Já vos contei que…

… tivemos de trocar de carro umas semanas depois de o termos alugado? Pois bem, depois de um Chevrolet Cobalt branquinho como um frigorífico, eis que agora temos um Dodge Caliber. É muito giro, comporta-se bem em estrada e é fácil de manobrar, mas acho-o muito instável em velocidade  e é uma treta no arranque. Demora muito tempo a responder e a reacção nas reduções é péssima… já para não falar que consome muito mais que o Chevrolet…  O habitáculo, no entanto, é muito espaçoso e confortável, tem muitos espaços de arrumação, é compacto e não tem ruídos em andamento. Só não gosto dos encostos de cabeça porque são rijos e não têm aquele ar de quem apoia a cervical em caso de acidente. 😛

Agora uma pequena nota sobre os carros na América.

Se têm acompanhado esta aventura, saberão que as “grandes máquinas” são uma norma em L.A. Não só em termos de marca, como também de tamanho. Algumas conhecemo-las bem da Europa, outras têm aqui outra denominação, como por exemplo a Honda que aqui é Acura, e outras ainda não conhecia de todo, como por exemplo os “squary” Scion (segmento jovem da Toyota) e alguns modelos (alguns muito giros, mesmo no segmento dos citadinos e utilitários) que não são comercializados em Portugal [o que achei particularmente estranho (!)]. As limousines são comuns e, norma geral, o tamanho médio do chassis é substancialmente maior do que o conhecemos. Vêem-se muitos SUVs e Jeeps, bem como muitos carros desportivos, como descapotáveis. As cores são sóbrias no tamanho normal e estravagantes nos modelos desportivos. Uma realidade nada estranha, nada inesperada, como podem perceber.

Agora umas pequenas notas sobre a condução na Califórnia

Eu não gosto muito de carros automáticos, mas não são frequentes os carros com caixa manual para aluguer. No fundo até admito que dê mais jeito porque, como passamos tantas horas no trânsito, a caixa automática e o cruise control até acabam por fazer uma positiva diferença.

Basicamente só gosto de conduzir na Califórnia em duas situações: com um bom GPS ou em passeio. O GPS porque com uma cidade tão grande e com tantas ruas é impossível uma pessoa recém-chegada aborver tantas referências para se poder orientar. Em passeio tudo parece mais encantador porque vamos sem stress ao sabor da nossa vontade, apreciando as ruas e as paisagens…

Pequenos pormenores que gostei de ver, no que diz respeito ao ordenamento de tráfego, foram:

– Sinais de trânsito para controlar a entrada dos automóveis na auto-estrada (só deixam entrar um a um em hora de ponta) para não “empanturrar” as vias;
– Painéis electrónicos com o tempo estimado de chegada aos principais destinos;
– Podermos virar à direita mesmo quando o sinal está vermelho (isto porque como aqui as ruas são todas perpendiculares, os que viram à direita não interferem com os sinais que estão abertos);
– Os carpolls – que são vias onde só podem andar carros com mais de 2 pessoas e que não irão sair nas saídas seguintes. Nestas vias (a faixa da esquerda das autoestradas onde podemos ir mais depressa);
– Os carros são uma forma de afirmação: até aí estamos todos de acordo. Agora, o que não costumamos ver com tanta frequência por terras lusas são autocolantes e matrículas personalizadas. As matrículas dizem nomes como “Big Boss” ou “Ms Megy” e têm craveiras cravejadas ou cristais swarovsky (!) e as pinturas são frequentemente adornadas com autocolantes como os do Obama com mensagens de “Hope”.
– Gosto ainda da personalização das matrículas a cada estado dos E.U.A. Até agora a objectiva só conseguiu captar quatro (e mal!): California, Nevada, Texas e Arizona…
– Entre outros pormenores de que não me lembro agora, mas que fazem de L.A. uma cidade muito excitante para se conduzir e onde ainda só vi um único acidente. Deve ser por haver muito espaço…

Aqui têm um pequeno overview. Até breve!

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