Mudam-se os tempos…

Olá Amigos,

Só um pequeno post para matar a saudades da escrita não-académica, pois também a ela fiquei a dever a minha atenção…

Como sabem, já entreguei “o caixotinho” e felizmente tive dois dias sem ter de rever textos, autores, bibliografia, citações, formatações, glossários e afins. Como perfeccionista que sou, sinto que o meu trabalho poderia estar muito melhor e tinha uma vontade quase irrepreensível de continuar investigar e escrever ad eternum sobre o assunto. Na verdade, quase cedi à vontade de incluir novos elementos no texto no dia anterior à entrega e mandar o “32 mil” às urtigas! [falo de palavras, entenda-se] Felizmente o cansaço falou mais alto e quedei-me por ali, senão ainda agora estaria a “Obamar”…

Mudaram-se os tempos, mudaram-se as vontades. Em dias, passei da angústia de ter de entregar a Dissertação para a angústia de ter uma Sexta-feira sem “nada” para fazer.  Em parcas horas, passei da angústia de “não ter nada para fazer” para a ansiedade de ter de preparar o próximo passo, antecipando aquele a que chamei “o momentum“. Curiosamente, de todos, o que mais me custou foi o vazio da Sexta-feira, LOL!

Mas, falemos de mudança…

Durante a última semana, numa viagem ao Porto, parei numa estação de serviço em Antuã e consegui que o telemóvel captasse a seguinte imagem que os meus olhos não quiseram deixar passar despercebida:

Laranja. Verde. Vermelho.

As cores das folhas que as árvores vestiam lembraram-me do tempo que passou sem me aperceber. Mais! Lembraram-me da incoincidência de estarmos no fim de Novembro e as árvores ainda vestirem o último grito da colecção de Outono. O próprio tempo perdeu a noção de tempo porque nós quisemos agarrá-lo com medo de o perder. Parece que não sou só eu que ando às avessas, o mundo também. Este ano está a ser um verdadeiro lufa-lufa de aventuras e emoções que muitas vezes nos faz esquecer a beleza das pequenas coisas que estão mesmo ali e em que insistimos em nem reparar… Quando olhamos, não só as coisas mudaram como mudou o próprio processo de mudar.

Peço o verbo a Camões que melhor do que eu o soube dizer com a arte sonetista de outros tempos: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança; Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades”.

… Não se muda já como soía. E por isso também eu me encontro “Em mudanças” há tanto tempo. Também eu tive de amareceler e perder algumas das minhas folhas, mas em breve voltarei à Primavera da vida com a força de uma nova etapa e com novas ideias a florescer.

Até já 😉

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