Mais um carro de aluguer…

Ainda não vos contei que tivemos de mudar de carro mais uma vez. Sim, contaram bem, já é a QUARTA vez que trocamos de carro desde que o alugámos há 7 semanas atrás. Porquê?! Bem, cá vai…

Desta vez o problema foi um furo no pneu. A ironia do destino é que nada disto teria acontecido se a nossa querida Sarah – o GPS – não se tivesse “enganado”…

Estava eu e a Mafalda a caminho de casa quando decidimos parar para fazer umas compras no supermercado. Pusemos a morada e lá fomos nós. Quando lá chegámos, percebemos que o GPS tinha um registo incorrecto. Na verdade, não tínhamos chegado ao nosso Supermercado, mas a uma farmácia (que aqui na américa parecem um supermercado, é verdade, mas que vendem drogarias e medicamentos NSRM). Lá mudámos para a morada correcta e fizemos nova viagem rumo ao destino desejado. Quando lá chegámos eis que “pfffffffffffffffffffffffffffffffffffffff”. Furo no pneu.

Determinadas e enfrentar as ferramentas e armadas em mecânicas*, lá saímos do carro, fomos à bagageira. Roda porca, solta parafuso, tira encaixe e já de macaco em punho, gira, gira, gira e lá empoleirámos o carro em três rodas… Estava escuro e o parque de estacionamento de repente tinha ganho um ar assustador e desabitado. Quero dizer, desabitado se não contarmos com os seguranças que se tinham encostado a olhar e um jovem transeunte que passava.

Era baixo, moreno, magro e coleccionava tatuagens e cicatrizes na cabeça rapada. Na testa, exibia a sua grande nódoa negra, fruto de um Mercedes Benz que tinha espatifado na semana anterior. Culpa do outro que não parara no semáforo. Na boca tinha um cigarro de enrolar que tresandava. Mas foi exactamente este rapaz que interrompeu o seu caminho para ir ter com a “finacee” e nos veio ajudar… Em menos de 10 minutos tínhamos o pneu mudado (com a ajuda dos seguranças que entretanto resolveram aproximar-se com uma lanterna para iluminar e cenário).

Como diz a minha mãe, “as iludências aparudem”. E como diz a minha mãe também, “eu tenho uma estrelinha”. E é mesmo verdade!!!

Nos “finalmentes”, agradecemos ao moço que seguiu o seu caminho dizendo que se fosse a sua irmã ou a sua noiva na nossa situação, gostava que tivessem tido a mesma atitude com elas. Eu e a Mafalda olhámos uma para a outra pensando: “desta já nos safámos” seguido de um “ainda bem que fizémos seguro“.

Ah, mas porquê a “ironia do destino”?? É que hoje, por acaso, parámos naquela mesma Farmácia que o GPS nos tinha indicado primeiro e não é que também vende mercearias, pão e bebidas como um supermercado normal???!!! Rsrsrsr…

Moral da história deixo-a para vocês.

* PS – Afinal já não era a primeira vez que tal me acontecia… lembram-se do meu regresso de Milão?! Grande recepção que o meu “boguinhas” me fez…
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