outro no fundo do mar”, como dizia o Jorge Palma sobre o nosso Portugal. E entre o limbo do que tenho vivido, deixo só uma história (in)significante: Ao chegar ao aeroporto, onde exigi que tomássemos um expresso, o empregado abeirou-se de nós e perguntou se sabíamos o horário do estabelecimento. Respondi que não. Olhei para o relógio (23h45) e perguntei: “é à meia-noite?” E ele respondeu: “Sim!” E eu de caminho: “Ah, então a boa notícia é que ainda temos mais um bocadinho”. E ri-me.

    Se estivesse na Califórnia, este meu comentário estava a habilitar-se a eu ter de gramar com o rapaz o resto da noite por me ter metido com ele a brincar e estar a demonstrar estar a gostar de estar ali. Em Portugal valeu-me um olhar indignado como se tivesse faltado ao respeito do moço. Não me senti bem-vinda naquele espaço, naquele momento. Mas se há conclusão que tiro desta viagem e desta aventura é que não é local, mas as pessoas que tornam as coisas importantes para nós. 

    Parece que ainda oiço a voz da Mafalda no carro comigo há uns meses: “isto é um exagero!” E depois, há umas semanas: “Isto é tão pequenino”… Nem mais! Acho que na minha cabeça se digladiam agora a vontade de ser insignificância no exagero ou afirmação na pequenez. Concluo que o Ser Humano, como em tudo, vai pelo que mais gosta. E gosta do mais seguro porque lhe é mais confortável. Acho que o GOSTAR implica então três processos: arriscar, adaptar e aproveitar. Arristar para ficar perante uma situação nova (insegura); adaptar porque esse é o processo de crescimento e de criação de novo “conforto” para nós; e aproveitar para grangear novas memórias que possamos recordar como boas.

    Gostamos do que nos dá conforto porque o nosso conforto é o reflexo do nosso bem-estar. E o nosso bem estar é a soma de todas as coisas que nos fazem felizes. E a felicidade é o fim último da nossa existência.

    E assim cheguei. Cheguei a um Portugal onde as autárquicas já começaram. Onde abriu um novo canal de televisão. Onde as revistas passaram a oferecer produtos de styling. Onde eu sorrio no elevador e me sorriem timidamente de volta e baixam logo os olhos comprometidos. Onde os tipos dos Volkswagen’s Golf pretos (ou os dos Seat’s Ibiza) se metem à socapa à nossa frente. Onde o carro vai a baixo quando estamos na A5 a ouvir música aos altos berros. Onde a portagem se paga. Onde encontro as caras que me compreendem. Onde estudo. Onde trabalho. Onde estão as pessoas que amo. Onde nasci. Onde estou. Onde vou ficar…

    … pelo menos por enquanto 😉

     
    • NSilva 12:25 on 09/04/2009 Permalink | Responder

      Das tuas dissertações sobre saudade: nada a dizer.

      Quanto aos fusos horários, sugiro uma bela noitada em branco, c direito a directa, só indo dormir mesmo na noite seguinte. O resultado vai ser um cansaço tal (e uns neurónios a menos) que vais adormecer bem nessa noite e depois, tlvz já entres no ritmo: sol/acordar; noite/dormir.

      Uma nota ao “por enquanto”: Significa “Hoje soube-me a pouco, hoje soube-me a pouco?” 😉

    • Zorze 11:45 on 10/04/2009 Permalink | Responder

      Tens de te manter acordada o dia todo até ocorrer o ocaso do sol. Como te manténs acordada o dia todo? Vinga-te “no café” que não bebeste nos USA. Lembra-te, andar a dormir ao volante é perigoso!!! Conduzir com mudanças manuais, é muito mais divertido, não é. Na minha opinião sim, para mais poupamos um pouquito o ambiente, mas só um pequeno pouquito.
      Quanto à história insignificante, fica: O empregado tinha de ir para algum lugar mais interessante (a noite numa discoteca, casa, ou mesmo estudar), sempre é mais divertido e estar a trabalhar para aquecer após hora do expediente não dá sustento quer á carteira quer à mente…sustento somente ao chefe.
      Quanto ao indivíduos que se põem a socapa à nossa frente…estão com uma Emergência… estão atrasados porque adormeceram ou tiveram as tarefas domesticas do dia à dia… esses jamais aprenderam, o cérebro já está formatado, já os Homens letrados criticam estás atitudes (Que raiva eles me dão, porra somos latinos… ). Mas só com o tempo é que muda. Dou o exemplo das passadeiras à quinze anos ninguém parava, actualmente uns 60% dos condutores respeita o Sr Pião ou o animal Zebra.
      Quanto às portagens… alguém têm de pagar a sua manutenção, existem alternativas quer estradas sem portagens, quer em transportes públicos (estes sim deviam ser mais eficientes). O estado não é mealheiro por conveniência…critico todos que fogem aos impostos e exigem mundos e fundos do estado. O estado tem uma função económica e social. Refiro-me às parecerias económicas que trazem riqueza para o pais (subsídios para novas empresas, Infra-estruturas colectivas, entre outras).
      Quanto às afirmações finais, só tu podereis sabes. Com tempo encontrarás a resposta.
      Gostei do parágrafo do “ser humano” não tem direitos de autor, pois não.
      Um grande zinho e boa Pascoa para ti e para aqueles que acabaram de ler o comentário.
      Eh, Eh

    • Carlita 14:16 on 10/04/2009 Permalink | Responder

      Welcome back!

      …e ainda não repus as horas de sono. Nunca pensei que fosse tão complicado!

      Escolheste as palavras certas: guiar com manuais é mais divertido porque tem mais emoção. Com automáticas é mais confortável, porque não cria adrenalina. Se me perguntas o que preferia.. acho que preferia poder escolher dependendo do momento, LOL.

      Quanto às portagens… era apenas uma constatação. Eu sei que pagamos impostos e muitos ptgueses dizem que esse valor devia cobrir essa manutenção, mas para isso era necessário que essas verbas não fossem canalizadas para outras áreas de intervenção, por vezes mais importantes.

      O facto de o senhor do café reagir assim não é por ser uma vítima de “exploração”. Aliás, se pensarmos pelo lado profissional, o que ele fez até nem foi mto correcto para com os clientes. Ele pode ser uma vitima da circunstância em que se encontra, isso sim, seja por querer discoteca ou ir estudar, mas isso não justifica a forma como reagiu. Isso justifica-se com a predisposição dele que não era nem positiva nem alegre. Já na Califórnia costuma ser (pela minha experiência).

      Lol, não, o p. do Ser Humano não tem direitos de autor 😛

      Boa Páscoa, então! Bjs***

    • Carlita 17:04 on 10/04/2009 Permalink | Responder

      Ah, e NSilva…

      Sim, nem mais… e pegando nas palavras do próprio SGodinho te digo:

      “e olha, não dá para contar mas sei que tu sabes daquilo que sabes que eu sei
      E com um brilhozinho nos olhos ficámos parados depois do que não te contei”…

      Bjs 😉

  • CarlaOliveira 3:24 on 08/04/2009 Permalink | Responder
    Tags: , Regresso,   

    Olá amigos, cheguei! 

    Não eram seis horas quando saí de casa. Quando voltei a olhar para o relógio já eram quase sete. Paniquei!!!

    Trânsito, rent-a-car, stress e eis que o cartão do pagamento não passou! Tive de fazer sorrisinhos ao moço do balcão para poder correr para o “shuttle” e ir para LAX. Mas o shuttle arrancou sem nós. Fomos no seguinte.

    Já passava das oito quando cheguei a LAX. Estava à pinha, filas em todo o lado e tivemos que embarcar no gate de emergência que andava ainda mais devagar do que o normal…

    Eram quase nove e eu e o Pedro corríamos que nem um desvairados pelo corredor para o “one-o-one”, quase deixando cair as calças que entretanto tinham ficado sem cinto do check in.

    Paniquei outra vez e desejei como nunca que a minha mala tivesse rodinhas e menos uns 5 kilos de peso.

    Já passava das nove quando finalmente entrámos no avião.

    Entre filmes, conversas, séries, música, refeições, wc, vira à equerda, vira para a direita, cruza as pernas, ajeita a mantinha, eis que chegámos a Londres.

    Não sei explicar a sensação de vir de uma Califórnia “GREAT” e solarenga onde todas as caras nos sorriem com um “Hi!” aberto e rasgado e entrar numa Londres sizuda e friorenta a transbordar de arrogância e a azul-de-tailleur…  “Glass of water?! (com accent americano) Oh, WA-TER, you meant?”. Enfim… À entrada do avião já só ouvíamos português e começámos a cair na realidade. Deixámos o “Thank you” para trás que deu lugar ao “Obrigada”.

    Aquele avião parecia o jardim-escola… uma série de alunos tinham ido algures com os seus “stôres”, um pai ralhava com os seus filhos “não faças isso! Anda cá!” e outros dois casais comentavam entre si a emoção de quase ter perdido o shuttle por causa de uma meia-de-leite, LOL. Eu e o Pedro olhávamos para o relógio a cada 5 minutos contando a decrescente…

    Eram 10 horas e o meu organismo ressentia-se. Não das horas há que não dormia, mas da ansiedade de chegar a Portugal. Eram dez e trinta e picos quando aterrámos. Já passava das 11 quando cheguei à rampa de saída.

    [ouvem-se aplausos e vêem-se braços a esbracejar]

    Carlaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, eahhhhhhhh, clap, clap, clap.

    Uma comitiva de recepção digna para receber uma estrela de Hollywood. Mas afinal era só eu, LOL. Não sei como é que a Comunicação Social perdeu isto!!! Até saltaram a vedação para um primeiro abraço e alguns tentavam furar a fila de “alunos” que entretanto tinha impedido o caminho. Ao chegar lá a baixo foi hora de “MOCHE À CARLAAAAAAAAAA”. Ahahahah

    Amigos, não tenho palavras!!! :’) Foi disto que eu senti falta. Um OBRIGADA do tamanho do mundo, não imaginam o quão importante foi para mim… Aliás, o quão importante são para mim. Obrigada!

    PS – Só para que conste, exigi um expresso antes de sair do aeroporto!

    Nota: Lamentamos mas este momento não teve registo fotográfico, por isso o melhor que posso fazer é deixar alguns tirados durante a viagem.. E termino com uma mensagem: Now it’s “time for bigger thinking“.

     
    • adilia oliveira 10:24 on 08/04/2009 Permalink | Responder

      Ás 22:32 o avião aterrou e a partir daí cada segundo parecia uma eternidade…..Estavam muitos Amigos á espera da« Carlinha». e todos ansiosos….Eis que ela aparece , sorridente e surpresa por tamanha recepção!!!!! 🙂

      Foi a loucura!!….E só tenho uma palavra a todos, OBRIGADA ,pelo carinho que têm pela minha filha 🙂 e por terem estado lá!

      Um grande beijo de gratidão…..

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