Um dia cheio

Daddy’s Birthday
O meu pai fez anos hoje. Foi um bocadinho estranho ter enviado os Parabéns daqui no dia “anterior”… afinal era noite de Terça-feira em LA quando já amanhecia para a efeméride em Portugal. Parabéns, pai!!! Espero que este dia tenha sido tão fantástico como se eu estivesse aí para “tchin-tchar” contigo aos fabulásticos anos de vida que fazem de ti a pessoa tão admirável que és para mim.
 
Bank trip
E assim começou o meu dia que adjectivo como “pleno de emoções”. De manhã fizemos uma visita ao banco onde queríamos abrir uma conta. Foi-nos recusado termos um cartão por tão pouco tempo e por tão “pouco” dinheiro, mas divertido mesmo foi terem-nos perguntado se havia bancos em Portugal e se tínhamos uma conta para movimentar, LOL. Valeu-nos uma bela gargalhada sobrancedeira de ironia, meia volta e um “see you, then!”.
Havemos de arranjar outra solução para este país onde não aceitam notas de 100 dólares, nos pedem “mais pequeno” quando damos 20 dólares e onde as moedas são meros adereços que não servem para absolutamente nada senão encher a carteira.
 
Entrevista I
Depois tivémos uma entrevista numa empresa de entertainment. Mais uma vez, apresentaram-nos um “ready-made project”, como se fosse um internship.exe a que só basta fazer RUN. Está tudo bastante organizado: primeiro trabalharíamos em produção, depois em desenvolvimento e research, depois outras funções em equipa e assim por diante. Foram muito símpáticos e tivemos a entrevista em conjunto. Na verdade, a área online parece ainda não estar a ser desenvolvida internamente nas empresas, mas ser mais um tipo de outsourcing que se encomenda a empresas especializadas. A rapariga que nos entrevistou tinha menos de 30 anos e uma fluência verbal invejável. Gostei, mas ainda não foi desta que decidimos!
 
Lunch “bleak”
O almoço foi num género de restaurante chinês onde se comem meias doses que dão para um regimento inteiro de pessoas. Ah, e esqueçam os 250ml ou 33cl de bebida. Aqui é tudo Extra Large e, sim, eles perguntam sempre se não queremos comprar um tamanho acima (tal como era descrito no Super-size-me) e, pelo que percebi, a taxa de “sins” de resposta é considerável… Só não entendo é porque é que os americanos não pedem logo o XL à partida. Enfim… Ahh, esperem, ainda sobre o restaurante, eles aqui não usam “pauzinhos” para comer comida chinesa, comem os crepes à mão (que molham directamente no molho) e só com um garfo. Quando lhes pedimos uma knife fizeram um ar estranhíssimo ao que o Pedro comentou: “At least it was in an exquisite way”. E eu pensei, tão chique ir a um comer ao chinês e depois pedir uma faca!!!
 
Coffee Spot
O next stop foi o The Coffee Beans, uma rede muito comum por aqui onde até se bebe bom café e se encontram copos menores que 500ml de café, LOL. Só falta mesmo serem servidos em chávenas de loiça e não de plástico ou papel, mas não se pode ter tudo, é bem bom até! Ah, e para o Hugo, que me pediu para monitorizar ideias de mercado, vendem lá cartões de oferta que se abastecem com X dólares e oferecem de presente. Sâo válidos em todos os cafés da rede e são muito fashion! Vêm com um cartão de dedicatórias e tudo. Depois a pressoa só tem de “pagar” a sua despesa com o plafond do cartão de oferta. Giro, hein?! Ah, e têm também uma espécie de cartões que se põem em torno do copo para pegar nos copos sem queimar as mãos em bebidas quentes… Coisas que não tinha visto ainda em terras lusas,..
Mas vamos a coisas mais interessantes! Durante a tarde andámos a passear pela cidade em busca de lojas de telemóveis, rent-a-cars e afins enquanto não íamos à próxima entrevista e eis senão quando…
 
The Nightmare Interview
Ahah, que episódio de entrevista! Quem nos atendeu foi uma americana daquelas loiras assertivas com uma falsa modéstia de cultura geral e óculos pendurados na ponta do nariz rezingão. Ar sobranceiro, postura dengosa, mas um curriculo de PR de mais de 25 anos de experiência. Foi a primeira agência exclusivamente de PR a que fomos. Trabalham a área de entertainment, muito celebrity endorsment e product placement e outros nomes que tais em inglês para dar estilo e parecer importante. Vivem e regozijam-se na film industry que enche a barriga dos profissionais que trabalham em LA. Não vou entrar em pormenores, mas deixo-vos as highlights que valem a pena:
– Portugal não é um país, mas uma coisa amálgama qualquer ao pé de Espanha certainly important para enviar interns para lá;
– “Quantos milhões de pessoas vivem em Lisboa?”
– “Fizemos o dia” da nossa entrevistadora por termos um accent diferente do americano. A minha maneira de dizer “aviation” deve ter sido tão estranha que tive de repetir umas 3 vezes até ser entendida;
– A Internet não é o futuro;
– Do you know YYYYY” ? No?! So what do you know?! Soccer! Oh, so do you understand if I say say David Beckam?
– Se já têm um trabalho em Portugal, então o que vieram para aqui fazer?!
– And so on…
 
Fora de brincadeiras, a senhora foi muito dura na sua postura mas também muito interessada no nosso historial. Perguntou-nos tudo sobre onde já trabalhámos, o que fizémos, as nossas tarefas, clientes, tudo. À parte do olhar sobranceiro, demonstrou um grande interesse. Acho que lhe serviu bem de perquisa de mercado e nós os três não deixámos Portugal ficar mal no mapa. O nosso Pedrocas ajudou imenso com a sua destreza verbal e trunfos de manga e eu tentei manter os galões com os parcos 23 anitos para já estar em LA num master. A Mafalda impressionou com a descrição do que é trabalhar com políticos num City Hall. No final de contas, o dia de hoje deve ter sido enriquecedor.
 
Bem, hoje fartei-me de divagar, mas tinha de responder às vossas solicitações. Obrigada por estarem desse lado!
 
Kissess
 
 
 
PS – Ahh, ontem ainda fomos conhecer o gym. Parece que workout-de-meia-noite é mais coisa de homens, mas nada que uma boa dose de descontracção não elimine em menos de 5 Km de passadeira, lol. O jacuzzi fica para outro dia!
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