E tu, arriscavas?

Se por acaso do destino as tuas férias marcadas a dois ficassem sem efeito para a tua companhia, ias na mesma? Sozinha?!

Não querendo parecer preconceituosa, o factor “género” aqui tem um certo peso. Pelo menos para mim teve… Se para um homem ir de férias sozinho pode parecer uma decisão fácil e até algo comum, para uma mulher a  falta de companhia pode revelar-se um grande entrave mental… Falta um sentimento de segurança, de apoio e de confiança nem sempre fácil de superar. É um desafio.

Sim. É isso mesmo, estou prestes a abrir um novo capítulo na minha vida, desta vez na ilha de Corfu, na Grécia. A viagem estava marcada, os dias estavam tirados, as expectativas estavam lá em cima e a vontade de me superar falou mais alto. Quais medos? Quais inseguranças? Qual zona de conforto? Parar é morrer e abdicar seria dar força ao fracasso da vontade, perpetuar o conformismo e fechar-me com os meus fantasmas interiores.

Não! O caminho é em frente e estas vão ser as minhas primeiras férias sozinha. Sete dias para conquistar uma ilha, apanhar sol, passear, tirar umas fotos, dar uns mergulhos, conhecer pessoas e experimentar coisas novas, novos mundos, nova cultura. Aos medos, vou guardá-los na mesma caixinha do juízo e da razão pois sei que serão bons conselheiros para tomar boas decisões. Confio em mim e no meu discernimento, na minha capacidade de avaliar o correcto e o inconsequente e reconhecer os riscos e os perigos. Por essa razão sei que tudo vai correr bem e conto voltar uma mulher mais forte e confiante. Menos medrosa, diria! E quando isso acontecer vou olhar para este post e ver que os medos e inseguranças não passavam de argumentos infundados que insistiam em se acomodar na zona de conforto da minha cabeça. E vou orgulhar-me de ter arriscado.

A todos os que me apoiaram e deram força à minha decisão, o meu obrigada. Aos restantes, espero poder provar que arriscar é superar-nos e que vencer só é possível quando arriscamos.

Vou partir na Terça feira à noite. Wish me luck!!!

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