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  • CarlaOliveira 21:25 em 12/02/2012 Permalink | Responder  

    Não estou capaz. 

    Desta vez, não.

    Se perguntarem por mim, simplesmente digam… que voei.

     
  • CarlaOliveira 13:09 em 09/09/2011 Permalink | Responder  

    Acho que um dos comentários mais inteligentes e acertados que já fizeram a meu respeito foi a propósito de uma postura que eu tomo sempre que não concordo com alguma opinião ou atitude, mas por cortesia da situação, opto por não me manifestar nem o expressar.

    “Lá está a Carla com a sua Poker Face”.

    E é verdade. Eu sou assim. Há pessoas e situações com quem faço a tempestade para fazer valer a minha opinião. E raramente fica por dizer. Outras circunstâncias há em que para não desautorizar a outra pessoa, ou para não incorrer em atitudes deselegantes ou desconfortáveis para o outro, opto por me manter insípida. Não esboço desagrado. Não esboço assentimento. Não esboço nada no rosto. (e todos sabem que sou algo expressiva) (e ponham “algo” nisso, porque até é chato para mim querer ocultar um sentimento ou uma emoção e simplesmente não conseguir!).

    Pois bem, assim como existe a Poker Face, que segundo a Wikipedia refer to a poker term for a blank expression that does not reveal anything”

… também eu acho que existe uma Poker Voice.
E não, não estou a falar da Lady Gaga, mas há quem saiba do que falo. É falar sem oscilação de tom. É falar sem assentir e sem negar. É falar e responder de forma dúbia e inconclusiva… E na verdade, prefiro ter uma Poker Voice a ser chamada de nomes feios, daqueles que ofendem a mãe e a integridade. E porquê uma Poker Voice? (ou, segundo a Wiki, uma blank expression in the voice) Porque assim como o branco é o resultado da soma de todas as luzes, a Poker Voice pode ser o resultado de todas as emoções atropeladas na traqueia e nas cordas vocais expressando simultâneo desagrado, desacordo e náusea juntamente com a exigência de ser profissional, correcta e sensata. E não quero ser eu a incorrer na deselegância de ter de chamar a alguém nomes feios, daqueles que ofendem a mãe e a integridade…
 
  • CarlaOliveira 1:09 em 09/09/2011 Permalink | Responder  

    De um dos meus filmes preferidos City of… 

    De um dos meus filmes preferidos, City of Angels. Que aborda os meus temas de eleição… Uma das minhas cantoras favoritas. Sem surpresas, portanto (para os que já me conhecem, claro).

    Um registo a que gosto sempre de voltar: “Uninvited”.

    “I don’t think you unworthy
    I just need a moment to deliberate”

     
  • CarlaOliveira 0:30 em 09/09/2011 Permalink | Responder  

    Quando conheceres a vida vais ter saudades… 

    “Quando conheceres a vida vais ter saudades.”

    Pois é, parece que os receios e anseios da infância e da adolescência que nos atormentavam e pareciam tão distantes aos nossos olhos, aos poucos se vão sucedendo e nos vão surpreendendo de Verdade. E é tão difícil admitir que é verdade, que os adultos tinham razão… Que aquela vozinha da consciência omnipresente e omnipotente d’”Os mais velhos” se cumpre… Hoje somos nós os adultos e restam em nós as recordações e ficam em nós as memórias das palavras que nos diziam e que não queríamos ouvir, mas que invariavelmente memorizávamos. Hoje, é a nós que nos cabe passar a mensagem aos mais novos, àqueles que não vão querer ouvir, que mal vão acreditar, mas em quem a mensagem irá ecoar e permanecer até ao momento em que, quando adultos, também a eles a Verdade se revelar. Como a mim. Como agora…

    Nem sei como é que este registo ainda existe, mas a verdade é que sei de cor, de fio a pavio, a letra desta música de infância. Marcou-me de forma profunda ao incutir em mim um medo adiado… Fez-me guardar na memória durante todo este tempo um medo de que a letra se realizasse. E ditava assim:

    “Não desligues o som

    Deixa ficar a música

    Ouve o que te vou contar

    Ouve esta guitarra

    este som tão belo

    Escolhes para se chorar

    Mas é a fingir

    É só a fingir”

    (Pausa para pensar como a guitarra sempre teve esse poder de me eriçar os pêlos e erguer os poros, desafiando as pupilas da sensibilidade…)

    “Não desligues o som

    Deixa ficar a música

    Como se fosse o vento

    Ou talvez a voz de um amigo

    Com saudades tuas

    Um amigo que está longe

    Ele não lembra de ti

    Mas não fiques triste”.

    (Intervalo para pensar como isto, realmente, em tempo remotos acabou por acontecer. Sigamos.)

    “Não desligues o som

    E diz à tua mãe que já vais

    Pensa só em ti

    Ouve esta guitarra que toca só para ti

    Tens toda a vida à tua frente

    Não há pressa

    Não há pressa

    Deixa vir a música

    Deixa vir a música…”

    E era assim, deixando vir a música que a mensagem se entranhava e eu construía em mim o medo de que um amigo fosse para um local distante e se esquecesse de mim… O monstro de ter a vida toda à tua frente” e teres de a enfrentar… O medo de adiar, de fechar as portas à música, de deixares de ser tu. Mas o melhor ainda está para vir…

    Refrão:

    “Um dia mais tarde vais lembrar-te desta noite, vais ter saudades do tempo

    Em que ouvias uma guitarra que tocava só para ti

    Nessa altura, quando já fores mais crescida.

    Nessa altura, quando conheceres a vida vais ter saudades, ter saudades”.

    E pronto. Esta é a altura do tcharan. Sim, é verdade, tenho saudades do tempo em que uma guitarra tocava só para mim. E, sim, é verdade, lembro-me desse tempo em que pensava em mim nestes anos todos depois e indagava se dali a uns 10 ou 15 anos ainda me lembraria do que estava a sentir naquele momento. Lembro-me como se tivesse sido ontem. É tão verdade quanto então. E é tão cruel como da primeira vez.

    Um dia mais tarde vou ter saudades do tempo em que me dedicava à escrita e às memórias, à fotografia e ás redes sociais, aos blogues, aos amigos e à família… Ao agora que um dia mais tarde será memória.

    Mas a guitarra, meu deus, dessa guitarra… Sim, tenho saudades do tempo em que tocava só para mim e dos momentos de cumplicidade que passei comigo, no meu quarto, a ler partituras e a dedilhar emoções…

     
  • CarlaOliveira 1:10 em 15/07/2011 Permalink | Responder  

    Porque no fundo… 

    No final do dia há sempre algo que fala mais alto. Nós.

    No final do dia há sempre alguém que importa mais: o nosso Eu.

    No final do dia há sempre alguém com quem nos vamos deitar: connosco.

    No final do dia há sempre alguém com quem podemos falar: connosco.

    No final do dia há sempre alguém com quem podemos contar: connosco.

    Porque no fundo, bem lá no fundo, doa a quem doer e custe a quem custar, no final do dia, há alguém por quem realmente nos devemos esforçar: por Nós.

    Porque só depois de Nós é que nos podemos dar aos Outros. Porque só depois de Nós estarmos bem é que podemos fazer os Outros felizes. Porque quanto melhor estivermos mais e melhor poderemos criar e fazer.

    E, no fundo, bem lá no fundo… porque se nós não o fizermos, ninguém o fará por Nós. E é a Nós que cabe essa decisão.

     

     

     
  • CarlaOliveira 11:49 em 01/07/2011 Permalink | Responder  

    Mandona 

    Se isto é um blogue pessoal, devo poder deixar uma mensagem ou desejo pessoal, não? E sem censura, não é?

    Uhm… fui ver aos Termos e Condições e parece que sim, que tenho autorização  :)

    Então cá vai:

    Carla Oliveira likes this.
    (E no fundo vocês também!)

     
  • CarlaOliveira 2:30 em 30/06/2011 Permalink | Responder  

    Hoje só me apetece… 


    “Não pertencer nem a mim!

    Ir em frente, ir a seguir

    A ausência de ter um fim

    E da ânsia de o conseguir!”

    Estou a pensar nisso :)

     
  • CarlaOliveira 1:55 em 05/05/2011 Permalink | Responder  

    Enquanto houver estrada para andar… 

    … Que a dependência é uma besta
    Que dá cabo do desejo
    E a liberdade é uma maluca
    Que sabe quanto vale um beijo

    Enquanto houver estrada para andar
    A gente vai continuar
    Enquanto houver estrada para andar

    Enquanto houver ventos e mar
    A gente não vai parar
    Enquanto houver ventos e mar…

    Jorge Palma

     
  • CarlaOliveira 22:20 em 20/04/2011 Permalink | Responder  

    Querido blogue,

    Não tenho tido nem tempo nem concentração para me dedicar a ti como mereces e como tanto gostaria. Essa coisa a que eu chamo o tirano do momento – o tempo – insiste em trair-nos a cada instante e nunca há tempo para nada. Somos constantemente inundados de novos desafios e oportunidades que rapidamente se equacionam como heresias se lhes renunciarmos… Ora porque os íconezinhos do Facebook insistem em estar sempre vermelhinhos, ora porque o bip do e-mail está sempre a apitar, ora porque temos 6 eventos nesta semana a que ainda não respondemos nem sabemos como responder, ora porque é imperativo aprender uma nova língua (porque estamos imersos num mundo global mas há quem ainda não o tenha percebido e nos faz ter de aprender a falar como eles…), ora porque temos um projecto a decorrer que exige a nossa atenção, ora porque a nossa amiga vai casar e a outra vai ter um filho, e a outra tem uma doença, e a família sente a nossa falta e a faculdade nos recruta e o país nos solicita… Enfim, sabem que esta temática do tempo sempre me fascinou e podia dissertar sobre dromologia durante horas e horas e horas. Aliás, é algo que tenho na lista de TO DOs (na categoria dos “mesmo para fazer”) ;)
    É uma crueldade ter-te aqui assim, abandonado, olhar para ti todos os dias, pensar em tudo aquilo que podia fazer de ti e fazer contigo… ainda para mais és o meu rosto, o sítio onde muitas pessoas que gostam de mim vêm com frequência e nem a elas, nem a ti, nem por mim tenho sabido dedicar a atenção que sinto que todos merecemos (a economia da atenção é outro tema sobre o qual hei-de dissertar… um dia!).
    No fundo acho que acabei por (e por favor não te sintas injustiçado ou traído) te menosprezar pelas outras prioridades que me arrebataram, como o Facebook!
    Quando me apercebi, cheguei a mudar-te o layout e os temas vezes sem conta, mas a verdade é que por muito que tente fazer imergir uma coisa na outra, convergindo os perfis, interesses e redes sociais para um mesmo espaço, para mim eles têm e hão-de ter sempre identidades diferentes. Aqui gosto de me expressar de forma mais ponderada e profunda, no Linkedin de forma profissional e estratégica, no Twitter para partilha de notícias e de ideias que não quero que muitas pessoas saibam (bah, não vale ir lá agora espreitar porque é suposto serem provocações que passem mais para o.. despercebidas) e o Facebook tenho-o para todos os momentos – aqueles mais imediatos e os assuntos mais actuais que compõem a nossa vida a cada momento, e é também uma das principais e mais desafiantes ferramentas de trabalho. Aqui no capítulo o conteúdo tem de ser mais íntimo e intemporal, profundo e dedicado… mas, pensa lá, em tempos onde todos os momentos e todos os minutos se tornaram imediatos e a vida se resume a uma série de assuntos “actuais” que se atropelam, a temas absolutamente inadiáveis que se digladiam entre si aos milhares pela relevância zaragateando entre estímulos que vamos recebendo e reivindicando o maior destaque, torna-se complicado (mas não impossível) gerir a minha dedicação a ti (dedicação = disponibilidade mental, temporal, criativa, técnica e tudo o mais).
    No entanto, não quis deixar de vir aqui expor publicamente este meu sentir… Não seria justo para contigo, para com quem me segue nem sequer para comigo própria.
    Aqui há tempos disseram-me: se tu não consegues gerir uma coisa tão simples e que controlas completamente como as idas ao ginásio (sim, é a cruel realidade, mas é algo que depende quase exclusivamente de nós e nem isso sabemos e conseguimos gerir em fórmulas matemáticas de 1 hora por dia, pelo menos 3 vezes por semana), então como é que te hás-de propor conseguir alcançar objectivos maiores para o teu futuro?!
    Foi cruel para mim também ouvir quando mo disseram, mas tocou-me de tal forma que mantenho a ideia tão presente como uma pedra no sapato para me ajudar a lembrar a cada passo que tenho de saber gerir aquilo que posso controlar e ir dando os meu pequenos passos e alcançando os pequenos sucessos da minha vida… Caso contrário não irei mais longe que isto.
    Eu estou aqui, mesmo não verbalizando ou tornando visível a minha presença, a minha vida continua aqui e partilhada. E no Facebook, e no Twitter, e no telemóvel e no e-mail e no pensamento e no coração… Estou sempre por perto, acreditem. E tenho opiniões, muuuuitas! Só não tenho é (ainda) a lição estudada para arranjar e construir disponibilidade para as exprimir adequadamente. Mas vamos dando um passo de cada vez, ok?
    Felizes os que conseguiram ler-me até ao fim! :) Obrigada.

    Beijinhos,
    Carla

    http://www.facebook.com/oliveira.carlasofia

    http://pt.linkedin.com/pub/carla-oliveira/a/890/a0

    http://twitter.com/#!/CarlaOliveira

    Skype: oliveira.carlasofia

     
  • CarlaOliveira 18:30 em 02/04/2011 Permalink | Responder  

    Breaking uninteresting news :P 

    Pintei o cabelo de preto :)

     
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