O Antes, o Agora e o Depois…

Caetano Veloso. Este é provavelmente o nome ou a associação que paira neste momento nas vossas cabeças acompanhada por uma memória acústica melodiosa…

É assim que vos recebo. Bem vindos ao novo rosto do vosso blogue de sempre. Um rosto que une o “tema” do que foi antes com a “imagem” que cá estava agora. Assim iremos seguir para as próximas etapas (pelo menos até que me volte a apetecer mudar! LOL).

Antes de mais, a grande notícia: Habemus Magistra!!! Após duras provas e batalhas, noites a fio a ler, madrugadas ao computador, dias inteiros de clausura académica, viagens, livros, fotocópias, sublinhados, citações, paginação, impressões, autores, confrontos, ideias e relatórios… Ufff, eis que a maratona chega ao fim com um gratificante sabor a vitória.

Também a vós o devo, afinal tanta privação haveria de ter algum retorno. Por isso reitero publicamente os agradecimentos que prestei no “caixotinho” agradecendo a todos os que me apoiararam ao longo deste processo, a todos os que souberam compreender a minha ausência e que me deram a mão apesar do meu humor, da impaciência, das inseguranças, dos medos, stresses e dúvidas existenciais. Uma palavra especial para os que me ajudaram na revisão quando a saturação e a falta de discernimento me haviam dominado por completo. Sim, foi possível! Obrigada.

Agora?! Bem, agora estamos todos dominados pelo espírito natalício e pelo sururu das prendas, dos jantares de Natal, dos objectivos anuais e dos relatórios finais. É uma fase atribulada que, como sempre, passará em menos de um ápice e quando dermos por nós, estaremos a brindar a 2010.

É altura de balanço, mas antes de nos perdermos em retrospecções, gostaria de deixar dois ou três desejos para todos nós nesta fase:

1) Activem o modo “slow motion” individual. Por muito que queiram contrariar o tempo e andar a correr de um lado para o outro para fazer valer cada minuto, ele não vai passar mais devagar nem esperará por ninguém. O tempo tem o sabor que lhe atribuirmos e acredito que se nos mentalizarmos de que ele não nos irá atropelar, que somos nós que mandamos nele e não ele em nós, conseguiremos tomar decisões com mais calma e saboreá-las melhor.

2) Despertem o lado forreta que há em vós. Não se dêem a consumismos desmesurados ou a exageros, seja na compra das prendas ou na alimentação. Há soluções brilhantes e cheias de significado que se podem fazer com poucos recursos e muita criatividade. Nunca é demais relembrar que o valor não está nas coisas, mas nas pessoas e nas atitudes… e isso não se mede nem num dia, nem num objecto.

3) (Mas) Deixem-se levar pelo espírito. Esquecendo ideologias, credos, hábitos ou convicções, não vale a pena continuar a renunciar ao espírito e aos valores que se vivem nesta quadra e nos quais acreditamos. Bem sei que estão recheados de hipocrisia e de boas intenções efémeras e instantâneas, mas acho que se continuarmos sempre a focar-nos nos aspectos negativos, estaremos apenas a torná-los mais fortes e a perpetuá-los…

É tudo uma questão de ponto de vista: acalmar a tirania do tempo, ceder à tentação do consumo e tolerar as diferenças de postura e opinião.

Até breve!

Anúncios