É bom skipar-se.

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A Pesquisar…

E enquanto a barrinha de progresso sobe, a nossa barrinha da paciência desce…

Numa Era em que o TEMPO é um dos bens alegadamente mais preciosos e escassos, o “Skip” pode ser, de facto, a nossa bóia de salvação antes que a impaciência nos faça fechar uma página. Entrar num site onde tenho um vídeo pesadíssimo com autorun e onde não encontro a opção “Skip” de forma acessível é definitivamente um site que ganha uma inimiga.

Outra situação altamente desagradável é quando temos de gramar com o vídeo de apresentação que não pedimos a ninguém para assistir e confrontarmo-nos numa situação “Onde está o Skip?” num regresso ao tempo dos livros do boneco da camisola às riscas da nossa infância… Amigos web-designers e programadores, esses são tempos idos… Se nos fazem perder tempo à procura do envergonhado botão “Skip”, estarão a desafiar o nível de paciência do vosso visitante mesmo antes de ele entrar no vosso site…

Outra! – Quantas vezes não nos aconteceu acedermos a um site mais do que uma vez por dia, ou até várias vezes na mesma semana, por interesse ou por necessidade? Várias. E quantas dessas vezes o raio do filme começou a correr sem ninguém lhe ter dado autorização (muitas vezes com sons denunciadores que nos poderão comprometer caso tenhamos deixado as colunas ligadas…)? Ah, pois é! E se eu sou uma visitante habitual, queridos, eu não vou querer ver a vossa apresentação ad eternum até à exaustão. Muito menos em loop.

Por isso vos digo [mostro] que – muitas vezes – uma limpeza dos vídeos e apresentações à força seria uma lufada de ar fresco na nossa navegação online. Vídeos, sim. Apresentações dinâmicas, sim. Mas numa Era em que é o consumidor que detém o poder, obrigarem-no a ver algo à força é contraproducente. Darem-lhe liberdade e poder de decisão é ganharem a sua aproximação e confiança.

Ás vezes, é mesmo bom skipar-se!

PS – E isto é válido também para os anúncios que agora os nossos amigos publicitários resolveram colar como prefixo dos vídeos do Youtube e afins. Sinceramente, odeio-os e na maioria das vezes vou procurar outra versão do mesmo vídeo com menos visualizações onde não haja os infames “pre-ads”. E resulta! Vá lá, Skipem os vídeos metidos à força que a malta não gosta… E já agora, se querem sites com música, lembrem-se que a maioria dos acessos ocorre durante o horário laboral dos utilizadores e talvez seja boa ideia colocarem a opção “OFF” do som bem visível…

Ah, e se não gostaram deste post, têm bom remédio:

SKIP.

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