A pomba e a gaivota

A pomba e a gaivota. Por terra e por mar, a voar. Eis como duas aves se tornaram musas de escritores e poetas como símbolos da dor, da distância, da vontade, do amor. Ou da falta dele. Aliás, ou da perda dele…

Podia dissertar. Podia interpretar, mas assim como escritores e poetas se fizeram valer da pomba e da gaivota à solta no céu para exprimir a dor, também eu me faço valer do universo simbólico que estas significam para não as confinar a uma reles interpretação.

As interpretações que vos proponho não confinam sentidos, mas estimulam-nos pela música. Duas versões incontornáveis que me despertaram pela fantástica coincidência de sentido. Uma, impossível passar ao lado: recém-editado álbum Amália Hoje, a versão da Gaivota de Amália pelos The Gift. A outra, impossível de esquecer: Em Hable com Ella de Almodôvar, a Paloma, na voz do inconfundível Caetano Veloso.

“Nesse céu onde o olhar / é uma asa que não voa /esmorece e cai no mar”

http://www.youtube.com/watch?v=BgQeJ6BqRLI

“No llores / Las piedras jamás / Que van a saber / … / De amores”” 

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