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  • CarlaOliveira 16:35 on 21/01/2015 Permalink | Responder  

    If not now, when? 

    Partilharam-me um artigo que em muitos parágrafos e justificado por inúmeros estudos científicos diz que a escrita auto-expressiva tem efeitos terapêuticos. Continuo a achar interessante como andamos em voltas rectas na mesma esfera. O ciclo da vida. A força das evidências e a sede do ego que procura uma justificação científica para tudo.

    Foi este grito do Ipiranga que me trouxe de volta. Ultimamente tenho sentido uma vontade insaciável de escrever. Habitualmente colmato essa vontade com a escrita em surdina, falando para mim como se escrevesse na realidade. Resulta imenso e acontece naturalmente desde que me conheço. Uma vez cheguei a pensar se seria possível um sistema automático de escrita do meu ditado tácito com um daqueles sistemas super avançados que funcionam através dos ossos. Também para isso deverá haver uma solução científica.
    Hoje rendi-me e voltei. O insaciável tornou-se inadiável. Estou aqui e neste momento quero aqui ficar, quero aqui voltar. E não necessariamente para quem me lê, mas essencialmente para mim, de forma não egoísta nem exclusiva e, por esse motivo, sugestionada.
    Respondi ao artigo partilhando a minha intenção de comprar um diário para a Lúcia, para quando ela tiver de idade de se expressar pela escrita. Até lá ainda faltam uns anos. E que ela nasça primeiro. Mas como dizia no diário que me ofereceram e que deu origem à partilha deste artigo: If not now, when?
    fotografia
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  • CarlaOliveira 15:37 on 20/08/2013 Permalink | Responder
    Tags: , Mau Feitio   

    Gente feia 

    Gente feia essa que usa. Gente que se assume e que se revela e que sabe o que vale e que se conhece. Gente que subiu na escada da consciência e consegue ver que uso não é só uma marca de papel higiénico que se vende nos grandes retalhistas alemães. Gente feia, essa que sabe o que sente e que sabe o que faz e que tem a coragem de o fazer conscientemente. Gente gentinha, repleta de pouca-vergonha e de valores duvidáveis…. Gente que se usa da companhia do outro, gente que telefona, dá atenção, que procura companhia, gente que procura um regaço porque sabe bem e faz bem. Gente que se deixa levar pelos sentidos. Gente feia, não é? Gente que escuta o que sente e não permite a mente ou a sociedade ou o olhar da vizinha mitigar a vontade e dar a vitória à censura. Gente feia essa que tem mais coragem que a crítica, gente que nega o que é correcto só porque alguém estipulou que era certo, sendo alguém uma camada de alguéns sem rosto e sem escrúpulos e que não aprendeu nada do alfabeto interior. Cambada de gente essa que se usa dos outros para viver, repito, para VIVER, para saborear a vida sem egoísmos, para sentir, para rir, para rir muito, rir em conjunto e criar sinfonias inaudíveis. Gente que se liberta, que se cura do estigma social que tem mais coragem que a censura que corrói por dentro, que ousa e vai à luta e que nessa investida escolhe alguém para estar junto de si para que o caminho da vida seja mais completo, repleto, pleno e agradável. Partilhado.

    Coisa feia. Gente feia…

    … O bom é que é uma espécie de gente habitualmente carregada de sarcasmo e de ironia que tresanda a anis, a gengibre e a Sonasol e a todas essas coisas não necessariamente más, mas que conseguem incomodar. E essa gente borrifa-se alegremente para todos os que não entendem a diferença entre usar alguém e gostar de alguém. Simplesmente gostar. Sem promessas. Sem renúncias. Sem dívidas. Sem freios.

    E digo mais, é muito presunçoso achar-se em posição de ser necessário ser “usado” para fazer bem a alguém. Como se houvesse alguma solução nisso. Como se isso resolvesse alguma coisa. Como se o facto de se sentir usado significasse que o outro tenha sido útil. Gargalho. Gargalho muito. Não consigo parar de gargalhar. Porque alguém com a coragem de ser gente feia e de assumir querer estar com alguém assim nunca precisaria de se usar de alguém por isso ser instrumentalmente útil. Não é disso que a gente feia precisa. Na verdade, precisava de muito mais, só que os usados não entendem. Feios!

    Who, being loved, is poor? Oscal Wilde Memorial Garden, Dublin.

    Who, being loved, is poor? Oscal Wilde Memorial Garden, Dublin.

     

     
  • CarlaOliveira 12:17 on 04/12/2012 Permalink | Responder
    Tags: Ficção,   

    Banho de lua 

    O candeeiro reflectia uma bola cor-de-laranja no canto da parede da sala. Parecia um sol em chamas em plena noite estrelada. Não estava escuro, estava apenas misterioso, um misterioso daqueles que fazem os candeeiros parecerem luas na parede. Lá dentro, falava-se de tudo o que o céu não pode comprar… Das coisas. Das casas, das férias, dos projectos, dos empregos e das carreiras. As palavras atropelavam-se entre tragos de vinho tinto, bom, e garfadas de um jantar bem temperado. Tudo era especial… A toalha era nova, os copos a estrear, os pratos, os talheres e as travessas… daquele requinte que só a simplicidade sabe explicar. O requinte do momento e a simplicidade de uma noite a dois.

    O tempo passou, entre coisas giras e rápidas e divertidas e assuntos delicados que se engolem rapidamente num trago de arroz de passas e pinhões. Porque todas as coisas difíceis são assim: caras, raras, com um travo doce, mas nem sempre correm bem.

    As horas volviam-se, mas o sol continuava a bater na mesma parede da sala, espreitando por entre as árvores da rua. Quente. Laranja. Avermelhado. A escaldar.

    O jantar continuou no sofá. Um café perfumado com pau de canela e um digestivo para ajudar as passas e os pinhões a desaparecerem de vez entre a gíria e os assuntos difíceis. O calor da parede rapidamente se fez sentir por dentro. Uma gargalhada mais profunda, um olhar mais penetrante… Uma mão que repousa de mansinho no ombro e desce descomprometidamente pelo braço até repousar no colo. É a linguagem da sedução… Ela fazia isso sem sentido. Começava a acariciar inadvertidamente o seu corpo; no fundo sentia que lhe proporcionava prazer, e por isso não deixava de o fazer. Depois apoiou o cotovelo no colo e passou os dedos por baixo do pescoço, vagarosamente… Falavam das memórias dos momentos engraçados e recordavam as peripécias daqueles que foram ficando pelo caminho entre os primeiros momentos de revelação a dois.

    O gargalhar tornou-se prolongado e o tom mais descontraído. Como se o riso se espalhasse por uma onda cremosa de notas esvoaçantes. Aquele riso que diz que deseja, que grita atenção e que reclama a presença… Aquele sorriso que o fez chegar-se mais perto. Ela estremeceu, mas ele manteve-se frio, hirto. Fingiu não perceber para não a intimidar. Ela sabia que ele já tinha dado o passo, por isso entrou na fase de medir a expectativa e não deixar os fantasmas abalroarem a janela do sótão, arrefecendo o calor que sentia inevitavelmente dentro de si. Sim, de forma demasiado inevitável. Tanto que quase já lhe sentia a irreversibilidade…

    Começaram as carícias. Ela pôs-lhe a mão na perna e ele sentiu o gesto da permissão. Ergueu o braço por detrás do seu pescoço num movimento que parecia uma eternidade intemporal. Enquanto isso, aquela tensão do borboletar no estômago crisalidava dentro de si. A tensão tornou-se quente, formigante e o rosto dele ficou tão perto que lhe sentia o calor numa suspensão do respirar… Antes de recuperar o fôlego, ele aproximou-se um pouco mais e foi possível sentir ao de leve, bem leve, a pele fina dos seus lábios macios. Ficaram assim um momento, apenas o suficiente para sentirem a irreversibilidade do que estava prestes a acontecer. E sabia bem. Demasiado bem. Os lábios suaves deslizaram suavemente junto dos dela, desbravando um território há muito desejado, mas longo tempo proibido. Primeiro o inferior, depois o superior com o superior dele. Carnudo, quente. A sua língua suavemente encontrou a união dos lábios dela e harmoniosamente fundiram-se em movimentos deliciosos e cheios, quentes e húmidos numa dança calma e prolongada.

    Quando deram por si, os braços já se haviam encontrado e as pernas entrelaçaram-se num compasso involuntário da vontade. As bocas continuavam a sua dança e as cabeças contorciam-se entre leves gemidos que se escapavam em fôlegos de desejo interior…
    Sem mais, desfrutaram-se ali. Entre o silêncio dos gemidos e os estalidos da noite estrelada que deixava o sol entrar na parede da sala quente.

     
  • CarlaOliveira 15:12 on 06/07/2012 Permalink | Responder  

    O que a verdade não cala 

    Eu posso calar. Eu posso ter calado. Mas a verdade não cala nem apaga o que acontece. E, para o bem e para o mal, ainda bem que assim é. Somos o resultado de tudo isso; do que fizemos, do que vivemos, do que sofremos e do que construímos a partir daí.

    A verdade diz-me que tive de aprender a lidar com o abandono. Com o não ter sido suficientemente importante para me terem querido num projecto de futuro. Depois, a verdade disse-me que mais do que aprender a lidar com o abandono e com a auto-estima esfarrapada por alguém que não me quis, ainda me ensinou a amar incondicionalmente. Amar como quem sabe que tem uma doença terminal e que um dia tudo irá acabar. Amar como quem nem sequer espera ou exige que o outro fique, que o outro ame, que o outro respeite a nossa opinião. Amar na saúde e na doença… da cabeça e do coração. Amar, amar, amar. Como se ama alguém que nos vai deixar?! Ama-se a prazo? Meu Deus, isso existe?! Amas alguém que te deixa e vai partir para sempre?! Amas alguém que não te quer e que optou por outra vida diametralmente oposta? Amas alguém que não considera um futuro a dois? Amas alguém que foge de ti? Amas alguém que não hesita em bradar que não quer voltar nunca mais? Amas alguém que não volta? Amas alguém que decide por ti? Amas alguém que parte, mesmo que em busca de um futuro melhor. Sem ti?

    A resposta é simples. A resposta é sim.

    Amas alguém que não queres perder. Amas alguém que não queres que parta. Amas até ao fim para que esse fim não chegue. Nunca. Amas alguém que te irá deixar um dia porque queres prolongar esse prazo. Queres adiar um fim. Queres continuar a amar. Queres demonstrar que amas. Queres, queres, queres… e ao mesmo tempo calas. Calas porque queres amar em liberdade. Queres que a pessoa que amas tome as suas decisões em liberdade. Sem o peso da tua influência que quer amarrar o amor. Calas porque amar é deixar ir, é deixar o outro livre de tomar as suas opções. Calas porque não queres ser egoísta. Calas porque não queres que amar seja possuir. Porque não é. E sabes que mais? Vais calar. Vais calar porque acreditas que amar é ficar. Que o amor não te deixa. Que o amor ama calado. Que o amor é mais forte. Calas não porque consentes, mas porque sentes. Sentes que ao calares estarás a respeitar o amor, as suas decisões. Calas porque sabes sofrer calada. Calas porque acreditas. Acreditas que deste razões para que o amor possa calar e ficar.

    Sim, digo-te eu. Calas! Calas porque, no limite, depois de teres sido deixada e não teres sido a opção da pessoa que amas, a tua força não te permite gritar que sofres. A tua força destrói-te porque te deixou. A tua força abandonou-te e rasteja por debaixo da auto-estima que perdeste… Sim, porque não se é deixado sem rasgar a auto-estima, sem menosprezar o que és, o que vales, o que significas para a pessoa que te abandona. Ou o que não significas… Afinal, que amor-próprio se pode ter quando não és considerado suficientemente importante? Quando te deixam. Quando partem sem ti.

    Sim, digo-te eu. Morres. Morres por dentro. Morres porque calas. Morres porque amas. E amordaças o sentimento praticando o correcto e contra a tua raiva, a tua dor, o teu peito, os teus olhos, as tuas lágrimas choradas em silêncio e na solidão da tua dor. Amordaças-te amando em silêncio. Amando até as palavras despejadas nos jantares e nos convívios de que desejas a sorte e a felicidade. Desejas o quê?! Desejavas que a sorte e a felicidade ficassem contigo, isso é que desejavas… Mas não. A felicidade e a sorte abandonaram-te para o outro lado do mundo, lembras-te?!

    Não se supera um amor negado, calado e amordaçado, não correspondido e não respeitado. Vive-se. Sobrevive-se.

    A esperança não morre. Mas tu podes morrer. E morres. Morres cada dia que passa e que sorris no teu mar cor-de-rosa que banha a baía de todas as coisas que calaste e quiseste superar. Não, a esperança não morre, não. Mas mata-te. E tens de viver com isso porque tu és o resultado de tudo isso; do que fazes, do que vives, do que sofres e do que constróis a partir daí.

    Dá a quem amas: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar” – Dalai Lama

     
  • CarlaOliveira 21:25 on 12/02/2012 Permalink | Responder  

    Não estou capaz. 

    Desta vez, não.

    Se perguntarem por mim, simplesmente digam… que voei.

     
  • CarlaOliveira 13:09 on 09/09/2011 Permalink | Responder  

    Acho que um dos comentários mais inteligentes e… 

    Acho que um dos comentários mais inteligentes e acertados que já fizeram a meu respeito foi a propósito de uma postura que eu tomo sempre que não concordo com alguma opinião ou atitude, mas por cortesia da situação, opto por não me manifestar nem o expressar.

    “Lá está a Carla com a sua Poker Face”.

    E é verdade. Eu sou assim. Há pessoas e situações com quem faço a tempestade para fazer valer a minha opinião. E raramente fica por dizer. Outras circunstâncias há em que para não desautorizar a outra pessoa, ou para não incorrer em atitudes deselegantes ou desconfortáveis para o outro, opto por me manter insípida. Não esboço desagrado. Não esboço assentimento. Não esboço nada no rosto. (e todos sabem que sou algo expressiva) (e ponham “algo” nisso, porque até é chato para mim querer ocultar um sentimento ou uma emoção e simplesmente não conseguir!).

    Pois bem, assim como existe a Poker Face, que segundo a Wikipedia refer to a poker term for a blank expression that does not reveal anything”

… também eu acho que existe uma Poker Voice.
E não, não estou a falar da Lady Gaga, mas há quem saiba do que falo. É falar sem oscilação de tom. É falar sem assentir e sem negar. É falar e responder de forma dúbia e inconclusiva… E na verdade, prefiro ter uma Poker Voice a ser chamada de nomes feios, daqueles que ofendem a mãe e a integridade. E porquê uma Poker Voice? (ou, segundo a Wiki, uma blank expression in the voice) Porque assim como o branco é o resultado da soma de todas as luzes, a Poker Voice pode ser o resultado de todas as emoções atropeladas na traqueia e nas cordas vocais expressando simultâneo desagrado, desacordo e náusea juntamente com a exigência de ser profissional, correcta e sensata. E não quero ser eu a incorrer na deselegância de ter de chamar a alguém nomes feios, daqueles que ofendem a mãe e a integridade…
 
  • CarlaOliveira 1:09 on 09/09/2011 Permalink | Responder  

    De um dos meus filmes preferidos City of… 

    De um dos meus filmes preferidos, City of Angels. Que aborda os meus temas de eleição… Uma das minhas cantoras favoritas. Sem surpresas, portanto (para os que já me conhecem, claro).

    Um registo a que gosto sempre de voltar: “Uninvited”.

    “I don’t think you unworthy
    I just need a moment to deliberate”

     
  • CarlaOliveira 0:30 on 09/09/2011 Permalink | Responder  

    Quando conheceres a vida vais ter saudades… 

    “Quando conheceres a vida vais ter saudades.”

    Pois é, parece que os receios e anseios da infância e da adolescência que nos atormentavam e pareciam tão distantes aos nossos olhos, aos poucos se vão sucedendo e nos vão surpreendendo de Verdade. E é tão difícil admitir que é verdade, que os adultos tinham razão… Que aquela vozinha da consciência omnipresente e omnipotente d’”Os mais velhos” se cumpre… Hoje somos nós os adultos e restam em nós as recordações e ficam em nós as memórias das palavras que nos diziam e que não queríamos ouvir, mas que invariavelmente memorizávamos. Hoje, é a nós que nos cabe passar a mensagem aos mais novos, àqueles que não vão querer ouvir, que mal vão acreditar, mas em quem a mensagem irá ecoar e permanecer até ao momento em que, quando adultos, também a eles a Verdade se revelar. Como a mim. Como agora…

    Nem sei como é que este registo ainda existe, mas a verdade é que sei de cor, de fio a pavio, a letra desta música de infância. Marcou-me de forma profunda ao incutir em mim um medo adiado… Fez-me guardar na memória durante todo este tempo um medo de que a letra se realizasse. E ditava assim:

    “Não desligues o som

    Deixa ficar a música

    Ouve o que te vou contar

    Ouve esta guitarra

    este som tão belo

    Escolhes para se chorar

    Mas é a fingir

    É só a fingir”

    (Pausa para pensar como a guitarra sempre teve esse poder de me eriçar os pêlos e erguer os poros, desafiando as pupilas da sensibilidade…)

    “Não desligues o som

    Deixa ficar a música

    Como se fosse o vento

    Ou talvez a voz de um amigo

    Com saudades tuas

    Um amigo que está longe

    Ele não lembra de ti

    Mas não fiques triste”.

    (Intervalo para pensar como isto, realmente, em tempo remotos acabou por acontecer. Sigamos.)

    “Não desligues o som

    E diz à tua mãe que já vais

    Pensa só em ti

    Ouve esta guitarra que toca só para ti

    Tens toda a vida à tua frente

    Não há pressa

    Não há pressa

    Deixa vir a música

    Deixa vir a música…”

    E era assim, deixando vir a música que a mensagem se entranhava e eu construía em mim o medo de que um amigo fosse para um local distante e se esquecesse de mim… O monstro de ter a vida toda à tua frente” e teres de a enfrentar… O medo de adiar, de fechar as portas à música, de deixares de ser tu. Mas o melhor ainda está para vir…

    Refrão:

    “Um dia mais tarde vais lembrar-te desta noite, vais ter saudades do tempo

    Em que ouvias uma guitarra que tocava só para ti

    Nessa altura, quando já fores mais crescida.

    Nessa altura, quando conheceres a vida vais ter saudades, ter saudades”.

    E pronto. Esta é a altura do tcharan. Sim, é verdade, tenho saudades do tempo em que uma guitarra tocava só para mim. E, sim, é verdade, lembro-me desse tempo em que pensava em mim nestes anos todos depois e indagava se dali a uns 10 ou 15 anos ainda me lembraria do que estava a sentir naquele momento. Lembro-me como se tivesse sido ontem. É tão verdade quanto então. E é tão cruel como da primeira vez.

    Um dia mais tarde vou ter saudades do tempo em que me dedicava à escrita e às memórias, à fotografia e ás redes sociais, aos blogues, aos amigos e à família… Ao agora que um dia mais tarde será memória.

    Mas a guitarra, meu deus, dessa guitarra… Sim, tenho saudades do tempo em que tocava só para mim e dos momentos de cumplicidade que passei comigo, no meu quarto, a ler partituras e a dedilhar emoções…

     
  • CarlaOliveira 1:10 on 15/07/2011 Permalink | Responder  

    Porque no fundo… 

    No final do dia há sempre algo que fala mais alto. Nós.

    No final do dia há sempre alguém que importa mais: o nosso Eu.

    No final do dia há sempre alguém com quem nos vamos deitar: connosco.

    No final do dia há sempre alguém com quem podemos falar: connosco.

    No final do dia há sempre alguém com quem podemos contar: connosco.

    Porque no fundo, bem lá no fundo, doa a quem doer e custe a quem custar, no final do dia, há alguém por quem realmente nos devemos esforçar: por Nós.

    Porque só depois de Nós é que nos podemos dar aos Outros. Porque só depois de Nós estarmos bem é que podemos fazer os Outros felizes. Porque quanto melhor estivermos mais e melhor poderemos criar e fazer.

    E, no fundo, bem lá no fundo… porque se nós não o fizermos, ninguém o fará por Nós. E é a Nós que cabe essa decisão.

     

     

     
  • CarlaOliveira 11:49 on 01/07/2011 Permalink | Responder  

    Mandona 

    Se isto é um blogue pessoal, devo poder deixar uma mensagem ou desejo pessoal, não? E sem censura, não é?

    Uhm… fui ver aos Termos e Condições e parece que sim, que tenho autorização  🙂

    Então cá vai:

    Carla Oliveira likes this.
    (E no fundo vocês também!)

     
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