If not now, when?

Partilharam-me um artigo que em muitos parágrafos e justificado por inúmeros estudos científicos diz que a escrita auto-expressiva tem efeitos terapêuticos. Continuo a achar interessante como andamos em voltas rectas na mesma esfera. O ciclo da vida. A força das evidências e a sede do ego que procura uma justificação científica para tudo.

Foi este grito do Ipiranga que me trouxe de volta. Ultimamente tenho sentido uma vontade insaciável de escrever. Habitualmente colmato essa vontade com a escrita em surdina, falando para mim como se escrevesse na realidade. Resulta imenso e acontece naturalmente desde que me conheço. Uma vez cheguei a pensar se seria possível um sistema automático de escrita do meu ditado tácito com um daqueles sistemas super avançados que funcionam através dos ossos. Também para isso deverá haver uma solução científica.
Hoje rendi-me e voltei. O insaciável tornou-se inadiável. Estou aqui e neste momento quero aqui ficar, quero aqui voltar. E não necessariamente para quem me lê, mas essencialmente para mim, de forma não egoísta nem exclusiva e, por esse motivo, sugestionada.
Respondi ao artigo partilhando a minha intenção de comprar um diário para a Lúcia, para quando ela tiver de idade de se expressar pela escrita. Até lá ainda faltam uns anos. E que ela nasça primeiro. Mas como dizia no diário que me ofereceram e que deu origem à partilha deste artigo: If not now, when?
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