Um capítulo por aí

Sei que vos devo um post. E mesmo que não soubesse, muitas pessoas se têm encarregado de me perguntar pelo feedback das minhas férias. Pois bem, amigos, é chegada a hora de revelar.

Na “tal” semana em que a coincidência galáctica nos brindou com três feriados duma enfiada, eis que resolvi aproveitar para ir de férias. E como não havia tempo a perder, fui embora logo no Sábado, seis. Dia em que, se muitos se lembram, fazia anos. Não esperei pelo bolo, não esperei sequer pela hora em que “fiz” efectivamente anos. Fiz a mala, carreguei no “Pause” da vida e fiz-me à estrada. Aliás, fiz-me aos céus!

Parti. E num golpe de egoísmo desmesurado desejei que continuasse assim: eu, sozinha, comigo… como se sozinha o tempo parasse e a vida ficasse verdadeiramente em Stand by sem culpas nem ressentimentos.

Não levei o computador e durante todo o tempo consegui ir uma só vez à Internet. Findo pouco tempo as baterias das máquinas acabaram-se e as dos telemóveis idem idem aspas aspas como que num gesto solidário.

Escrevi-vos no meu caderno mas ainda não tive oportunidade de digitalizar para pôr aqui. Ficará para uma próxima… Por agora, queria apenas dizer-vos que foi bom, fantástico, genial… e íntimo. Demasiado íntimo e introspectivo para que eu deseje publicá-lo à desgarrada. Demasiado pessoal e reflexivo para que não me custe falar disso.

As coisas especiais são-no porque respeitamos a sua aura, como dizia o Water Benjamin que tantos anos me atormentou na faculdade… Mas a verdade é que ele tinha razão. A “reprodutibilidade técnica” pode dotar até as coisas mais valiosas à indiferença. E as coisas valiosas são para guardar em copas, como no exército do país das Maravilhas.

Mas como a Alice, também eu encontrei o meu coelho branco e lá tive de regressar para o mundo onde, como ele, andamos sempre atrasados. E é por isso que é tão bom parar de vez em quando. Não só para viver as “Maravilhas”, mas também pelo prazer de nos voltarmos a encontrar. 

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