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  • CarlaOliveira 3:40 on 22/11/2010 Permalink | Responder
    Tags: , Viagem,   

    Começo este post dizendo que o que mais … 

    Começo este post dizendo que o que mais custa ao viajar sozinha é tomar a decisão. Depois, em grau descendente, diria que é superar medos e inseguranças e, em terceiro, termos de lidar com eles todos os dias.

    Tens medo de te perder? Arranja um mapa. Pede ajuda. Está atenta. Se tu não estiveres, ninguém estará por ti. Memoriza pontos de referência e percebe em que sentido estás relativamente a eles (um edifício alto, o mar, o aeroporto…).

    Medo de perder o transporte? Tens de saber arranjar outras soluções. Táxis? Redes de autocarros? Rent-a-car? … Começa a pensar saber de cor a morada para onde queres ir ou tê-la num papel sempre contigo. E o telefone.

    Medo de que te aconteça alguma coisa e ninguém esteja lá para te apoiar? Pois… aí é mesmo aguentares-te à bronca e tentares ir pelos procedimentos legais ou encontrar alguém que te queira ajudar.

    Tens medo de jantar sozinha? Vai meter conversa com alguém.

    Medo de ficar num canto do balcão com o copo na mão olhar o vazio? Leva um livro, uma revista, um mapa, um caderno… não deixes que a ansiedade física te assalte em remexeres de dedos e em evitares de olhar, fingindo que a ausência de companhia te está a perturbar seriamente. Incomoda, sim. Mas deixa-nos simultaneamente orgulhosos por sermos diferentes e enfrentarmos a situação sem o “outro”. Sem “a” companhia.

    Tens medo de que te assaltem, raptem, molestem? Arranja esquemas. Esconde documentos essenciais. Dá os teus dados a alguém para o caso de deixares de “dar sinais de vida”. Esse alguém pode sempre agir, mesmo que à distância. Há truques básicos que muitas pessoas adoptam, mas o melhor é mesmo usar a criatividade para que ninguém mais chegue aos esconderijos e planos a que tu chegaste.

    Medo de seres mal interpretada só pelo facto de estares e/ou viajares sozinha? De ser mal interpretada por meter conversa com alguém, estando sozinha e sem quaisquer intenções adicionais? (sim, isso irá acontecer!) Assume uma postura forte e determinada. Encontra as tuas forças. Sê assertiva. Sai sagazmente do filme. Inventa. Sê criativa. Diverte-te com a superação das tuas inseguranças, mas nunca te deixes levar.

    Em oito dias que estive fora nunca fui capaz de beber mais do que uma bebida por noite. E eu sou habitualmente até bastante resistente aos efeitos do álcool… e bebo com frequência semanal… Mas simplesmente não consegui conceber estar em circunstâncias assim e optar pela via da irresponsabilidade e da libertação em modo mais “inconsciente”… Simplesmente não faz parte de mim. Só o pensar que me tornava um alvo fácil e vulnerável por estar um pouco mais liberta e fora de mim, estando sozinha, tornava-me totalmente incompatível com o álcool e com ambientes de exuberância e exaltação.

    Medo de te enfrentares a ti própria? De enfrentares o facto de estares sozinha? De reflectires e chegares a respostas que não querias ter? De lidares dia-a-dia com as tuas angústias, questões, inquietações e frustrações? Medo de nunca deixares de ter medo?

    Sim, tudo isso acontece. E tudo isso faz sentido. E tudo isso nos elucida. E tudo isso nos torna mais… estúpidas! Porquê? Porque gradualmente vamos atingindo a consciência e a lucidez e, ao atingi-las, tornamo-nos cúmplices e responsáveis pelas nossas atitudes e decisões de aí em diante. Como se fôssemos um “big brother” de nós mesmos, um outro “eu” que nos observa e condena por não fazermos o que já percebemos que está incorrecto. E não tomarmos o caminho que percebemos que devemos tomar. É como se nos tornássemos o anjinho ou o diabinho do nosso ombro direito e esquerdo.

    Estar sozinho é um caminho para a auto-compreensão e não para a solidão, como eu pensei no início desta viagem.

    Estar sozinho é um desafio interior, mais do que um desafio social do que “os outros” nos poderão fazer ou achar de nós (ou daquilo que poderemos fazer com os outros…). Temos a consciência de que nunca mais iremos ver aquelas pessoas e elas nunca mais nos irão ver a nós… e isso dá-nos aquele sentimento de liberdade que devíamos ter no dia-a-dia “normal”, mas que simplesmente não nos permitimos ter…

    Andei mal vestida e não me senti culpada.

    Não dei gorjetas e não me senti comprometida.

    Perguntei coisas óbvias e não me senti estúpida.

    Pedi ajuda e não me senti inferior.

    Pedi conselhos e não me senti incapaz.

    Tirei fotografias em público nas poses mais inesperadas e não me senti uma estranha na multidão.

    No fundo, a libertação que sentimos no mundo desconhecido não passa de uma libertação das nossas próprias repressões. As que criamos para nós pela nossa ideia de potencial repreensão alheia. Estar sozinho liberta-nos da censura que achamos que os outros vão ter porque simplesmente não nos importamos com isso! Nunca mais os iremos voltar a ver! Damo-nos a oportunidade de sermos “nós” porque temos uma relação efémera e livre de juízos de valor e das suas consequências por parte dos outros.

    E é isso que depois nos assusta. Até que ponto é que a nossa liberdade nos deixa confortáveis?! Até que ponto é que sermos nós próprios é fácil e nos faz sentir bem (quando estamos habituados a viver comprimidos na liberdade que nos castramos). É mais ou menos como sairmos da segurança da barriga das nossas mães e de repente percebermos que estamos por nossa conta. Temos de respirar sozinhos, puxar pelo alimento se nos quisermos alimentar e ir aprendendo a enfrentar o frio, o toque, a gravidade, e todos aqueles desafios que vamos descobrindo ao longo da vida. Porque ser autêntica é libertarmo-nos da repreensão auto-infligida que ao longo da vida fomos integrando como parte da nossa identidade também. E é isso que custa. Sermos “nós” é abdicarmos também de algo que construímos para nós por impulsos de auto-protecção. Não havendo perspectiva de futuro, não há espaço para a consequência da repreensão, porque tudo o resto será tão efémero que morrerá ali. E, logo, não precisamos desse tipo de protecção…

    Complexo?

    Talvez…

    Difícil? Sim, porque (como disse) nos tornamos cúmplices dos nossos erros a partir do momento em que temos consciência de que eles existem e os continuamos a protelar. Difícil porque, depois da consciência, nos tornamos os primeiros repreensores da nossa própria falta de coragem, do nosso próprio amorfismo e apatia tão confortáveis. Difícil porque o confronto com a nossa imperfeição nos mói e nos mata ao mesmo tempo que nos indica um caminho melhor – que não optamos trilhar. Por cobardia.

    E voltamos cheios de garra e cheios de nós. Fomos, viemos, tivemos medo, tivemos abordagens que não queríamos, tivemos momentos alegres, outros tristes, outros emocionantes, outros entediantes. E vimo-nos obrigados a partilhar isso connosco… E contar só connosco. E viver só connosco. E jantar só connosco. Apreciar um gin só connosco. E rirmo-nos de nós. E é uma descoberta porque a verdade é que nos adiamos e anulamos no quotidiano das nossas zonas de conforto habituais.

    A única coisa que posso dizer depois de tanta explanação é: Veni. Vidi. Vici. E vou voltar.

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  • CarlaOliveira 1:23 on 12/09/2010 Permalink | Responder
    Tags: Arriscar, , Corfu, , Grécia, Viagem,   

    E tu, arriscavas? 

    Se por acaso do destino as tuas férias marcadas a dois ficassem sem efeito para a tua companhia, ias na mesma? Sozinha?!

    Não querendo parecer preconceituosa, o factor “género” aqui tem um certo peso. Pelo menos para mim teve… Se para um homem ir de férias sozinho pode parecer uma decisão fácil e até algo comum, para uma mulher a  falta de companhia pode revelar-se um grande entrave mental… Falta um sentimento de segurança, de apoio e de confiança nem sempre fácil de superar. É um desafio.

    Sim. É isso mesmo, estou prestes a abrir um novo capítulo na minha vida, desta vez na ilha de Corfu, na Grécia. A viagem estava marcada, os dias estavam tirados, as expectativas estavam lá em cima e a vontade de me superar falou mais alto. Quais medos? Quais inseguranças? Qual zona de conforto? Parar é morrer e abdicar seria dar força ao fracasso da vontade, perpetuar o conformismo e fechar-me com os meus fantasmas interiores.

    Não! O caminho é em frente e estas vão ser as minhas primeiras férias sozinha. Sete dias para conquistar uma ilha, apanhar sol, passear, tirar umas fotos, dar uns mergulhos, conhecer pessoas e experimentar coisas novas, novos mundos, nova cultura. Aos medos, vou guardá-los na mesma caixinha do juízo e da razão pois sei que serão bons conselheiros para tomar boas decisões. Confio em mim e no meu discernimento, na minha capacidade de avaliar o correcto e o inconsequente e reconhecer os riscos e os perigos. Por essa razão sei que tudo vai correr bem e conto voltar uma mulher mais forte e confiante. Menos medrosa, diria! E quando isso acontecer vou olhar para este post e ver que os medos e inseguranças não passavam de argumentos infundados que insistiam em se acomodar na zona de conforto da minha cabeça. E vou orgulhar-me de ter arriscado.

    A todos os que me apoiaram e deram força à minha decisão, o meu obrigada. Aos restantes, espero poder provar que arriscar é superar-nos e que vencer só é possível quando arriscamos.

    Vou partir na Terça feira à noite. Wish me luck!!!

     
  • CarlaOliveira 2:31 on 02/02/2010 Permalink | Responder
    Tags: , , Viagem,   

    Um ano de Capítulo. 

    Já passou um ano desde o início deste Capítulo…

    Começou como um “Capítulo em LA” e em breve se tornou “Um Capítulo Aqui“. Claro que os “Aquis” já tomaram várias formas… Por aqui e noutras paradas para lá do rectângulo. Bruxelas, Madrid, Alcabideche, Cascais, Oeiras, Coimbra, Porto… Tantos locais, tantos sonhos, tantas aventuras, tantos mundos, tantas histórias a que demos vida e que fizemos existir…

    … Hoje resto eu. Restamos nós. Restam-nos os sonhos, os “Aquis” sonhados que vamos construindo e que fazemos acontecer.

    … Hoje?… 

    … Hoje não estou particularmente inspirada… Esta já é a terceira vez que dou a oportunidade a este post… Mais do que palavras, hoje fica um silêncio. Neste momento é tudo o que preciso aqui.

     
  • CarlaOliveira 0:11 on 23/11/2009 Permalink | Responder
    Tags: , , , Mudança, Poesia, , Viagem   

    Mudam-se os tempos… 

    Olá Amigos,

    Só um pequeno post para matar a saudades da escrita não-académica, pois também a ela fiquei a dever a minha atenção…

    Como sabem, já entreguei “o caixotinho” e felizmente tive dois dias sem ter de rever textos, autores, bibliografia, citações, formatações, glossários e afins. Como perfeccionista que sou, sinto que o meu trabalho poderia estar muito melhor e tinha uma vontade quase irrepreensível de continuar investigar e escrever ad eternum sobre o assunto. Na verdade, quase cedi à vontade de incluir novos elementos no texto no dia anterior à entrega e mandar o “32 mil” às urtigas! [falo de palavras, entenda-se] Felizmente o cansaço falou mais alto e quedei-me por ali, senão ainda agora estaria a “Obamar”…

    Mudaram-se os tempos, mudaram-se as vontades. Em dias, passei da angústia de ter de entregar a Dissertação para a angústia de ter uma Sexta-feira sem “nada” para fazer.  Em parcas horas, passei da angústia de “não ter nada para fazer” para a ansiedade de ter de preparar o próximo passo, antecipando aquele a que chamei “o momentum“. Curiosamente, de todos, o que mais me custou foi o vazio da Sexta-feira, LOL!

    Mas, falemos de mudança…

    Durante a última semana, numa viagem ao Porto, parei numa estação de serviço em Antuã e consegui que o telemóvel captasse a seguinte imagem que os meus olhos não quiseram deixar passar despercebida:

    Laranja. Verde. Vermelho.

    As cores das folhas que as árvores vestiam lembraram-me do tempo que passou sem me aperceber. Mais! Lembraram-me da incoincidência de estarmos no fim de Novembro e as árvores ainda vestirem o último grito da colecção de Outono. O próprio tempo perdeu a noção de tempo porque nós quisemos agarrá-lo com medo de o perder. Parece que não sou só eu que ando às avessas, o mundo também. Este ano está a ser um verdadeiro lufa-lufa de aventuras e emoções que muitas vezes nos faz esquecer a beleza das pequenas coisas que estão mesmo ali e em que insistimos em nem reparar… Quando olhamos, não só as coisas mudaram como mudou o próprio processo de mudar.

    Peço o verbo a Camões que melhor do que eu o soube dizer com a arte sonetista de outros tempos: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança; Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades”.

    … Não se muda já como soía. E por isso também eu me encontro “Em mudanças” há tanto tempo. Também eu tive de amareceler e perder algumas das minhas folhas, mas em breve voltarei à Primavera da vida com a força de uma nova etapa e com novas ideias a florescer.

    Até já 😉

     
    • adília oliveira 12:39 on 23/11/2009 Permalink | Responder

      Como eu sei do que falas!!!

      E na vida, estamos sempre em constantes mudanças.Eu , tal como

      citas Camões, acho que a nossa permanente mudança é sinal de que agarrámos a

      vida e a cada passo se segue outro e outro e outro….desejo sim é que o passo

      seguinte envergue « novas qualidades ».Para já tens um desafio que não te pode

      deixar vazios… E depois venha lá a Primavera!! 🙂 Beijinhos primaveris 😉

    • Mónia Torres 23:15 on 24/11/2009 Permalink | Responder

      Minha querida, nem imaginas o quão bom é poder ler-te…
      Estou orgulhosa de ti, pois conseguiste superar mais uma etapa da tua vida, com a tua tão característica força de vontade.
      És linda!!!
      Fico feliz por saber que posso compartilhar contigo todas as estações do ano!
      Venha daí essa tão esperada Primavera, recheada de novas aventuras, emoções fortes e vitórias, como tu mereces.

      Bjocas saudosas da tua baixinha 😉

    • NSilva 16:11 on 27/11/2009 Permalink | Responder

      Ai, esse vazio do “nada que fazer”, do day after… tens sempre a ti, aos outros para fazer um bocadinho mais… ou optas pelo “fazer nada”, o famosos dolce fare niente, que tanto custa a aprender.
      Fica o desafio: aprenderes um bocadinho (vá, só um bocadinho por dia, vá) de dolce fare niente… tem um sabor estranho, mas agradável acho.

      🙂

      Bjs e mais uma vez parabéns pel vitória!

    • Zorze 18:14 on 14/12/2009 Permalink | Responder

      Que saudade tinha, (tínhamos), das palavrinhas bem apuradas da menina dos caracóis. Sente-se uma alegria imensa, um ad eternum de quem sabe e gosta de escrever.
      “O caixotinho” de sapiência já lá vai… a angustia presente do vazio! A verdadeira lufa-lufa da aventura! Que cabeça pensante tu tens… “O momentum”…
      Será a continuação da tua ideia, o que transcrevo do outro grande poeta Português:

      Vive, dizes, no presente;
      Vive só no presente.

      Mas eu não quero o presente, quero a realidade;
      Quero as coisas que existem, não o tempo que as mede.

      O que é o presente?
      É uma coisa relativa ao passado e ao futuro.
      É uma coisa que existe em virtude de outras coisas existirem.
      Eu quero só a realidade, as coisas sem presente.

      Não quero incluir o tempo no meu esquema.
      Não quero pensar nas coisas como presentes; quero pensar nelas como coisas.
      Não quero separá-las de si-próprias, tratando-as por presentes.

      Eu nem por reais as devia tratar.
      Eu não as devia tratar por nada.

      Eu devia vê-las, apenas vê-las;
      Vê-las até não poder pensar nelas,
      Vê-las sem tempo, nem espaço,
      Ver podendo dispensar tudo menos o que se vê.
      É esta a ciência de ver, que não é nenhuma.

      Muitos parabéns pelo esforço despendido e continua com a tua vontade de investigar e escrever.
      É bom andar sempre em mudança, do que na dor…
      Zinhos

  • CarlaOliveira 1:38 on 09/04/2009 Permalink | Responder
    Tags: , , , , Viagem   

    Uns dias depois… 

    Têm sido inúmeras o número de janelas que têm piscado no meu telemóvel, messenger, gtalk  e facebook para saberem, afinal, como eu estou depois desta aventura em L.A. A minha resposta é tão-somente uma: não sei!

    Não me sinto mal e ainda não deprimi… A vida tem andado demasiado agitada e ocupada para poder ter tempo e espaço para pensar e sentir saudade, mas já é tempo de sentir falta de algumas coisas…

    A primeira noite foi a estranheza total. Abri os olhos e de repente senti-me como se tivesse sido raptada aliens e tivesse acordado num ambiente estranho. Ao segundo pestanejar claro que vi que havia ali algo de familiar… Talvez o facto de aquele ser o meu quarto de há mais de 10 anos!!! LOL. O dia passou num ápice e quando voltei a pôr a mão na consciência, afinal era a caixa das mudanças e eu estava a guiar para o emprego… Já era “o dia seguinte” e eu não tinha uma caixa automática!

    Podem ver que a dimensão de tempo ainda está um pouco conturbada visto que não consigo adormecer antes de raiar o sol, estou cansada durante o dia e desperto ao cair da noite.

    Tanto que tenho sentido, tanto que tinha para dizer.. Acho que ainda tenho “um pé na galera e o outro no fundo do mar”, como dizia o Jorge Palma sobre o nosso Portugal. E entre o limbo do que tenho vivido, deixo só uma história (in)significante: Ao chegar ao aeroporto, onde exigi que tomássemos um expresso, o empregado abeirou-se de nós e perguntou se sabíamos o horário do estabelecimento. Respondi que não. Olhei para o relógio (23h45) e perguntei: “é à meia-noite?” E ele respondeu: “Sim!” E eu de caminho: “Ah, então a boa notícia é que ainda temos mais um bocadinho”. E ri-me.

    Se estivesse na Califórnia, este meu comentário estava a habilitar-se a eu ter de gramar com o rapaz o resto da noite por me ter metido com ele a brincar e estar a demonstrar estar a gostar de estar ali. Em Portugal valeu-me um olhar indignado como se tivesse faltado ao respeito do moço. Não me senti bem-vinda naquele espaço, naquele momento. Mas se há conclusão que tiro desta viagem e desta aventura é que não é local, mas as pessoas que tornam as coisas importantes para nós. 

    Parece que ainda oiço a voz da Mafalda no carro comigo há uns meses: “isto é um exagero!” E depois, há umas semanas: “Isto é tão pequenino”… Nem mais! Acho que na minha cabeça se digladiam agora a vontade de ser insignificância no exagero ou afirmação na pequenez. Concluo que o Ser Humano, como em tudo, vai pelo que mais gosta. E gosta do mais seguro porque lhe é mais confortável. Acho que o GOSTAR implica então três processos: arriscar, adaptar e aproveitar. Arristar para ficar perante uma situação nova (insegura); adaptar porque esse é o processo de crescimento e de criação de novo “conforto” para nós; e aproveitar para grangear novas memórias que possamos recordar como boas.

    Gostamos do que nos dá conforto porque o nosso conforto é o reflexo do nosso bem-estar. E o nosso bem estar é a soma de todas as coisas que nos fazem felizes. E a felicidade é o fim último da nossa existência.

    E assim cheguei. Cheguei a um Portugal onde as autárquicas já começaram. Onde abriu um novo canal de televisão. Onde as revistas passaram a oferecer produtos de styling. Onde eu sorrio no elevador e me sorriem timidamente de volta e baixam logo os olhos comprometidos. Onde os tipos dos Volkswagen’s Golf pretos (ou os dos Seat’s Ibiza) se metem à socapa à nossa frente. Onde o carro vai a baixo quando estamos na A5 a ouvir música aos altos berros. Onde a portagem se paga. Onde encontro as caras que me compreendem. Onde estudo. Onde trabalho. Onde estão as pessoas que amo. Onde nasci. Onde estou. Onde vou ficar…

    … pelo menos por enquanto 😉

     
    • NSilva 12:25 on 09/04/2009 Permalink | Responder

      Das tuas dissertações sobre saudade: nada a dizer.

      Quanto aos fusos horários, sugiro uma bela noitada em branco, c direito a directa, só indo dormir mesmo na noite seguinte. O resultado vai ser um cansaço tal (e uns neurónios a menos) que vais adormecer bem nessa noite e depois, tlvz já entres no ritmo: sol/acordar; noite/dormir.

      Uma nota ao “por enquanto”: Significa “Hoje soube-me a pouco, hoje soube-me a pouco?” 😉

    • Zorze 11:45 on 10/04/2009 Permalink | Responder

      Tens de te manter acordada o dia todo até ocorrer o ocaso do sol. Como te manténs acordada o dia todo? Vinga-te “no café” que não bebeste nos USA. Lembra-te, andar a dormir ao volante é perigoso!!! Conduzir com mudanças manuais, é muito mais divertido, não é. Na minha opinião sim, para mais poupamos um pouquito o ambiente, mas só um pequeno pouquito.
      Quanto à história insignificante, fica: O empregado tinha de ir para algum lugar mais interessante (a noite numa discoteca, casa, ou mesmo estudar), sempre é mais divertido e estar a trabalhar para aquecer após hora do expediente não dá sustento quer á carteira quer à mente…sustento somente ao chefe.
      Quanto ao indivíduos que se põem a socapa à nossa frente…estão com uma Emergência… estão atrasados porque adormeceram ou tiveram as tarefas domesticas do dia à dia… esses jamais aprenderam, o cérebro já está formatado, já os Homens letrados criticam estás atitudes (Que raiva eles me dão, porra somos latinos… ). Mas só com o tempo é que muda. Dou o exemplo das passadeiras à quinze anos ninguém parava, actualmente uns 60% dos condutores respeita o Sr Pião ou o animal Zebra.
      Quanto às portagens… alguém têm de pagar a sua manutenção, existem alternativas quer estradas sem portagens, quer em transportes públicos (estes sim deviam ser mais eficientes). O estado não é mealheiro por conveniência…critico todos que fogem aos impostos e exigem mundos e fundos do estado. O estado tem uma função económica e social. Refiro-me às parecerias económicas que trazem riqueza para o pais (subsídios para novas empresas, Infra-estruturas colectivas, entre outras).
      Quanto às afirmações finais, só tu podereis sabes. Com tempo encontrarás a resposta.
      Gostei do parágrafo do “ser humano” não tem direitos de autor, pois não.
      Um grande zinho e boa Pascoa para ti e para aqueles que acabaram de ler o comentário.
      Eh, Eh

    • Carlita 14:16 on 10/04/2009 Permalink | Responder

      Welcome back!

      …e ainda não repus as horas de sono. Nunca pensei que fosse tão complicado!

      Escolheste as palavras certas: guiar com manuais é mais divertido porque tem mais emoção. Com automáticas é mais confortável, porque não cria adrenalina. Se me perguntas o que preferia.. acho que preferia poder escolher dependendo do momento, LOL.

      Quanto às portagens… era apenas uma constatação. Eu sei que pagamos impostos e muitos ptgueses dizem que esse valor devia cobrir essa manutenção, mas para isso era necessário que essas verbas não fossem canalizadas para outras áreas de intervenção, por vezes mais importantes.

      O facto de o senhor do café reagir assim não é por ser uma vítima de “exploração”. Aliás, se pensarmos pelo lado profissional, o que ele fez até nem foi mto correcto para com os clientes. Ele pode ser uma vitima da circunstância em que se encontra, isso sim, seja por querer discoteca ou ir estudar, mas isso não justifica a forma como reagiu. Isso justifica-se com a predisposição dele que não era nem positiva nem alegre. Já na Califórnia costuma ser (pela minha experiência).

      Lol, não, o p. do Ser Humano não tem direitos de autor 😛

      Boa Páscoa, então! Bjs***

    • Carlita 17:04 on 10/04/2009 Permalink | Responder

      Ah, e NSilva…

      Sim, nem mais… e pegando nas palavras do próprio SGodinho te digo:

      “e olha, não dá para contar mas sei que tu sabes daquilo que sabes que eu sei
      E com um brilhozinho nos olhos ficámos parados depois do que não te contei”…

      Bjs 😉

  • CarlaOliveira 3:24 on 08/04/2009 Permalink | Responder
    Tags: , , Viagem   

    Olá amigos, cheguei! 

    Não eram seis horas quando saí de casa. Quando voltei a olhar para o relógio já eram quase sete. Paniquei!!!

    Trânsito, rent-a-car, stress e eis que o cartão do pagamento não passou! Tive de fazer sorrisinhos ao moço do balcão para poder correr para o “shuttle” e ir para LAX. Mas o shuttle arrancou sem nós. Fomos no seguinte.

    Já passava das oito quando cheguei a LAX. Estava à pinha, filas em todo o lado e tivemos que embarcar no gate de emergência que andava ainda mais devagar do que o normal…

    Eram quase nove e eu e o Pedro corríamos que nem um desvairados pelo corredor para o “one-o-one”, quase deixando cair as calças que entretanto tinham ficado sem cinto do check in.

    Paniquei outra vez e desejei como nunca que a minha mala tivesse rodinhas e menos uns 5 kilos de peso.

    Já passava das nove quando finalmente entrámos no avião.

    Entre filmes, conversas, séries, música, refeições, wc, vira à equerda, vira para a direita, cruza as pernas, ajeita a mantinha, eis que chegámos a Londres.

    Não sei explicar a sensação de vir de uma Califórnia “GREAT” e solarenga onde todas as caras nos sorriem com um “Hi!” aberto e rasgado e entrar numa Londres sizuda e friorenta a transbordar de arrogância e a azul-de-tailleur…  “Glass of water?! (com accent americano) Oh, WA-TER, you meant?”. Enfim… À entrada do avião já só ouvíamos português e começámos a cair na realidade. Deixámos o “Thank you” para trás que deu lugar ao “Obrigada”.

    Aquele avião parecia o jardim-escola… uma série de alunos tinham ido algures com os seus “stôres”, um pai ralhava com os seus filhos “não faças isso! Anda cá!” e outros dois casais comentavam entre si a emoção de quase ter perdido o shuttle por causa de uma meia-de-leite, LOL. Eu e o Pedro olhávamos para o relógio a cada 5 minutos contando a decrescente…

    Eram 10 horas e o meu organismo ressentia-se. Não das horas há que não dormia, mas da ansiedade de chegar a Portugal. Eram dez e trinta e picos quando aterrámos. Já passava das 11 quando cheguei à rampa de saída.

    [ouvem-se aplausos e vêem-se braços a esbracejar]

    Carlaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, eahhhhhhhh, clap, clap, clap.

    Uma comitiva de recepção digna para receber uma estrela de Hollywood. Mas afinal era só eu, LOL. Não sei como é que a Comunicação Social perdeu isto!!! Até saltaram a vedação para um primeiro abraço e alguns tentavam furar a fila de “alunos” que entretanto tinha impedido o caminho. Ao chegar lá a baixo foi hora de “MOCHE À CARLAAAAAAAAAA”. Ahahahah

    Amigos, não tenho palavras!!! :’) Foi disto que eu senti falta. Um OBRIGADA do tamanho do mundo, não imaginam o quão importante foi para mim… Aliás, o quão importante são para mim. Obrigada!

    PS – Só para que conste, exigi um expresso antes de sair do aeroporto!

    Nota: Lamentamos mas este momento não teve registo fotográfico, por isso o melhor que posso fazer é deixar alguns tirados durante a viagem.. E termino com uma mensagem: Now it’s “time for bigger thinking“.

     
    • adilia oliveira 10:24 on 08/04/2009 Permalink | Responder

      Ás 22:32 o avião aterrou e a partir daí cada segundo parecia uma eternidade…..Estavam muitos Amigos á espera da« Carlinha». e todos ansiosos….Eis que ela aparece , sorridente e surpresa por tamanha recepção!!!!! 🙂

      Foi a loucura!!….E só tenho uma palavra a todos, OBRIGADA ,pelo carinho que têm pela minha filha 🙂 e por terem estado lá!

      Um grande beijo de gratidão…..

  • CarlaOliveira 1:16 on 06/04/2009 Permalink | Responder
    Tags: , , , , Viagem   

    Então até já!!! 

    Amigos, a ânsia atrpela-me os dedos e a verve… Neste momento, torna-se difícil escrever o que quer que seja, LOL. Não é momento para balanço, isso deixo para depois, mas sim para dizer… Aqui vou eeeeuu!!!

    Estou de saída do apartamento para fazer check out. Ainda temos de ir entregar o carro e só depois irei embarcar em LAX. Muitas horas de viagem me esperam, mas de uma coisa tenho a certeza, vou ter muitas saudades disto!!! Porque “as coisas vulgares que há na vida não deixam saudade, só as lembranças que doem ou fazem sorrir”. E esta foi uma aventura plena dessas lembranças… Ambas.

    Antes de desligar, deixem-me dizer-vos que só consegui concluir metade das coisas da check list… But really, who cares?! I’m flying back to Portugal 😉 Ah, mas ainda tive tempo de fazer um txim-txim com o Pedro e a bela da margarita (sou fã!):

    dsc003292

    Agora, a quem ainda não se deitou: mas o que estão a fazer acordados a esta hora?? Tenham uma boa noite 😉

    A quem acabou de chegar agora ao trabalho: Desejo-vos um dia fantástico. Dentro em breve encarrilarei convosco nessa rotina 😀

    A quem veio aqui por estar ansioso que eu chegue (sim, mãe, esta é para ti, LOL): Pronto, pronto, já falta pouco, por esta hora já devo estar a chegar a Heathrow… É só mais um bocainho.

    E por falar em Heathrow, neste momento deixo-vos com esta mensagem e um graaaande e ansioso “ATÉ JÁAAAAAAAAAA”.

    Beijossss

     
    • Zorze 5:40 on 06/04/2009 Permalink | Responder

      Happy memories never wear out…. relive them as often as you want.

    • asiram85 9:25 on 06/04/2009 Permalink | Responder

      Já devo ir tarde mas, de qualquer forma, BOA VIAGEM =)

      Para nós não vai ser “até já” buaaa :´( Mas conto ver-te em breve, fofuxa!!

      =)

    • adilia oliveira 11:39 on 06/04/2009 Permalink | Responder

      Já me faltam as palavras, o apetite,a vontade de fazer seja o que for……só quero que o tempo voe!

      São umas horas longas, mas, vai ser muito bom abraçar-te mais logo.

      E guarda especialmente as boas memórias!! AS menos ajudaram-te a aperfeiçoar o teu ser !

  • CarlaOliveira 19:29 on 04/04/2009 Permalink | Responder
    Tags: Conferência, , , , Viagem   

    Status da check list… 

    São agora 11 da manhã em L.A. e já actualizei uma pequena parte da check list.

    Como não me apetecia ir carregar o cartão da lavandaria, acabei por lavar a roupa em casa. Sabiam que cá não há o hábito de estender a roupa nem passar a ferro? Pois é, eis a razão porque não encontramos estendais da roupa nas varandas (usam máquinas de secar) e eis por que inventaram umas folhinhas suavizantes que não deixam que a roupa fique tão amarrotada. Senão, podem sempre escolher a roupa em chiffon, nilon ou polyester, que não precisa de ferro, LOL. Bem, a verdade é que a varanda cá de casa hoje virou “estendal improvisado”.

    Quanto à conferência de Saint Louis, parece que correu bem e que gostaram todos bastante. Sei que não tive oportunidade de vos dizer, mas fomos convidados para fazer parte deste painel da International Academy of Business Disciplines. O projecto apresentado foi sobre uma campanha de Public Affairs em Rosarito, aquela localidade no México que fomos visitar há umas semanas (cf. aqui). Claro que aproveitámos a “deixa” para explicar a visão europeia de Relações Públicas. Em breve tentarei colocar aqui a apresentação final para possam ver.

    Entretanto ainda tive tempo para começar a fazer a mala. Até agora corre tudo bem, mas quando fôr conferir o peso é que me vai dar um fanico… De repente esta casa ficou vazia. Primeiro, a partida da Mafalda, e agora, os produtos a chegar ao fim, os cabides solitários e as gavetas vazias não escondem o final deste capítulo em L.A.

    Agora tenho de ir cumprir o resto da Check List, senão fica tudo por fazer. Até já!!!!

     
    • Telma 10:02 on 05/04/2009 Permalink | Responder

      Boa viagem de regresso 😉

    • adilia oliveira 18:21 on 05/04/2009 Permalink | Responder

      Parabéns pela conferência , imagino como terá corrido…Bem ! 🙂

      E a mala se estiver pesada…vende qualquer coisa!!! 😉

      Tem muita calma e uma viagem tranquila .

      BEijito

    • Zorze 21:56 on 05/04/2009 Permalink | Responder

      Fica com uma musiquinha. Espero que gostes, gostem

      Espero que a viagem passe rapido.
      Zinhos

  • CarlaOliveira 7:06 on 04/04/2009 Permalink | Responder
    Tags: Desejos, , , , , Viagem   

    Que fale agora ou… 

    Eis que me aproximo das últimas páginas deste capítulo, mas ainda tenho ainda uns cartuxos para usar (sim, este é um capítulo novelesco!). E como o tempo escasseia – e agora que é a descer, vai passar a correr –  nada melhor do que fazer o planeamento daquilo que ainda falta fazer.

    Tomei a liberdade de partilhar convosco algumas das tarefas que ainda quero e tenho de fazer. Algumas, como poderão ver, foram encomendadas, outras são mesmo indispensáveis (ai, tenho mesmo de ir pagar o aluguer do quArto carro alugado!!!). Quanto às outras…

    … bem, vocês sabem que eu até sou uma tipa simpática, então deixei-vos uns “slots” disponíveis para me pedirem os vossos últimos desejos. (Ahaha, repararam que só postei isto no fim-de-semana que é quando quase ninguém vem ao blog?! Muahaahhah, simpática, mas pouco!). Prometo fazer o meu melhor =)

    so_eu_para_perder_tempo_com_isto2

     
    • Nuno 10:58 on 04/04/2009 Permalink | Responder

      Ganhaste juízo??? Tenho dúvidas, mas se for verdade traz uma embalagem para mim! 😀

      Não te esqueças de tirar uma foto com o Homer Simpson 😉

      Ah.. e também podes trazer um esquilo…. 🙂

      Já agora… um Obama Bounce Head 😀
      http://www.yourminis.com/minis/yourminis/widgia/mini:barack

      Se eu me lembrar de mais, posto aqui…

      • Carlita 6:03 on 05/04/2009 Permalink | Responder

        Bahhh, já fui a Hollywood e o Homer hoje não estava lá… Ainda fui à loja de donuts mais próxima, mas também não o encontrei… Bolas! Ainda vou tentar amanhã 😉

        Opah, e não podias ter escolhido um Obama mais simples?!?!? Tipo em miniatura ou numa t-shirt?! É que com tanta procura quem já tem a cabeça à roda sou eu!!!!

        Ah, e não vendem passaportes para esquilos! Muahahhah

    • adilia oliveira 19:15 on 04/04/2009 Permalink | Responder

      AhhAHH….Vê lá mas é se te despachas!!!!! Tens uma lata……

      Eu.. já nem sei o que dizer , só te quero cá. 🙂

      Beijinhos , muitos beijinhos 🙂

      • Carlita 5:58 on 05/04/2009 Permalink | Responder

        Ufff, ufff, são só mais umas horas!!! E, mãe, não precisas mesmo de dizer, sei-o bem… 😉

        Beijinhosss

    • Zorze 22:06 on 04/04/2009 Permalink | Responder

      E que tal confirmar/comprar a passagem de avião.
      Se tens um MP3, leva na mala de mão. Se não compra. Sempre dá para ler e ouvir umas musicas durante a viagem.
      A cabeça…. OK …. EHH
      Zinhos cá te esperamos
      EHHH

      • Carlita 5:57 on 05/04/2009 Permalink | Responder

        A viagem já está comprada e confirmada 😉 Por muito que tenha gostado de L.A., o meu lugar agora será em Portugal por uns tempos, ehheh. Quanto ao MP3, levo-o sim senhor, mas conto com os 40 Gb de filmes, séries música.. que a British Airways disponibiliza em exclusivo para cada viajante!!! Só falha mesmo na alimentação e no espaço, mas não se pode ter tudo. Pelo menos entretida nem me lembro da falta de espaço e da fome. ( Será essa a estratégia ?! ).
        Beijo, aí vos espero!

    • Zorze 22:11 on 04/04/2009 Permalink | Responder

      juizo, esquece… está bem assim, conforme a situação é como na culinaria, q.b desse ingrediente
      Zinho .

  • CarlaOliveira 19:12 on 28/03/2009 Permalink | Responder
    Tags: , , Viagem   

    Bye Bye Mafuca!!! 

    Ao fim de sete semanas de convivência e aventuras, eis que chegou o dia de a Mafalda encerrar este capítulo da sua vida. Foi um verdadeiro stress enfrentar o trânsito sem sermos atropeladas… pelo relógio. Ahahh.

    Acabámos por conseguir chegar a tempo ao aeroporto e passar no check do peso das malas sem problemas =) E pronto, as despedidas custam sempre horrores, mas com a Mafalda foi repleta de sorrisos… e uma grande dose de ansiedade.

    Boa viagem, Mafalda!!! Não imaginas o quanto vou sentir a tua falta aqui…  

    Vemo-nos em Portugal 😉

    dsc003321

    dsc003271 

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    dsc00339

     
    • Telma 21:59 on 29/03/2009 Permalink | Responder

      Boa viagem Mafalda!

    • adilia oliveira 22:32 on 29/03/2009 Permalink | Responder

      Já sei que a Mafalda chegou bem . BEijinhos para ela.

      E agora…são os dias que se seguem…Sempre de olho na novidade; mas por vezes ela está ao nosso lado! …Ora observa !!!!! 🙂

      Diverte-te qb . jinhos

    • mafalda 14:56 on 31/03/2009 Permalink | Responder

      obrigada Carlinha…voltar é estranho..o nosso País é tão pequenino, as ruas são muito pequenas….mas é bom regressar…(fica entre nós…já estou a planear muitas outras viagens!!!ahahaha)…pegou o bichinho…beijos e aproveitem

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